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domingo, 11 de setembro de 2011

Seguro diz que socialistas estarão abertos a compromissos à sua esquerda e direita

Braga, 11 set (Lusa)

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que os socialistas terão espaço para a procura de compromissos políticos, tanto com as forças do Governo PSD/CDS, como com os partidos à sua esquerda.

António José Seguro falava no discurso de encerramento do XVIII Congresso Nacional do PS, em Braga, num capítulo que dedicou à promessa de fazer uma oposição construtiva, responsável, embora firme.

“Há espaço para a afirmação das nossas diferenças e há espaço para a procura de compromissos, tanto à nossa direita, como à nossa esquerda”, disse, depois de condenar a política feita “a partir das trincheiras, em que cada força política se acantona”.

“Os portugueses estão cansados da retórica política. Nem tudo o que vem do Governo ou dos outros partidos é para rejeitar”, alegou o secretário-geral do PS.

Neste ponto, Seguro reafirmou que o PS respeitará o compromisso assinado por Portugal com a “troika”.

“As medidas imperativas previstas no memorando terão o nosso voto; outras medidas serão avaliadas uma a uma em função do seu mérito – e sempre que discordarmos é nosso dever apresentarmos alternativas”, prometeu o líder socialista.

PMF/Lusa

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Seguro quer propostas nacionais de Passos Coelho em périplo europeu e dá exemplo de ´off-shores´

Lisboa, 30 ago (Lusa)

O secretário-geral do PS disse hoje esperar que no périplo europeu que realiza esta semana o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, apresente propostas nacionais sobre temas que “carecem de decisão” no seio da União Europeia.

Em conferência de imprensa, António José Seguro apontou, a propósito, “os ´off-shores´ e a necessidade de haver transparência no seu funcionamento”.“Espero que o primeiro-ministro, na deslocação que vai fazer a três capitais europeias tenha oportunidade para defender algumas propostas que carecem de uma decisão no seio da União Europeia. Refiro-me aos ´off-shores´ e quanto à necessidade de haver transparência no seu funcionamento, se não for possível mesmo pôr fim à sua existência que de uma vez por todas a UE possa também taxar os movimentos financeiros como foi proposto recentemente”, disse.

O primeiro-ministro realiza esta semana um périplo europeu que inclui, na quarta-feira, um encontro em Madrid com o chefe do Governo espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, seguindo-se uma deslocação a Berlim na quinta-feira para uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel.

No regresso de Berlim, Passos Coelho passará ainda por Paris, onde participará numa reunião internacional promovida pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy.

“Desejo muito êxito e muito sucesso nas propostas que o primeiro-ministro vai com certeza apresentar à senhora [Ângela] Merkel e ao senhor [Nicolas] Sarkozy no sentido de os sensibilizar para que haja um verdadeiro Governo económico no seio da União Europeia, para que haja uma prioridade ao crescimento económico, para que haja mais recursos afetos à criação de emprego na União Europeia”, afirmou Seguro.

E acrescentou: “Ficaria muito triste e muito dececionado que o primeiro-ministro do meu país fosse a Paris e a Berlim receber ordens da senhora [Ângela] Merkel e do senhor [Nicolas] Sarkozy, em vez de apresentar propostas que defendam os interesses nacionais”.

Afirmando-se “um federalista”, António José Seguro defendeu que, apesar de alguns dos problemas nacionais exigirem resposta nacional, “há outros que devem ser solucionados no plano europeu”.

“E há muito tempo que venho defendendo a necessidade de outros líderes europeus poderem tomar a iniciativa e apresentar propostas (…) hoje mais do que nunca demonstra-se a necessidade de a Europa se dotar de uma verdadeira governação política e económica (…) deixa-me triste que as instituições europeias pareçam ajoelhadas perante as reuniões bilaterais entre a senhora [Ângela] Merkel e o senhor [Nicolas] Sarkozy”, comentou.

O líder socialista remeteu ainda uma posição do partido sobre a inclusão de um limite ao endividamento na Constituição para um debate “nos órgãos próprios do partido”, mas salientou que esta questão é “apenas uma” das “muitas questões em jogo” no seio da União.

“As respostas aos problemas por que passam hoje os europeus passam muito mais pela adoção de medidas de política económica concreta e a dotação de recursos financeiros para que a UE deixe de andar atrás do prejuízo. É altura de a UE tomar decisões e não fazer uma coleção de decisões pontuais”, frisou.

PGF/Lusa

domingo, 28 de agosto de 2011

Seguro desafia Coelho a esclarecer quem paga "irresponsabilidade" da dívida da Madeira

Funchal, 28 ago (Lusa)

"O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a esclarecer quem vai pagar a "irresponsabilidade" do governo regional madeirense na gestão dos dinheiros públicos, quando a Madeira está na bancarrota.

“Esta pergunta - quem paga - é dirigida ao primeiro-ministro de Portugal. Quem paga a irresponsabilidade da dívida que existe aqui na Madeira, da exclusiva responsabilidade do seu partido, o PSD, aqui na Madeira?”, questionou o líder socialista, no encerramento da Festa da Liberdade, organizada pelo PS da Madeira, no Montado do Pereiro.

Referindo que a dívida da Madeira é de oito mil milhões de euros, António José Seguro disse que “os bebés daqui [região autónoma] já nascem endividados”.

“O PSD-M pôs a Madeira na bancarrota, tem um buraco colossal, gaba-se disso e pede que sejam todos a pagar a fatura da sua irresponsabilidade”, acrescentou.

“Basta de irresponsabilidade e basta de chantagem e o primeiro-ministro não pode continuar em silêncio, não pode continuar a proteger o seu partido. Aqui, na Madeira, a situação é grave, é mesmo muito grave, e o primeiro-ministro de Portugal não pode ser cúmplice desta situação”, sublinhou.

António José Seguro exigiu ainda saber, antes da campanha para as eleições regionais de 09 de outubro, o teor de um eventual acordo de assistência financeira entre os governos madeirense e da República. Para o líder socialista, “os madeirenses têm o direito de saber o que é que vai custar de sacrifício”.

“Se ainda não há acordo, eu exijo, como líder da oposição, se houver necessidade de assistência financeira à Madeira, que esse acordo, esse memorando seja do conhecimento público antes do início da campanha eleitoral”, disse.

O presidente do PS-M, Jacinto Serrão, lembrou, por seu lado, que as eleições de outubro são uma oportunidade de os madeirenses permitirem uma mudança política na Madeira e virarem a página a uma “governação tresloucada de 40 anos que não acautelou o futuro" da região.

Para o líder do PS madeirense, a governação de Alberto João Jardim “promoveu uma política despesista de obras públicas sem se preocupar com a dívida pública e que pesa como chumbo sobre as costas dos madeirenses”.

O candidato do PS-M à presidência do governo regional, Maximiano Martins, classificou a política do PSD-M e do governo madeirense de “louca nas prioridades e demente na gestão da coisa pública”, concluindo que “já basta”.

O líder da JS-M, Orlando Fernandes, criticou também a situação económico-financeira da região e acusou o governo regional de ter levado a Madeira “à insolvência” e o PSD-M de ser o partido do “desemprego, da dívida e do défice democrático”.

A festa do PS-M decorreu sob nevoeiro e uma chuva fraca, tendo atraído, no entanto, alguns milhares de pessoas.

EC/Lusa

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PS: António José Seguro pede abertura de Passos Coelho para taxar dividendos e patrimónios

Penafiel, 25 ago (Lusa)


O secretário-geral do PS, António José Seguro, apelou hoje ao primeiro-ministro a “voltar atrás” e juntar-se aos socialistas, fazendo aprovar suas propostas, chumbadas, no sentido de taxar dividendos e património.

“É altura de o governo mudar de opinião e demonstrar alguma sensibilidade social e particularmente dar os seus votos no parlamento às propostas do PS e eu espero que o primeiro ministro ouça este meu apelo e de facto possa fazer uma repartição dos sacrifícios de modo mais equitativo”, afirmou António José Seguro.
O líder socialista falava à margem de uma visita que se encontra a realizar à Agrival – Feira Agrícola do Vale do Sousa a decorrer em Penafiel.

António José Seguro esclareceu ter pedido hoje ao grupo parlamentar do PS "que estude propostas concretas para voltar a apresentar as que foram chumbadas pelo PSD e CDS mais outras propostas no sentido de tornar justa a repartição dos sacrifícios”, de forma a “acompanhar o movimento europeu que está a nascer” e “taxar dividendos e património”.

“Eu considero inaceitável que o governo tenha exigido e exija um corte de 50 por cento no subsídio de Natal aos trabalhadores e aos pensionistas e tenha deixado de fora a taxação dos capitais e do património”, salientou o socialista lembrando que quando “foi apresentado esse imposto” também o PS apresentou “uma proposta no sentido de serem englobados os dividendos e os juros” mas tanto o PSD como o CDS chumbaram o Partido Socialista.

Por esse motivo, realçou, “é a altura de o governo mudar de opinião, voltar atrás e juntar-se ao PS e aprovar as propostas do PS”.

Para Seguro, “num momento em que se pedem tantos sacrifícios aos portugueses é absolutamente necessário que esses sacrifícios sejam pedidos de uma forma equitativa, que haja justiça social e que aqueles que mais têm possam contribuir mais para esse esforço”.

“Ora, o governo o que fez? Não foi sequer pedir-lhes algum contributo, foi deixá-los de fora e apenas exigir que o esforço seja feito pelos rendimentos do trabalho, deixando de fora os rendimentos de capital, designadamente juros e dividendos mas também o património”, lamentou.

O secretário-geral do PS disse até ter sentido “uma profunda tristeza” perante o que considera “a capitulação do poder político quando em França são os próprios milionários a dizer: olhem para nós”.

“Há portugueses que já não podem apertar mais nenhum furo do cinto”, frisou.

LYL/ACYS/Lusa

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Novo líder parlamentar do PS escolhido só em setembro

Lisboa, 28 jul (Lusa)

"O novo líder parlamentar dos socialistas só será escolhido em setembro, coincidindo com o congresso do PS e com o arranque da próxima sessão legislativa, mantendo-se até lá Maria de Belém como presidente interina da bancada.

Hoje, no final da primeira reunião que teve com a bancada socialista enquanto líder do PS, António José Seguro referiu que a escolha do novo presidente do grupo parlamentar não esteve na agenda do encontro.

“O Parlamento vai ter mais duas sessões plenárias [em agosto] e, neste momento, a minha prioridade passa pelo estabelecimento de novas formas de trabalho, de novos métodos de trabalho, tendo em vista questões políticas determinantes. O grupo parlamentar está a funcionar adequadamente e a cumprir com as suas obrigações”, considerou o recém-eleito secretário-geral do PS.

António José Seguro admitiu depois que a escolha do líder parlamentar do PS para a legislatura inteira ocorrerá em setembro, na sequência do congresso do partido, que se realiza entre 09 e 11 desse mês.

O congresso do PS vai coincidir com o início da sessão legislativa e quero que essa altura constitua o grande arranque com todas as equipas do PS e do grupo parlamentar prontas para o trabalho futuro. Vou dedicar parte do próximo mês [agosto] a preparar as equipas e, sobretudo, a preparar propostas concretas em áreas como a preservação e criação de emprego e combate à corrupção”, afirmou o secretário-geral dos socialistas.

Em matéria de projetos políticos por parte dos socialistas, para além das áreas do emprego e do combate à corrupção, Seguro mencionou “a necessidade de o PS avançar com propostas de alteração à legislação eleitoral, quer para as autarquias, quer para a Assembleia da República”.

PMF/Lusa