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sábado, 30 de junho de 2012

"Foi para isto que pediram tanta austeridade?", pergunta Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou este sábado que o Governo "fracassou", por pedir "sacrifícios exageradíssimos" aos portugueses e nem assim conseguir concretizar o objetivo da redução do défice."Para que serve esta receita que o Governo está a impingir aos portugueses?" - questionou o líder socialista, aludindo aos mais recentes números da execução orçamental, que apontam para uma "derrapagem" de cerca de três mil milhões de euros.Falando durante o Congresso Distrital do PS de Braga, António José Seguro considerou que a "receita de austeridade somada a mais austeridade" é "um crime" e um "disparate", que "só aumenta o desemprego, atira as empresas para a falência, provoca mais empobrecimento e mais destruição da classe média", sem conseguir equilibrar as contas públicas.
O dirigente partidário recordou que os funcionários públicos perderam "dois salários", foi cortado metade do subsídio de natal em 2011, aumentaram "para o dobro" as taxas moderadoras, aumentaram "para o máximo" as taxas de IVA sobre o gás e eletricidade e foram "cortados" os transportes para acesso aos serviços de saúde.
"Cada português pergunta-se: foi para isto que me pediram tantos sacrifícios?" - afirmou, sublinhando que "o Governo não tem o direito de fazer isto aos portugueses".
O líder socialista disse que o Governo "fracassou" e deixou o aviso ao Primeiro-Ministro: "com o PS, não haverá mais austeridade nem mais sacrifícios para os portugueses".
Até porque "há outro caminho" que passa por uma "dose adequada" de austeridade aplicada a um "ritmo" menos intenso, com "pelo menos mais um ano para consolidar as contas públicas" e ainda pela prioridade ao emprego e ao crescimento económico.
Defendeu ainda que o Governo deveria "lutar" para que o Banco Central Europeu (BCE) pudesse financiar diretamente os Estados, de forma a conseguir juros mais baixos.
"Não quero dinheiro fácil, não quero que o BCE financie o nosso défice. O que eu quero é que parte do financiamento possa ser feita taxa de juro mais baixa, e para isso não é necessário alterar qualquer tratado europeu", referiu.
Seguro disse que Portugal precisa de um Governo "à altura", para defender na Europa os interesses nacionais, e criticou o "seguidismo" do Primeiro-Ministro em relação "à senhora Merkel".
O líder do PS pediu ainda uma resposta "mais robusta, mais coerente e mais eficaz" a nível da Europa para combater a crise, sublinhando que a "receita de austeridade a todo o custo imposta pela senhora Merkel" só conduz "a mais desemprego e a mais dificuldades".
Hoje,15,10h-jn.pt

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Marcelo: «Se fosse primeiro-ministro fazia tudo para alongar o prazo»

O conselheiro de Estado Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que a "prioridade das prioridades" deve ser fazer tudo para "alongar" o prazo do programa de ajuda externa, defendendo que que não deve surgir mais austeridade "por nenhum sítio".
À margem da apresentação da obra "Tratado de Lisboa - Anotado e Comentado", a primeira anotação em língua portuguesa aos tratados europeus, no Palácio da Bolsa, no Porto, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de mais medidas de austeridade, tendo considerado que isso não seria desejável.
"Se fosse primeiro-ministro fazia tudo para alongar o prazo agora que se diz que a Grécia vai alongar o prazo. Acho que essa devia ser a prioridade das prioridades e eu acho que o primeiro-ministro já abriu uma janelinha quando disse se alterarem as circunstâncias - leia-se, a Grécia e os outros países - nós também queremos. Espero que seja possível alterar as circunstâncias", disse.O ex-líder do PSD considera ainda que Pedro Passos Coelho "está a fazer a alteração possível" ao discurso."Quando uma pessoa tem um discurso que é muito, muito igual a si próprio e é o mesmo há um ano, perante a alteração das circunstâncias tem que começar a mudar aos poucos para não dar a sensação que muda muito porque ele próprio também não sabe como é que as circunstâncias se vão alterar", defendeu.Na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa "não deve surgir" mais austeridade "por nenhum sítio porque neste momento já está tudo tão apertado"."Agora se me pergunta, com imaginação, onde é que eu acho que vão buscá-la, eu acho que está mais ou menos na cara que o que vão buscar, quando o Governo diz que não é só para os funcionários públicos, vão buscar aos trabalhadores que não são funcionários públicos, se for esse o caso", afirmou.Questionado sobre se estariam em causa os subsídios de natal, o social-democrata respondeu: "Não sei, isso aí é uma hipótese mas simplesmente não sei se é sequer uma hipótese possível. O Governo tem desmentido e não é certamente uma hipótese desejável".Sobre o Conselho Europeu que até sexta-feira decorre em Bruxelas, o comentador político considerou que se essa reunião "quisesse ser verdadeiramente histórica, devia apontar para mais união política, mais união fiscal, mais união financeira, mais união bancária"."E aquilo que vai apontar - Deus queira que seja mais do que isso mas à partida - é apenas para um pacto de crescimento e emprego que vem dois anos atrasado, que é curto, que é um reforço dos capitais do Banco Europeu de Investimento. É injetar na economia 180 mil milhões de euros, que é nada, para não sei quantas economias. Eu espero que até amanhã ainda haja mais do que isto porque isto é muito pouca coisa", antecipou.Marcelo Rebelo de Sousa declarou ainda que "o Governo português não tem muito espaço de manobra" e "está a seguir à risca a ‘troika’ e a ‘troika’ está a seguir à risca quem manda na Europa"."E como até agora quem tem mandado na Europa praticamente, sem grandes dissonâncias, é a Alemanha, Portugal tem de seguir o que está no acordo da ‘troika’ que por sua vez segue o que pensa a Alemanha. Não há muito espaço de manobra quando se deve o que se deve e tem que se cumprir aquilo que se assumiu como compromisso", sublinhou.
Hoje-20,54 h-Diário Digital com Lusa

domingo, 24 de junho de 2012

Cavaco acha "muito difícil" novas medidas de austeridade

O Presidente da República considerou hoje "muito difícil" voltar a exigir novos sacrifícios a quem já foi chamado a contribuir "significativamente para a redução dos equilíbrios económicos e financeiros" em Portugal.
Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas em Castro Daire, admitiu, no entanto, que podem ser abertas exceções se esses sacrifícios incidirem sobre quem "tenha sido poupado".
"Será muito difícil voltar a exigir sacrifícios aos que já foram chamados a contribuir significativamente para a redução dos nossos desequilíbrios económicos e financeiros. Só se eventualmente se pensar naqueles que, até ao momento, tenham sido poupados, de alguma forma, aos sacrifícios que foram pedidos a muitos e muitos portugueses", disse.
E reafirmou: "Não estou a pensar em ninguém de forma especial. O que digo é que se vê pouco espaço, pensando bem, para que se possa exigir mais sacrifícios a quem já foi sacrificado e muito sacrificado".
"Mas tenho que confiar na palavra do senhor ministro das Finanças que não apontou nenhuma medida adicional de austeridade e não colocou em causa o objetivo acordado (de 4,5 por cento do PIB do défice orçamental para 2012) com as instâncias internacionais".
Sobre a diminuição das receitas ficais nos cinco primeiros meses do ano, Cavaco Silva alertou que existe " uma relação entre o nível da actividade económica, por vezes com desfasamento temporal, e as receitas fiscais", significando isso que, "tendo baixado as receitas fiscais, refletem o abrandamento da actividade económica que se tem vindo a verificar".
"No entanto o senhor ministro das Finanças, que tem todos os dados na sua posse, afirmou que o objetivo de 4,5 por cento do produto do défice orçamental de 2012 não estava posto em causa. Temos que aguardar para ver", sublinhou.
O Presidente da República admitiu que por ocasião da próxima revisão da troika será o momento indicado para se ter uma perceção mais correcta.
"O senhor ministro das Finanças diz que vai ser possível. Mas estou convencido que na próxima revisão da troika, que ocorrerá no final do mês de agosto, e como é costume, se desenvolve um diálogo aprofundado com o Governo, irão analisar quais são as perspetivas, não apenas das receitas ficais, mas também das despesas, com uma visão mais alargada até ao fim do ano, porque, por vezes, ocorrem alguns desfasamentos de natureza temporal".
Hoje-Dn.pt/Lusa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Austeridade: Seguro diz que gregos foram alvo de receita errada

O secretário-geral do PS considerou hoje importante para Portugal e para o euro que a Grécia permaneça na moeda única e salientou que os gregos foram alvo de uma receita errada de austeridade que agravou os problemas.
"O PS deseja que a Grécia não saia do euro. Seria muito importante para o euro e para Portugal que a Grécia permaneça [na moeda única] e, nesse sentido, ao nosso nível, trabalharemos para que isso não aconteça", declarou António José Seguro aos jornalistas, depois de receber na sede nacional do PS os parceiros sociais.
Depois, António José Seguro deixou duras críticas às opções até agora seguidas pela generalidade dos líderes da União Europeia, dizendo que, neste momento, "já há razões de sobra para que se perceba uma coisa: A receita da austeridade a qualquer preço é uma receita errada".
"Ao longo dos anos em que esta receita vem sendo aplicada, com maior expressão na Grécia, em vez de ter resolvido problemas, avolumou os problemas. Uma receita que em vez de resolver problemas ainda acrescenta mais problemas dos pontos de vista económico e social é uma receita condenada ao fracasso", declarou o líder dos socialistas.
António José Seguro defendeu depois que a União Europeia e Portugal deveriam "abandonar essa receita da austeridade a qualquer preço, substituindo-a por uma austeridade inteligente nas doses adequadas ao ajustamento económico em cada país".
Hoje-dn.pt/Lusa

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cavaco apreensivo com os efeitos da austeridade em Portugal

13.02.2012 -Por:Público/Lusa
O Presidente da República sublinha, em entrevista a um diário austríaco, o esforço do Governo em cumprir o programa da troika e a responsabilidade dos portugueses, mas reconhece que o que causa maior “apreensão” são os efeitos da austeridade.(ler mais)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2011:Austeridade é a palavra do ano

por: DN.pt-Hoje
Austeridade é a "palavra do ano" de 2011, escolhida por 12 mil internautas. A austeridade seguiu-se esperança e, em terceiro lugar, ficou "troika", disse à Lusa fonte da Porto Editora, que organiza a votação.
Constituído o pódio - Austeridade", "Esperança", "Troika" -, em quarto lugar ficou "charter", uma palavra que "passou a fazer parte de todas as conversas desde que o ex-futebolista Paulo Futre fez notícia com a expressão 'vai vir charters'", explicou a mesma fonte.
No quinto lugar classificou-se "fado" e, em sexto, "voluntariado" - 2011 foi o Ano Europeu do Voluntariado e foi o ano em que, no dia 27 de novembro, a UNESCO declarou o Fado Património Imaterial Cultural da Humanidade.
Em sétimo lugar ficou "desemprego", em oitavo Sushi, em nono emigração e, em último, subsídio.
A iniciativa Palavra do ano é da Porto Editora, que tem uma forte componente de especialização na área dos dicionários e da lexografia.
O lote das dez palavras foi constituído pela equipa de linguistas do Departamento de Dicionários, "tendo como critérios a frequência de uso, a relevância assumida ou então simplesmente porque se relaciona com algum tema muito marcante."
Em 2009, a "palavra do ano" foi esmiuçar e, em 2010, vuvuzela.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

2012/As 10 principais medidas de austeridade

26/12/2011-O Económico/Margarida Peixoto e Paula Cravina de Sousa
2012 será ainda mais difícil que o ano que termina.
2011 foi o ano das más notícias. Aumentos de impostos, cortes nos salários e nas pensões, aumentos nas taxas moderadoras - a lista é comprida. Mas muito do aperto será sentido só em 2012. Por isso, prepare-se.
(Ler mais)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Crato prevê cortar mais de €600 milhões em 2012


António Cotrim/Lusa
via expresso online

O número foi avançado pelo próprio ministro da Educação num encontro com a imprensa estrangeira.

O Governo português prevê cortar em 2012 o seu orçamento em Educação em mais de €600 milhões, noticia a agência espanhola EFE, citando o ministro Nuno Crato.

Num encontro com a imprensa estrangeira, Crato precisou que esta diminuição na despesa é equivalente a 8% do orçamento total do setor, estimado em €7.800 milhões.

"É uma redução significativa, mas tem em conta que é um setor em que os gastos sempre subiram", disse o ministro, matemático de formação e chegado à política no passado mês de julho, quando foi nomeado pelo Governo conservador português, para titular da Educação, escreve a EFE.

O ministro precisou, no entanto, que essa poupança não levará a uma redução do plano já existente, embora obrigue a reduzir as novas contratações e a redistribuir professores.

"Sistema educativo do terceiro mundo"

Contactado pela agência Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), afirmou que os €500 milhões a cortar no Ensino Básico, juntamente com €108 milhões no Superior deixarão Portugal com "sistema educativo ao nível do terceiro mundo".

Para o líder da maior organização sindical de professores, o Governo está a levar a cabo "uma irresponsabilidade".

Mário Nogueira recordou antigas declarações de Nuno Crato a propósito da máquina burocrática do Ministério da Educação antes de integrar o Governo: "Dizia que queria implodir o Ministério da Educação, mas o que está a fazer é explodir o sistema educativo".