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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

OIT contesta posição do BCE e diz que baixar salários seria pior para a economia

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já veio contestar a recomendação do Banco Central Europeu (BCE) a alguns países da zona euro, entre eles Portugal, para baixarem os salários, alertando para o efeito negativo que a medida produziria no mercado de trabalho e na economia.
O BCE reabriu o debate sobre a competitividade dos países sob intervenção externa, sugerindo no seu relatório mensal que países como Portugal, Grécia, Irlanda, Chipre ou Espanha (sob assistência financeira à banca) avancem com mais reformas estruturais para corrigirem os desequilíbrios macroeconómicos. Algumas delas, segundo a autoridade monetária, passam pela redução dos custos unitários do trabalho (abolindo a indexação salarial e baixando o salário mínimo, por exemplo) e pela flexibilização da legislação de protecção do emprego.
A OIT alerta, porém, que baixar salários num período de crise, embora leve a um aumento das exportações, pode fazer baixar o consumo interno (o que está a acontecer em Portugal com a aplicação do plano de ajustamento da troika) e comprometer o crescimento.(LER MAIS)

10.08.2012 - 18:45 Por:Público, Pedro Crisóstomo


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cavaco deixa recado ao BCE através do Facebook

Cavaco Silva escreveu, esta quinta-feira, uma mensagem no Facebook onde deixa uma mensagem e um desafio ao Banco Central Europeu (BCE). O presidente da República refere que “a situação excepcional e de verdadeira emergência a que chegámos reclama do BCE uma intervenção ampla e previsível no mercado da dívida soberana dos países solventes que enfrentam problemas de liquidez e a disponibilidade para uma intervenção ilimitada no mercado secundário”.
O presidente defende ainda que a intervenção do BCE no mercado da dívida soberana “tem de estar associada a uma condicionalidade que garanta o cumprimento por parte do Estados em dificuldades das políticas orçamentais e estruturais adequadas.”Cavaco escreve ainda que estas reflexões têm estado presentes no discurso de Mario Draghi, presidente do BCE, acrescentando ainda que faz “votos para que não se continue a atrasar a passagem à prática daquilo que há muito é óbvio, clarificando os mecanismos de apoio aos países que enfrentam maiores dificuldades nos mercados e não dando mais espaço àqueles que apostam no desmembramento da Zona Euro.”A mensagem do presidente na rede social termina com um desafio ao BCE especialmente dirigido a Draghi: “E porque não o BCE começar a aplicar já aos títulos da dívida pública da Irlanda e de Portugal a orientação anunciada pelo seu Presidente?”
Por: Catarina Correia Rocha, Ionline, 9 Ago 2012 - 12:29