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sábado, 1 de outubro de 2011

Madeira/Eleições: Passos Coelho é "cúmplice por omissão"da situação do arquipélago,sublinha Seguro


António José Seguro e Maximiano Martins


Funchal,1 de Outubro de 2011(Lusa)
O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou hoje Pedro Passos Coelho de ser “cúmplice por omissão” relativamente à situação na Madeira e de estar a “proteger Alberto João Jardim e a pouca vergonha que se passa” no arquipélago.

“Nós percebemos porque é que eles não querem divulgar a verdadeira situação na Madeira, sabemos porque é que o primeiro-ministro e líder do PSD não mandou fazer uma auditoria, percebemos porque é que não se vai perceber quais vão ser as consequências decorrentes da má gestão e do descalabro financeiro na Madeira. Por uma única razão: porque o líder do PSD e primeiro-ministro é cúmplice por omissão daquilo que o PSD e Alberto João Jardim estão a fazer na Madeira”, disse, num comício no Funchal.

Numa intervenção de cerca de meia hora em que considerou estarem em causa “princípios e valores” no escrutínio do próximo dia 09, o líder socialista voltou a defender a necessidade de serem apuradas responsabilidades relativamente à ocultação de dívida na Madeira – “eventualmente até no plano criminal”, disse - e de não se passar simplesmente “uma esponja no passado“.

“Ao contrário do que prometeu o primeiro-ministro, não houve auditoria nenhuma. A única coisa que houve foi um relatório que tem por base quase exclusivamente aquilo que lhe foi dito pelo Governo regional da Madeira. Como é possível que o primeiro-ministro tenha prometido uma auditoria e o ministro das Finanças tenha dito dois dias depois que não houve auditoria nenhuma?”, questionou.

Para Seguro, o primeiro-ministro e líder do PSD “está a proteger com o seu silêncio o seu companheiro de partido Alberto João Jardim e a pouca vergonha do que se passa na Madeira”.

O socialista lamentou ainda que os madeirenses “vão para eleições sem saber toda a verdade” e deixou uma referência velada à atitude de Passos Coelho relativamente às eleições regionais na Madeira.

“Se eu não estivesse de acordo com o Maximiano Martins [cabeça de lista do PS às legislativas regionais] podem ter a certeza que não ficava refugiado em Lisboa […] e não me refugiava numa entrevista a uma televisão […]. A coragem tem de ser concretizada, não pode ser apenas dita e proclamada”, comentou.

Rejeitando “a ameaça do independentismo”, Seguro considerou que as responsabilidades pela situação financeira da Madeira “não se podem apagar com o resultado do próximo dia 09 de outubro”.

“Há responsabilidades políticas […] partidárias […], mas há também responsabilidades orçamentais e responsabilidades eventuais no plano criminal. No momento em que os portugueses são chamados a fazer tantos sacrifícios não seria compreensível que aqueles que criaram uma situação dramática e difícil na Madeira não fossem responsabilizados aos mais diversos níveis”, disse.

Antes, Maximiano Martins deplorou que esteja a ser passada da Madeira “uma imagem degradante de mentira” e responsabilizou pela situação Alberto João Jardim, que “enriqueceu alguns e empobreceu a Madeira, colocando a Madeira à beira do abismo”.

Na sua opinião, o presidente do Governo Regional “já estaria preso” se tivesse feito “na sua vida pessoal” o que fez com a gestão financeira da região.

O candidato deixou ainda uma convicção: “Trinta e cinco anos de poder absoluto estão a chegar ao fim. Tenho informações que estamos à beira de um resultado histórico para a Madeira”, declarou.

PGF/Lusa

Seguro acusa ministro das Finanças de "proteger PSD na Madeira"

Madeira-hoje,Jornal de Notícias "online"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou, este sábado, que a conferência de Imprensa do ministro das Finanças sobre a situação financeira na Madeira se tratou de "uma maquilhagem feita para proteger eleitoralmente o PSD na Madeira".
"Aquela conferência de imprensa [de Vítor Gaspar, na sexta-feira] foi uma maquilhagem feita para proteger eleitoralmente o PSD na Madeira", disse Seguro no Funchal, à margem de uma acção de campanha eleitoral para as eleições de 9 de Outubro.

Para o líder socialista, existe "uma protecção entre pessoas do mesmo partido".

"Há aqui uma protecção entre pessoas do mesmo partido. Isto é uma situação grave. Os madeirenses e os portugueses em geral têm o direito de conhecer verdadeiramente o que se passou na Madeira e as consequências gravosas (...) O que assistimos ontem é continuar a contribuir para proteger uma má gestão e a impunidade que existe na Madeira", frisou.

Em conferência de Imprensa para apresentar os principais pontos do levantamento da situação económica e financeira da Madeira, Vítor Gaspar quantificou em 6328 milhões de euros a dívida da Região Autónoma da Madeira, "123% do PIB da região".

Pouco depois foi divulgado o relatório da Inspecção-Geral de Finanças sobre a Madeira alertando para vários riscos na situação financeira na região com uma alta probabilidade de se agravarem "substancialmente", e afectarem ainda mais o défice da região e do país.

Na ocasião, o líder socialista pôs ainda em causa a "credibilidade" de um relatório "que é baseado exclusivamente em informações prestadas pelas autoridades regionais".

"Prometerem dois documentos e na prática não houve nenhum, nem sequer uma auditoria. Um simples relatório com informação dada pelo Governo regional está bem de ver o que vale em credibilidade", comentou.

Lembrando que a conferência de imprensa de Vítor Gaspar tinha sido convocada com o objectivo de "divulgar os resultados de uma auditoria", Seguro manifestou-se "perplexo" ao ouvir o titular da pasta das Finanças afirmar que "não tinha o relatório".

"Como é possível o ministro das Finanças anunciar que vai apresentar os resultados de uma auditoria, não apresenta, diz que tem um relatório e não o divulga. E depois divulga o relatório só a meio da noite e com dados fornecidos pelo Governo regional. Que credibilidade é que isto tem?", insistiu.

Questionado pelos jornalistas sobre a audiência que solicitou ao Presidente da República (agendada para segunda-feira), Seguro escusou-se a entrar em detalhes, afirmando apenas: "Há questões de regime que decorreram da declaração de ontem do ministro das Finanças que eu quero falar com o senhor Presidente da República".

Seguro juntou-se esta manhã ao cabeça de lista do PS às eleições regionais, Maximiano Martins, para uma acção de campanha no Mercado dos Lavradores, no centro do Funchal, que proporcionou à caravana uma recepção apática.

À saída, o candidato do PS considerou ser claro que "o tempo de [Alberto João] Jardim está no fim", lamentando as "graves irresponsabilidades" do Governo regional da Madeira.

"Para a honra dos madeirenses é fundamental acabar com este folhetim lamentável", disse, defendendo a necessidade de "uma auditoria geral, completa e total, que fixe de uma vez por todas as responsabilidades assumidas pelo Governo regional da Madeira".

Maximiano Martins chamou ainda a atenção para a necessidade de, nas escolha das medidas a serem tomadas para atender à situação da região, ter em conta a fragilidade da economia madeirense "para lá da fachada do turismo".