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quarta-feira, 14 de março de 2012

Desemprego: António Guterres fala numa "explosão social" na Europa

Ontem-RR/dn.pt
António Guterres, antigo primeiro ministro e atual comissário da ONU para os refugiados, considerou esta terça-feira em entrevista à Rádio Renascença que a Europa arrisca-se a uma explosão social, tudo porque as finanças e a economia são colocadas à frente da questão social segundo o próprio.
"Não é só em Portugal, todo o sul da Europa vive um problema de desemprego preocupante e de facto um modelo matemático que tente resolver os problemas de uma economia sem compreender os dados sociais é um modelo que se arrisca a uma explosão. O mundo coloca as finanças em primeiro lugar, a economia em segundo e o social em terceiro", revelou António Guterres.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Euro/Crise: Europa deixou de ser projeto político e passou a gerir o quotidiano,sublinha António Guterres

Lisboa, 30 set (Lusa)

O ex-primeiro-ministro António Guterres manifestou-se hoje convicto na manutenção da moeda única, apesar da falta de união na Europa, que, a seu ver, deixou de ser um projeto político e passou apenas a gerir o quotidiano.

Guterres, que lidera atualmente o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), falava na Grande Entrevista da RTP1, onde afirmou que o seu Governo “fez um grande esforço para reduzir a dívida” portuguesa, através de “um programa ousado de privatizações”.

Confrontado com o perdão do seu Executivo à dívida da Madeira, respondeu que “se fez o que, porventura, devia fazer-se”.

Mas, minimizou, “não é isso que me preocupa”, invocando “as situações extremamente trágicas” que tem acompanhado, designadamente a morte de milhares de pessoas à fome no Corno de África ou a violação de crianças e mulheres na República Democrática do Congo.

Sobre a Europa, António Guterres sustentou que “tem um papel fundamental a desempenhar, mas não está unida”, sendo que “as dificuldades" continuam a vir “das grandes potências europeias”.

O ex-dirigente socialista atribuiu a falta de avanço para “um processo de integração mais forte” aos “líderes” europeus, mas também uma “complexidade social”.

Para o antigo primeiro-ministro, existe “um desajustamento como se globalizou a economia, a comunicação, e como não se globalizou a decisão política”.

António Guterres crê que, apesar da desunião na Europa, o euro “possa manter-se” e que a UE “possa voltar a ser um projeto político” e não de mera “gestão do quotidiano”.

Como alto-comissário da ONU para os Refugiados, vê-se confrontado com a “enorme pressão” da “multiplicação de novas crises” e da continuidade das “velhas que não morrem”, como as do Afeganistão, do Sudão e da República Democrática do Congo.

Guterres defendeu que, muito embora tenha havido na Europa “um recrudescimento dos fenómenos de xenofobia e irracionalidade”, assiste-se agora “a um refluxo dessas ideias”, a “um renascimento da visão humanista da Europa, de uma encruzilhada de civilizações”.

O responsável do ACNUR realçou que, ao contrário de outros países, que se têm fechado aos refugiados subsarianos na fronteira da Líbia com a Tunísia, Portugal “prontificou-se a acolher” três deles.

Reiterando que não tenciona regressar à vida política portuguesa, recordou, emocionado, um caso que o marcou enquanto alto-comissário para os refugiados: o de uma mulher somali que caminhou 15 dias com os seus seis filhos e chegou a um campo na Etiópia apenas com três, os que conseguiram sobreviver à fome.

ER/Lusa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Refugiados: Resolução de caso palestiniano pode contribuir para acalmar tensões noutras regiões,diz Guterres

Lisboa, 27 set (Lusa)

A resolução do caso palestiniano poderá contribuir para acalmar tensões em várias regiões do mundo causadoras de refugiados, considerou hoje o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

“Sentimos que a solução da crise palestiniana poderá contribuir para um apaziguar de tensões em várias regiões do mundo que são causadoras de refugiados”, disse António Guterres.


O responsável referiu que “enquanto o problema da Palestina não for resolvido” constitui “um factor irritante permanente em muitos outros conflitos”.

“Quando nós olhamos para o que se passa no Afeganistão, no Sudão, em vários outros países daquela região, nós sentimos que o facto da questão palestiniana não estar resolvida é permanentemente um acicate para o extremismo, para a expressão de atitudes de conflito, nomeadamente em relação ao mundo ocidental”, adiantou.

António Guterres lembrou que o ACNUR não tem uma ação direta em relação aos refugiados palestinianos, que são apoiados pela UNRWA, agência da ONU criada antes do organismo que dirige.

A questão dos refugiados é um dos principais motivos de discórdia, a par da das fronteiras e de Jerusalém Oriental, entre israelitas e palestinianos, cujas negociações de paz estão suspensas há cerca de um ano.

Para tentar ultrapassar o impasse, a Autoridade Palestiniana pediu sexta-feira a adesão de um Estado da Palestina às Nações Unidas como membro de pleno direito.

Os palestinianos querem que Israel suspenda a colonização e que as negociações tenham por base as fronteiras anteriores à guerra dos Seis dias em junho de 1967, enquanto os israelitas não aceitam a existência de pré-condições para o diálogo.

PAL/Lusa