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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Apoio judiciário:Marinho quer que ministra diga a quem pagou 17 ME

Hoje-Dn online

O bastonário da Ordem dos Advogados desafiou hoje a ministra da Justiça a esclarecer a quem pagou os 17 milhões de euros em apoio judiciário, afirmando que o dinheiro não passou pelo sistema informático da Ordem.

"Se a ministra diz que pagou 17 milhões, que informe a Ordem a quem os pagou, porque não pagou nenhum dos 30 milhões em dívida através do sistema informático da ordem dos advogados", disse Marinho Pinto à Lusa em Díli, Timor-Leste, onde se encontra numa viagem de trabalho a convite do governo timorense.

Questionado sobre as declarações da Ministra da Justiça, que na terça-feira disse no parlamento que já pagou mais de 17 milhões de euros em apoio judiciário, Marinho Pinto pediu a Paula Teixeira para dizer a quem os pagou.

Segundo Marinho Pinto, se, a ministra da Justiça "já pagou esse dinheiro que diga a quem pagou, porque através da ordem eles têm de ser pagos num plano de igualdade".

"Não sei a quem a ministra pagou, não sei quem é que foram os escolhidos, os premiados, com essa benevolência ministerial", acrescentou.

A ministra da Justiça revelou na terça-feira que este Governo já pagou 17,7 milhões de euros em apoio judiciário, sublinhando que nunca disse que "deixaria de pagar" aos advogados oficiosos, que a 31 de junho tinham a haver 40 milhões de euros.

Falando na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Paula Teixeira da Cruz precisou que, já durante o seu mandato, de uma só vez foram pagos 16 milhões de euros e posteriormente 1,7 milhões de euros, vincando que "todos sabem que há problemas com o apoio judiciário".

Segundo a Ordem, o Estado deve perto de 30 milhões de euros aos advogados oficiosos, desde o início do ano. Em julho, Ministério da Justiça anunciou ter detetado irregularidades que alteram o valor a pagar aos advogados oficiosos e iniciou por isso, em colaboração com a Ordem dos Advogados, uma auditoria ao sistema de apoio judiciário.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Advogados exigem pagamentos em atraso à ministra

por: Lusa Hoje
O Conselho Distrital de Lisboa (CDL) da Ordem dos Advogados considerou hoje "insustentáveis" os atrasos nos pagamentos aos advogados que prestam apoio judiciário e exigiu à ministra da Justiça uma resolução urgente e eficaz do problema.

Numa carta aberta enviada hoje a Paula Teixeira da Cruz, o presidente do CDL, Vasco Marques Correia, descreve a actual situação de dívida do Estado para com os advogados oficiosos como "absolutamente insustentável", apelando à sua urgente regularização.

"Urge pagar aos advogados cumpridores, que são a larguíssima maioria, os honorários devidos", lê-se na carta.

A missiva pede que a situação seja resolvida de forma urgente e eficaz, mas lembra que, caso isso não aconteça, os advogados podem fazer uso de "todos os meios ao seu alcance para que o Estado não se esqueça do cumprimento da lei", que estabeleceu 30 dias para o pagamento.

O CDL defende também que "o pagamento daquilo que é devido é próprio de pessoas de bem, pelo que tal não pode deixar de ocorrer com a maior brevidade possível - tanto mais que a dimensão da crise que afeta o Estado é a mesma que afecta os advogados".

A carta sublinha ainda que os 30 milhões de euros em dívida não se devem a valores unitários exorbitantes, antes "ao grande número de intervenções realizadas" pelos causídicos.

O Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados estão a efectuar uma auditoria aos honorários dos advogados oficiosos, que deverá estar concluída no início de outubro, depois de terem sido descobertas algumas irregularidades na cobrança de honorários.

O CDL concorda com a auditoria, mas refere que é importante "separar o trigo do joio", defendendo que os prevaricadores - "uma insignificante expressão numérica", no universo dos nove mil advogados oficiosos - sejam "sancionados civil, criminal e disciplinarmente".

Os advogados oficiosos defendem pessoas com poucas posses, responsabilizando-se o Estado pelo respectivo pagamento.


Lusa