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sábado, 4 de agosto de 2012

BCE permitiu empréstimos suplementares e impediu a falência da Grécia


O Banco Central Europeu (BCE) evitou provisoriamente a falência da Grécia garantindo que o banco central do país avançasse com empréstimos suplementares, escreve hoje o diário alemão Die Welt.
O Conselho de Governadores de autoridade monetária europeia tomou esta decisão na quinta-feira durante a sua reunião, o que permitiu à Grécia assegurar a sobrevivência financeira até setembro, segundo a mesma fonte.O governo grego deverá obter, assim, cerca de quatro mil milhões de euros em fundos suplementares, enquanto espera que a 'troika', formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), decida sobre a entrega em setembro de uma nova parcela da ajuda financeira ao país, no montante de 31,3 mil milhões de euros.O banco central da Grécia, que até aqui só podia aceitar obrigações do Tesouro até ao montante de três mil milhões de euros, viu o BCE aumentar este limite para os sete mil milhões de euros, escreve o diário.De momento, o BCE não aceita mais que os bancos depositem como garantia junto da autoridade monetária da zona euro títulos de dívida emitidos pela Grécia.À beira da bancarrota, a Grécia já obteve dois planos de ajuda financeira no valor de total de 380 mil milhões de euros, acompanhados de um programa de ajustamento orçamental muito severo sob a supervisão da 'troika'.As metas do programa de saneamento das contas públicas não têm sido cumpridas pelo país.
Por: Agência Lusa/Ionline- 4 Ago 2012  

domingo, 13 de maio de 2012

Pequeno partido de esquerda desmente acordo de Governo na Grécia

O pequeno partido de esquerda Dimar, pró-europeísta, desmentiu o líder da Syiriza, da esquerda radical, que esta manhã tinha dado como certo um acordo para a formação de um Governo na Grécia.
"É uma vergonha. É uma mentira difamatória", lê-se num comunicado do Dimar, emitido após as conversações com o Presidente grego, Karolos Papoulias, e citado pela agência AFP.
Esta manhã, o líder da esquerda radical da Grécia anunciara que tinha sido alcançado um acordo para a formação de um Governo provisório, sem a sua participação. "Três partidos chegaram a acordo para a formação de um Governo que vai pôr em prática as medidas previstas no empréstimo. Têm 168 deputados no novo Parlamento, pelo que têm a maioria", anunciou o líder dos radicais de esquerda da Syiriza, Alexis Tsipras, citado pela AFP. Os partidos em causa seriam "os conservadores, os socialistas e um pequeno partido de esquerda [o Dimar]". Em declarações à agência Associated Press, Alexis Tsipras reafirmou que se recusa a fazer parte ou a apoiar um Governo que concorde com o resgate financeiro.
A agência AFP avançou num primeiro momento que os partidos já tinham chegado a um acordo final, com base nas declarações de Tsipras, mas acabou por noticiar mais tarde que as declarações são contraditórias.
O líder dos socialistas do PASOK, Evangelos Vénizélos, afirmou que as negociações "estão num impasse" e manifestou um "optimismo moderado" em relação a um acordo com o pequeno partido de esquerda pró-europeísta Dimar. O líder dos conservadores da Nova Democracia, Antonis Samaras, limitou-se a transmitir a recusa da Syiriza de fazer parte de um Governo que pretenda cumprir o resgate financeiro e a reafirmar que está a desenvolver "todos os esforços para obter uma colaboração global".
13/05/2012/Público

sábado, 12 de maio de 2012

Crise política:Presidente grego convoca três maiores partidos

Os três partidos com mais votos nas legislativas de 6 de maio na Grécia foram convocados pelo Presidente Carolos Papoulias para discutirem, amanhã, a formação de um Governo.
Os líderes dos partidos conservador (Nova Democracia), Antonis Samaras, da esquerda radical (Syriza), Alexis Tsipras, e do socialista PASOK, Evanmgelos Vénizelos, irão reunir-se com Carolos Papoulias às 9h. O Presidente receberá depois os dirigentes dos pequenos partidos, incluindo o partido neonazi Aurora Dourada.
Depois disso, não foi dada qualquer indicação.
Se os partidos não conseguirem um entendimento até quinta-feira, deverão realizar novas eleições em junho.
União Europeia e FMI, os credores internacionais, já alertaram que não será feito qualquer novo empréstimo à Grécia caso as re4formas estruturais necessárias para repor ordem nas contas públicas do país não sejam executadas.
Mas a Grécia está dividida sobre o plano de resgate internacional que a UE e o FMI lhe querem impor. Uma posição extremada que pode terminar com o país a declarar falência e a saída do euro.
dn.pt,H.T.-hoje

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Venizelos falha acordo para formar governo na Grécia

O líder do partido socialista grego, o PASOK, também não conseguiu formar um governo de coligação na Grécia. O Syrisa negou o convite. Depois de negociações com os líderes dos principais partidos políticos gregos, Evangelos Venizelos, o líder do PASOK e antigo ministro das Finanças grego, anunciou hoje que não conseguiu formar um Executivo de unidade nacional e vai devolver o mandato de três dias para formar governo ao Presidente grego Karolos Papoulias, amanhã pelas 13h.
Venizelos explicou que não conseguiu formar um governo de unidade pró-Europa para os próximos dois anos depois de o Syriza, o segundo partido mais votado nas eleições do último domingo, ter recusado o convite para fazer parte do futuro Executivo grego.
O líder do Syrisa, Alexis Tsipras, referiu, no fnal do encontro com Venizelos, que "não foi a coligação de Esquerda que recusou a proposta, mas o povo grego que o fez através da votação de domingo".
Em declarações na televisão grega, citadas pela Bloomberg, o líder do PASOK adiantou que as conversações em busca de um novo governo vão agora continuar sob a liderança do Presidente Papoulias e voltou a vincar que os gregos deixaram bem claro nas eleições que querem um governo de coligação que assegure que a Grécia vai continuar na zona euro.
O falhanço do PASOK surge depois das tentativas também frustradas da Nova Democracia e do Syrisa para formar um governo de coligação em Atenas, o que torna cada vez mais provável a realização de novas eleições no País, em meados de Junho.
 Eudora Ribeiro,Económico-11/05/12, 18:53  

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Líder da esquerda radical grega quer encontrar-se com François Hollande

O chefe do partido da esquerda radical grega Syriza, que defende o anulamento do memorando entre a Grécia e a Troika, pediu para se encontrar com François Hollande durante a visita que vai fazer à capital francesa na quinta-feira. Alexis Tsipras, que, desde terça-feira, tem a seu cargo a tarefa de tentar formar um novo governo em Atenas, vai a Paris encontrar-se com o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon.

A notícia do pedido surgiu pela primeira vez na página internet do jornal da esquerda francesa Humanité e foi depois confirmada por um porta-voz do Syriza.
Alexis Tsipras quer falar com o presidente eleito de França antes de sexta-feira, que é quando termina o prazo para apresentar uma solução de governo para a Grécia. Hollande tem sido uma voz crítica em relação à rigorosa austeridade defendida pela Alemanha, por esta não ser acompanhada de medidas para fomentar o crescimento da economia.
As declarações do líder da esquerda radical grega, que defende uma coligação de partidos de esquerda para denunciar o acordo com a troika e acabar com a austeridade, tem vindo a provocar avisos de Bruxelas de outros líderes europeus. 
RTP,António Carneiro-9 de Maio de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Grécia aceita vigilância reforçada em troca do resgate internacional

21.02.2012 -Por:Público/Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
Os ministros das finanças da zona euro chegaram esta madrugada a um acordo sobre um novo programa de ajuda à Grécia no valor de 130 mil milhões de euros que pressupõe um esforço adicional dos credores privados e dos bancos centrais nacionais e europeu no seu financiamento. (ler mais)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grécia recupera de feridas profundas, entre o choque o espanto

Pedro Caldeira Rodrigues/Ionline/Lusa-hoje
Ainda fumega o edifício neoclássico que albergava o cinema Attikon, um dos mais belos de Atenas, no rescaldo de uma noite de violência.
Existe um sentimento de choque e espanto nas expressões, que também denunciam cansaço. A violenta noite de domingo em Atenas, desencadeada por grupos de jovens organizados e após a polícia ter recebido ordens para dispersar mais de 100 mil pessoas frente ao Parlamento, em protesto contra a aprovação do novo doloroso plano de resgate para o país e legitimado no início da madrugada, dominava todos os comentários, noticiários, capas dos jornais.E os atenienses confluíam par a avenida Stadiou, e com mágoa fotogravam o velho edifício onde os bombeiros procediam às operações de rescaldo.
Pelo caminho, sinais da devastação. Pedaços de mármore que serviram de armas de arremesso arrancadas às grandes colunas da praça Syntagma, caixas de multibanco desfeitas, montras partidas, lojas incendiadas, semáforos destruídos.(ler mais)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Governo grego aprova o plano de austeridade

por:dn.pt-Ontem
O Governo de coligação grego aprovou esta noite o plano de austeridade exigido pela UE e pelo FMI para desbloquear uma nova ajuda que permitirá a Atenas evitar um 'default' de pagamentos em março, um mês antes das eleições, anunciou a agência noticiosa ANA.
O Executivo aprovou o plano por unanimidade as novas medidas de austeridade, sobre as quais o Parlamento deverá votar domingo, antecipando a abertura dos mercados no dia seguinte, prosseguiu a mesma agência grega.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Papademos avisa contra o perigo de "caos incontrolável"

Por:Ionline/Lusa-10 Fev 2012
O primeiro-ministro grego alertou hoje contra o perigo de "caos incontrolável" no país, se não houver um acordo que permita o desbloqueamento de um empréstimo vital de 130 mil milhões de euros, num "momento de responsabilidade histórica".
"Uma falência sem controlo lançaria o país numa aventura desastrosa" e criaria "as condições de um caos económico e de uma explosão social", disse, no final de um conselho de ministros, o chefe do governo de coligação da Grécia, Lucas Papademos, citado pela agência AFP.
O conselho de ministros reuniu-se para precisar o conteúdo do plano de rigor sobre o qual os deputados serão chamados a pronunciar-se no parlamento, domingo ou segunda-feira.
A zona euro avisou na quinta-feira à noite que esperava um aval da Grécia antes de desbloquear a primeira tranche, para evitar a falta de pagamento no final de março de um segundo empréstimo de 130 mil milhões de euros.
Face a esta situação crucial, o primeiro-ministro avisou que a Grécia se encontrava num "momento de responsabilidade histórica".
Depois de quatro ministros da extrema-direita terem apresentado a sua demissão, o mesmo sucedendo com uma ministra socialista, numa reação às futuras medidas de austeridade, Papademos destacou que "quem discordar do plano de rigor não pode ficar no governo".
"Estou plenamente consciente que aquilo que têm de decidir é doloroso", referiu, adiantando que a "falência da Grécia não é uma opção que possamos admitir.

Gregos confrontam-se nas ruas

10/02/2012-Cristina Peres/Expresso.pt


Polícia responde com gás lacrimogéneo às pedras e cocktails Molotov lançadas pelos manifestantes.
Os manifestantes atiram pedras e cocktails Molotov às forças policiais, que tentam repor a ordem recorrendo ao uso de gás lacrimogéneo
A cidade de Atenas está neste momento transformada em palco de confrontos. Os manifestantes, que atiram pedras e cocktails Molotov às forças policiais, que, por sua vez, respondem com gás lacrimogéneo na tentativa de restabelecer a ordem, deram largas à sua raiva no início de uma greve de 48 horas convocada pelas centrais sindicais.
Os manifestantes protestam contra as medidas de austeridade aprovadas sob a pressão dos ministros da zona euro.
Espera-se que o Parlamento grego aprove no próximo domingo um pacote de cortes e reformas do qual depende, de acordo com os agentes europeus, a aprovação de novo fundo de resgate que a Grécia deverá receber, no valor de 130 mil milhões de euros.
20% de desempregados
As condições impostas pelos ministros da zona euro incluem uma redução orçamental de 325 milhões de euros e que a coligação grega dê "fortes garantias políticas" da aplicação do programa de cortes.
Com a taxa de desemprego ultrapassando os 20%, o país está já sufocado pelo anterior pacote de medidas de austeridade posto em vigor para fazer face ao primeiro resgate. A situação atual da Grécia ameaça a estabilidade da zona euro, relançando o temor sobre o futuro da moeda única.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grécia arranca acordo sobre plano de resgate

09.02.2012 -Por:Público/Pedro Crisóstomo
O Governo grego chegou a acordo com as forças da coligação sobre as reformas económicas e as medidas de austeridade a conduzir este ano para o país receber um segundo resgate externo. O impasse foi superado hoje numa reunião entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e Antonis Samaras, o líder da Nova Democracia.
A conclusão de um compromisso foi, primeiro, avançada à agência Reuters por uma fonte do gabinete de Papademos e, entretanto, confirmada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Monti, que numa conferência de imprensa de política monetária em Frankfurt anunciou ter recebido uma chamada telefónica do primeiro-ministro grego a dar a notícia.
Até ontem à noite, os líderes dos três partidos da coligação governamental tinham concertado posições sobre “todos os pontos do plano salvo um” como fez saber o executivo ao fim de oito horas de negociações. Mas faltou a assinatura de um acordo global, que não seguiu em frente por divergência sobre cortes nas pensões.
Ao jornal Financial Times, o gabinete do primeiro-ministro avançou que Papademos esteve hoje reunido com o líder conservador, mas não precisou o teor da reunião.
(Notícia em actualização)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Grécia: Não há acordo sobre plano de austeridade

por: DN.pt/Lusa-Hoje
A reunião dos chefes dos partidos da coligação governamental grego foi interrompida hoje ao fim de oito horas, sem acordo político global sobre as medidas de austeridade propostas pelos credores do país.
Pouco tempo antes do fim da reunião, o líder do partido de extrema-direita na coligação tinha abandonado o encontro, noticiou a AP.
O incidente aconteceu após ter sido noticiado que os três partidos que compõem o governo de Papademos tinham finalmente chegado a acordo sobre as exigências da troika, contrapartida para ajudar Atenas a manter-se à tona.
Entre as medidas de austeridade conta-se o despedimento de 15 mil funcionários públicos e o corte de 20% no salário mínimo.

(Notícia atualizada às 23.25)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Negociações entre líderes da coligação do Governo grego voltam a ser adiadas

07.02.2012 -Por:Público
A reunião agendada para esta noite entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e os líderes dos três partidos da coligação governamental foi adiada para quarta-feira. (ler mais)

Confrontos entre a polícia e manifestantes na Grécia

por:Dn.pt/Lusa-Hoje
A polícia grega disparou granadas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes que tentavam romper um cordão de segurança na Praça Syntagma, frente ao parlamento, onde se concentram milhares de pessoas em protesto contra as medidas de austeridade.
Segundo a agência noticiosa francesa AFP, as autoridades não efetuaram detenções e após os disparos das granadas de gás lacrimógeneo não se verificaram feridos.
A polícia afirmou que no local estão cerca de oito mil manifestantes, que participam no protesto organizada pelas duas principais centrais sindicais gregas, GSEE e Adedy. Cerca de seis mil pessoas, que integravam uma outra marcha promovida por organizações comunistas, também se encontram junto à praça central da capital grega.
Hoje cumpre-se uma greve geral de 24 horas decretada na segunda-feira pelas duas centrais sindicais gregas.
Os líderes dos três partidos que compõem a coligação governamental devem reunir-se ainda hoje com o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, depois do adiamento das reuniões sobre o eventual acordo político para a adoção das medidas de austeridade em caso de novo empréstimo à Grécia e que deviam ter terminado na segunda-feira.
De acordo com a AFP, os manifestantes mantêm-se frente ao parlamento e levam cartazes com as frases: "Não à redução do salário mínimo", "Os gregos vão continuar até à vitória" ou "A vergonha, a pobreza e o cerco ao país são culpa da UE, FMI e do BCE", em referência ao novo empréstimo de 130 mil milhões de euros que está a ser negociado pela "troika", composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia (UE) e Banco Central Europeu.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Grécia aceita despedir 15 mil funcionários públicos

por:Dn.pt-Hoje
Governo grego aceita exigências de credores e vai cortar 15 mil empregos na função pública este ano, segundo a Associated Press.
O ministro da reforma do setor público, Dimitris Reppas, fez o anúncio num momento em que a Grécia está a ser pressionada para proceder a mais medidas de austeridade, de forma a garantir um novo programa de assistência financeira, destinado a evitar o incumprimento de pagamentos de dívida em março.
O anúncio representa uma mudança na política grega, já que os trabalhos dos funcionários públicos têm sido até agora protegidos durante a crise do país, que começou há dois anos.
O ministro revelou que o corte dos empregos será empreendido depois de ser aprovada uma nova lei que os autoriza.
"Opomo-nos a despedimentos indiscriminados", disse Reppas. "A redução da força de trabalho prende-se apenas à restruturação dos serviços e organização de cada ministério", acrescentou.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Passo em falso no acordo grego, passo em frente rumo à bancarrota

05.02.2012 - 21:46:Por:Público/Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
A Grécia aproximou-se a passos largos da bancarrota depois de mais uma tentativa furada de acordo entre os principais responsáveis políticos sobre as condições exigidas pela zona euro e pelo FMI, como contrapartida de uma nova ajuda de 130 mil milhões de euros.
Mais de cinco horas de reunião, neste domingo, entre o primeiro-ministro, Lucas Papademos, e os líderes dos três partidos que apoiam o seu governo “tecnocrático” - George Papandreou (socialista), Antonis Samaras (conservador) e George Karatzaferis (extrema-direita) - não foram suficientes para ultrapassar as profundas divergências que os separam sobre o novo programa de ajustamento económico e financeiro que terá de ser adoptado, e cumprido, em troca da ajuda. Na véspera, Evangelos Venizelos, ministro das finanças, tinha fixado este domingo como o limite máximo para a conclusão das negociações, que se arrastam desde o início do ano e que, segundo afirmou, estão “no fio da navalha”.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Grécia admite entrada em bancarrota se não tiver avaliação positiva da troika

04.01.2012 - 19:45 Por:Públicoonline/Pedro Crisóstomo
O Governo grego dramatizou hoje a dependência do país face aos credores internacionais, ao avisar que pode entrar em incumprimento da dívida se não conseguir a aprovação do plano de ajustamento até 2015.

O cenário de uma entrada em incumprimento foi admitido pelo próprio primeiro-ministro, Lucas Papademos, revelando os receios do executivo sobre o agravamento da crise grega e se aproxima mais um exame da troika à implementação das medidas de ajustamento financeiro.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Grécia:Papandreou e Samaras já escolheram primeiro-ministro

por:dn.pt- Lusa-Hoje
O primeiro-ministro demissionário da Grécia, George Papandreou e o líder da oposição, Antonis Samaras, chegaram hoje a um acordo sobre o chefe do governo de unidade nacional, anunciou a televisão pública grega Net.

O nome do novo primeiro-ministro grego será anunciado na terça-feira, em simultâneo com a composição do governo de unidade, cuja criação foi acordada no domingo pelo Partido Socialista (PASOK) de Papandreou e o Nova Democracia (ND) de Samaras, mediante o compromisso de Papandreou de abandonar o cargo e de Samaras de aceitar o novo pacote de resgate financeiro da Grécia, que implica novas medidas de austeridade.
O governo de unidade nacional terá por missão aplicar as difíceis medidas exigidas pela União Europeia em troco da continuação da ajuda financeira e conduzir o país até à realização de eleições antecipadas, marcadas para 19 de Fevereiro de 2012.

Alemanha pede a Atenas acordo político semelhante a Portugal

Por:Ionline- Agência Lusa, publicado em 7 Nov 2011 - 17:40
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, sugeriu hoje aos principais partidos políticos gregos que adotem uma solução semelhante a Portugal, com um acordo entre os principais partidos sobre o programa de reformas estruturais, antes das próximas eleições.

“Na situação atual, será muito importante que não só o governo, como também a oposição, garanta de maneira vinculativa que apoiam o acordado” para a Grécia receber o resgate europeu, disse Schauble, em declarações aos jornalistas, à chegada a reunião dos ministros das Finanças dos 17 países da zona euro.

“Isso foi exatamente o que se passou em Portugal e na Irlanda [onde] ambos os partidos se comprometeram, antes das eleições, a garantir que as obrigações europeias não dependeriam do resultado eleitoral”, sublinhou o ministro.

Wolfgang Schauble defendeu que o acordo entre o novo governo grego deve estar fechado antes que a União Europeia decida sobre o descongelamento da sexta prestação, no valor de oito mil milhões de euros, da ajuda de resgate à Grécia, que Bruxelas suspendeu até que a situação política no país fique mais clara e até que haja um apoio inequívoco ao programa de ajustamento económico.

O ministro alemão frisou que o pagamento dos oito mil milhões de euros “não é tão urgente como antes se pensava” uma vez que, segundo as autoridades gregas, o país tem financiamento até dezembro.

Os líderes dos dois principais partidos da Grécia alcançaram no domingo um acordo político para a formação de um governo de coligação, com um novo primeiro-ministro a substituir George Papandreou.

O acordo foi obtido na sequência de um encontro entre George Papandreou, ainda chefe do governo e líder do Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK), e Antonis Samaras, que chefia a Nova Democracia (ND, conservador e principal força da oposição).

O Governo de transição deverá dirigir o país até às eleições gerais antecipadas, previstas para 19 de fevereiro de 2012.

domingo, 6 de novembro de 2011

Grécia: reunião entre Governo e oposição começou ao fim do dia

Papandreu só aceita demitir-se se houver acordo para um Governo de coligação. A reunião entre Governo e oposição começou às 20:30 (18:30 em Lisboa).

19:00 Domingo, 6 de novembro de 2011
Segundo o Governo, o encontro visa "explorar rapidamente a possibilidade de um entendimento" e começou às 20:30 (18:30 em Lisboa), na sequência de uma "guerra de nervos" entre Antonis Samarras e o primeiro-ministro, George Papandreu, desde o início do fim de semana.
Papandreu só aceitava demitir-se caso houvesse um acordo para um Governo de coligação e Samaras reclamava precisamente o contrário.
De acordo com Papandreu, o novo Governo deve evitar a saída do país da Zona Euro e garantir a execução até 2012 do plano de redução da dívida do país assinado com os parceiros europeus na cimeira de final de outubro.
O líder da Nova Democracia, o maior partido da oposição, admitiu participar num Governo de unidade nacional com o PASOK "caso Papandreu se demita ainda hoje", disse anteriormente à Lusa fonte governamental.