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segunda-feira, 4 de abril de 2011

À Beira do Abismo ?(2)

Acredito que alguns dos que por aqui passam se recordem desta fotografia e do post que escrevi umas horas antes da rejeição do PEC IV, no princípio da tarde negra de 23 de março.

Tudo foi mais longe do que as mais catastróficas das previsões,seja em matéria de aumento desenfreado de juros,seja no tocante a pressões dos mercados e das agências de notação e também no pânico que se visava instalar na sociedade portuguesa.

Basta reparar na frieza de um gráfico aqui publicado, que "vale mais que mil palavras", para se verificar como Passos Coelho e a sua avidez faminta pelo poder,de braço dado com a demais oposição, foram os agentes e fautores da mais grosseira irresponsabilidade de que há memória no concernente à defesa do interesse nacional.


Hoje, olhando para as graves sequelas dessa funesta rejeição do PEC, bem poderá dizer-se que por muito menos alguns foram acusados de terem lesado irreversivelmente a pátria!

Creio que o povo português não deixará de penalizar os despautérios desbragados de Passos Coelhos e daqueles que logrou levar a reboque!


Osvaldo Castro

quarta-feira, 23 de março de 2011

À Beira do Abismo?

Aproxima-se a tarde em que a sofreguidão e a avidez do poder se podem substituir ao sentido de estado e de responsabilidade.
A vertigem mediática e a incontida volúpia dos imaturos dirigentes do PSD podem colocar Portugal à beira da mais severa crise política e económica das últimas quatro décadas.
A boa execução orçamental dos primeiros dois meses de 2011 ou o ganho de causa e de confiança, por parte do primeiro ministro de Portugal, junto dos parceiros europeus, na cimeira de 11 de Março, parecem não ter sido suficientes para travar a sede de poder por parte do maior partido da oposição.
É certo que a actual direção do PSD se mostrava acossada pelas investidas do setor liderado por Rui Rio e estava estribada num discurso que, mais do que diagnóstico, se tranformou em incentivo à irresponsabilidade.
Porém, tudo somado, Passos Coelho devia ter pensado, antes de mais, nos portugueses e em Portugal.
Se olhar para a Grécia e para a Irlanda, logo descortinará que a intervenção externa, até agora, nada resolveu e tudo agravou.
Passos Coelho é assim tão imoderado e irrefletido que queira colocar Portugal à beira do abismo?
Osvaldo Castro