Mostrar mensagens com a etiqueta Ajuda externa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ajuda externa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ajuda Externa: Contas nacionais estão abaixo do esperado

Varsóvia, 29 set (Lusa)

O primeiro-ministro, Passos Coelho, disse hoje em Varsóvia que o resultado das contas nacionais para o primeiro semestre do ano, a divulgar sexta-feira pelo INE, fica abaixo do esperado.

“Amanhã serão conhecidos os resultados relativamente ao primeiro semestre no que respeita às contas nacionais, à contabilidade nacional”, disse Pedro Passos Coelho, sublinhando que “não são tão promissoras quanto esperávamos”.

O primeiro-ministro, que se reunirá com o responsável pelas Finanças, Vítor Gaspar, para analisar a situação, manteve, no entanto, o compromisso de manter o défice nos 5,9 por cento.

“Com os dados de que dispomos hoje, as medidas que foram enunciadas no âmbito da última avaliação com a ‘troika’ são aquelas com as quais contamos para atingir o défice deste ano”, sublinhou.

O chefe do Governo referiu também que “a perspetiva de que as nossas exportações possam não crescer tanto como estava inicialmente previsto, em razão do arrefecimento económico dos países para que exportamos, vai levar-nos a ter uma preocupação maior noutras medidas que possam puxar pelo crescimento da economia”.

O primeiro-ministro negou, no entanto, que tenham que ser tomadas quaisquer medidas “que tenham efeito recessivo”.

Passos Coelho falava aos jornalistas, em Varsóvia, à margem da cimeira UE/Parceria Oriental.

IG/Lusa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ajuda externa: FMI desbloqueia mais 3,98 mil milhões de euros para Portugal

Lisboa, 13 set (Lusa)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) desbloqueou hoje a segunda parcela do resgate a Portugal, de 3,98 mil milhões de euros, elevando os fundos atribuídos a Lisboa para um total de 10,43 mil milhões de euros.

“O conselho de administração do FMI completou hoje a primeira avaliação do desempenho de Portugal em relação ao programa de apoio a três anos de 27,27 mil milhões de euros”, refere a instituição liderada por Christine Lagarde, em comunicado.

“O governo [português] assinalou o seu forte compromisso com o programa e foram realizados bons progressos na implementação de políticas. Ao passo que o ambiente externo (…) se tem mantido muito difícil, a política recente do Conselho Europeu para reforçar a gestão da crise na Zona Euro aumentou as hipóteses de sucesso”, afirmou, em comunicado, Nemat Shafik, responsável do FMI.


Nemat Shafik disse também que “as autoridades [portuguesas] se estão a focar nas recentes derrapagens orçamentais para garantir que os objetivos do programa para 2011 são cumpridos”.

Considerando que Lisboa está “empenhada em recentrar o orçamento de 2012 nas medidas de despesa permanente”, a responsável do FMI defendeu que “o avanço das reformas orçamentais estruturais - através do reforço da fiscalização, da simplificação do setor público e da redução dos riscos orçamentais, particularmente os que decorrem das empresas públicas e das operações sobre as parcerias público-privadas – vai fortalecer significativamente a sustentabilidade orçamental a médio prazo”.

Nemat Shafik refere que a melhoria das posições de capital por parte dos bancos, através de soluções de mercado e o recente aumento do montante disponível para apoiar o capital e a liquidez são “a chave para atingir uma desalavancagem ordeira e para restaurar a confiança”.

Quanto ao crescimento económico e à competitividade, a responsável considera ainda que estes “vão melhorar ao longo do tempo com as reformas estruturais em curso no mercado de trabalho e nos mercados de ativos, bem como no sistema judicial”.

O fundo de resgate do FMI, aprovado em maio de 2011, faz parte de um pacote de apoio em parceria com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu, que ascende aos 78 mil milhões de euros, nos próximos três anos.

ND/Lusa

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ajuda Externa: Governo mantém previsão de recessão para 2011,diz Carlos Moedas

Lisboa, 23 ago (Lusa)

O Governo vai manter o cenário macroeconómico definido, quer no programa do Executivo, quer no memorando de entendimento com a ‘troika’, que prevê uma contração de 2,2 por cento do PIB em 2011.

“Não sabemos o que será o segundo semestre, mantemos o mesmo cenário macroeconómico. É o cenário que foi definido e vamos mantê-lo para o resto do ano”, disse o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.

O governante, que está a ser ouvido pela primeira vez na Comissão Eventual para o Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, no Parlamento, afirmou que o Executivo mantém as previsões de contração de 2,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 e de 1,8 por cento em 2012.

Carlos Moedas respondia à questão colocada pelo deputado do PS, Fernando Medina, sobre se o Governo pretendia alterar o cenário macroeconómico depois de divulgado o boletim da execução orçamental, na segunda-feira à noite, que aponta para um défice do Estado na ordem dos 6,6 mil milhões de euros até julho.

SMS/Lusa