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sábado, 5 de novembro de 2011

Gregos preferem governo de coligação a eleições

05.11.2011 - Por: Público.pt; Pedro Andrade Soares, Simone Duarte, Pedro Crisóstomo;
Cinquenta e dois por cento dos gregos preferem um governo de unidade nacional a antecipar as eleições, revelou neste sábado uma sondagem publicada no jornal “Proto Thema”. A maioria considera que o ministro das Finanças Evangelos Venizelos deve liderar o governo.

A sondagem feita pela ALCO mostra ainda que apenas 36 por cento gostariam de ir às urnas, como prefere a oposição conservadora. Outra sondagem, publicada no jornal “Ethnos”, confirma a preferência dos gregos por um governo de unidade nacional. Ainda que a diferença seja menor: 45 por cento apoiam a coligação e 42 por cento optam por eleições.

A sondagem da ALCO revela ainda que a maioria (34 por cento) acredita que Evangelos Venizelos é mais capaz do que Papandreou (10 por cento) de liderar o partido PASOK e o novo governo. Apenas cinco por cento acham que o actual primeiro-ministro é o adequado. Papandreou ficou mesmo em terceiro lugar no que toca às preferências para a chefia do governo, depois de Venizelos e do ministro da Saúde.

As sondagens foram publicadas um dia depois de Papandreou ganhar a moção de confiança no Parlamento e de prometer sair do cargo. Na sexta-feira tinham já surgido especulações de que o actual ministro das Finanças é o favorito para liderar o governo que tem de evitar a bancarrota da Grécia. No sábado estas especulações aumentaram. Os líderes da Alemanha e França avisaram Papandreou de que a Grécia só receberia mais ajuda financeira se aprovasse o plano de 130 milhares de milhões de euros. Sem o resgate, o país ficaria sem dinheiro em Dezembro.

Ainda de acordo com a sondagem da ALCO, 79 por cento dos gregos acham que o referendo proposto por Papandreou no início da semana era uma má ideia. Apenas 12 por cento apoiaram a proposta. O primeiro-ministro grego não deixou ainda claro se vai deixar o Governo.

Fim de semana de negociações

As negociações para a formação de um Governo de unidade nacional na Grécia "vão começar muito em breve", disse o primeiro-ministro Georgios Papandreou à saída de uma reunião com o Presidente do país, Karolos Papoulias.

“Eu farei o meu melhor para formar um Governo de cooperação”, afirmou o Georgios Papandreou, à entrada para a reunião com o Presidente grego, para discutir a formação de um Executivo de unidade nacional.

“A falta de um consenso pode preocupar os nosso parceiros europeus sobre a nossa vontade de permanecer no euro”, avisara o primeiro-ministro grego.

Mas antes, o líder do maior partido de oposição na Grécia, Antonis Samaras, reclamara, também neste sábado, novamente eleições antecipadas, depois de o primeiro-ministro ter apelado ontem à participação num Governo de unidade nacional.

“As máscaras caíram. O primeiro-ministro rejeitou todas as nossas propostas e tem assim uma enorme responsabilidade, as eleições são a única solução”, disse em comunicado Samaras, líder da Nova Democracia. Com 85 assentos parlamentares, o partido de direita é a maior força da oposição.

Grécia: Presidente vai "convocar de imediato" reunião com partidos políticos

Atenas, 05 nov (Lusa)

O Presidente grego vai "convocar de imediato" os líderes dos partidos políticos para discutir as "oportunidades de colaboração", a pedido do primeiro-ministro, George Papandreou, que procura formar um Governo de coligação, anunciou hoje o Governo daquele país.

A convocação desta reunião, cuja hora ainda não foi divulgada, foi solicitada ao presidente Carolos Papoulias por Papandreou, segundo o porta-voz oficial, Ilias Mossialos, em comunicado.

O líder da oposição conservadora grega, Antonis Samaras, voltou a recusar o convite do primeiro-ministro para formar um Governo de coligação.

"A questão é saber se Samaras tem por objetivo apoiar esse esforço nacional ou se está à procura de alibis", acrescentou Mossialos, enquanto o rival conservador de Papandreou rejeita explicitamente a abertura de um diálogo.

O porta-voz sublinhou ainda o apelo a todos os partidos e, em particular à primeira formação da oposição, para demonstrarem um "espírito construtivo".

Mossialos reforçou que o Governo rejeita as eleições antecipadas por as considerar "catastróficas", enquanto Samaras reafirma a sua exigência quanto a um escrutínio no início de dezembro.

O primeiro-ministro socialista da Grécia deverá apresentar na segunda-feira a sua demissão ao Presidente da República, Carolos Papulias, para permitir a formação do Governo de coligação, disse entretanto à Agência Lusa fonte governamental em Atenas.

O dia de hoje foi assinalado por intensas negociações políticas e quando se perspetiva um novo Executivo de coligação, de novo liderado pelo Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK), e com o atual ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, figura de prova da ala da "esquerda intelectual", no cargo de primeiro-ministro.

JMG (PCR)/Lusa

Papandreou prepara demissão, avança Governo de coligação

por:dn.pt- Lusa-Hoje
O primeiro-ministro socialista da Grécia deverá apresentar na segunda-feira a sua demissão ao Presidente da República, Carolos Papulias, para permitir a formação de um Governo de coligação.

O dia de hoje foi assinalado por intensas negociações políticas e quando se perspectiva um novo Executivo de coligação, de novo liderado pelo Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK), e com o actual ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, figura de prova da ala da "esquerda intelectual", no cargo de primeiro-ministro.

"O novo Governo deverá integrar pequenos partidos com o PASOK", disse a mesma fonte do Governo à agência Lusa, que acrescentou estar a perspectivar-se a participação de formações de pólos políticos opostos, mas unidas em nome do "interesse nacional".

Os contactos envolvem a União Ortodoxa Radical (LAOS), uma formação da direita nacionalista radical dirigida pelo jornalista Georgios Karatzaferis que elegeu 15 deputados nas eleições de 2009; a Aliança Democrática (DA), dirigida por Dora Bakoyanis, filha do ex-primeiro-ministro conservador Kostas Mitsotakis e que conta cinco deputados.

A DA tem origem numa cisão parlamentar da Nova Democracia (ND, conservador e principal força de oposição grega); por último, também deverá integrar a coligação a Esquerda Democrática (DL) liderada por Fotris Kouvelis, com seis deputados no Parlamento e que também resultou de uma ruptura parlamentar do Syrizia (coligação da esquerda radical), que mantém sete deputados.

A DA e a DL, que surgiram no Parlamento helénico há cerca de um ano e meio, nunca se apresentaram a eleições.

O único obstáculo para a consumação desta nova coligação "esquerda-direita" parece residir na recusa do líder do LAOS em admitir que o novo primeiro-ministro seja um membro do PASOK, no poder desde Outubro de 2009 e que ainda garante uma maioria parlamentar, com 153 dos 300 deputados, após a "deserção" de seis parlamentares.

Um obstáculo que, no entanto, poderá se ultrapassado, como admitem diversos círculos políticos em Atenas.

Quanto à ND, que elegeu 91 deputados em 2009 após ter governado o país cinco anos e meio, parece ser a grande perdedora desta nova recomposição política, e deverá ficar afastada do novo Executivo helénico, à semelhança do Partido Comunista (KKE), que garante 21 deputados.

Analistas políticos em Atenas admitem uma nova cisão no grupo parlamentar conservador, com uma facção de deputados da ND disposta a apoiar o Executivo em preparação.

O novo Governo helénico poderá ter como função essencial fornecer uma imagem de "coesão interna" aos parceiros da União Europeia e credores internacionais do país, e quando em finais de Outubro foi legitimado um segundo "plano de resgate" de 130 mil milhões de euros, acompanhado pelo perdão de parte da dívida helénica e que vai implicar novas e draconianas medidas de austeridade.

O sinal que pretende ser emitido é simples: a Grécia quer permanece na UE e na zona euro.

O provável Governo de Venizelos, definido de "emergência e unidade nacional", deverá permanecer em funções até que existam condições políticas para a convocação de eleições legislativas antecipadas, que segundo diversos observadores em Atenas poderão ocorrer num prazo de quatro a seis meses.

A recente "humilhação" do primeiro-ministro grego na cimeira do G20 em Cannes - onde compareceu após exigência da chanceler alemã, Angela Merkel, e do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, acabou por gerar os recentes desenvolvimentos políticos.

O ainda primeiro-ministro foi muito criticado pelos seus poderosos colegas europeus sobre a decisão em convocar o referendo, que originou uma reação muito negativa dos mercados. Uma situação que apanhou de surpresa o seu próprio partido, mas que acabou por ser solucionada pelo próprio Papandereou, que fim "renunciou" à ideia.

No rescaldo deste complexo "puzzle" político, Papandreou, nome de uma das mais ilustres linhagens políticas da Grécia, abandona o poder com alguma dignidade. E tranquiliza um pouco o país, a UE, e os mercados.

Na noite de sexta-feira, junto ao Parlamento, o epicentro de todos os protestos que têm assolado a turbulenta Grécia, viveu-se uma das noites mais tranquilas dos últimos meses.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Moção de confiança foi aprovada na Grécia

Com 153 votos a favor e 145 contra, o 1º ministro grego arriscou entre "a espada e a parede" e logrou fazer aprovar a confiança parlamentar.


Papandreou vai encontrar-se, amanhã de manhã, com o Chefe de Estado grego, presumivelmente para propor uma solução que ajude a vencer o atual impasse na velha Grécia.


E agora, a dúvida está em saber se o atual 1º ministro permanece no governo ou se tem a coragem de se fazer substituir pelo ministro das Finanças, Venizelos, a chefiar um governo de frente alargada, como se faz constar em Atenas, atento o papel de Venizelos na "travagem" do processo de referendo.

Grécia: Ministro das Finanças comunica à Zona Euro desistência sobre o referendo

Atenas, 04 nov (Lusa)

O ministro das Finanças grego, Evangélos Vénizélos, indicou hoje que anunciou oficialmente aos responsáveis da Zona Euro e ao homólogo alemão a decisão da Grécia de "não organizar o referendo" que estava previsto sobre o plano europeu para a saída da crise.

Num comunicado, Vénizélos confirmou assim ao presidente da Zona Euro, Jean-Claude Juncker, ao Comissário para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, e ao homólogo alemão, Wolfgang Schauble, a decisão avançada na quinta-feira pelo primeiro-ministro grego, Georges Papandreu.

No comunicado, o responsável pelas Finanças grego também sublinha que o Governo vai lutar hoje à noite pela aprovação da moção de confiança “para obter o maior consenso possível”.

"O objetivo é garantir adotar os processos de aplicação” do acordo de redução da dívida da Grécia concluído pela zona euro em Bruxelas na semana passada que “garante” o lugar do país “na Zona Euro”, “respeita os sacrifícios do povo grego e abre a perspetiva de um regresso da economia à normalidade”, sublinha Vénizélos.

O ministro fez os contactos telefónicos com os responsáveis da Zona Euro enquanto espera pelo discurso que deverá ser proferido hoje à noite pelo primeiro-ministro grego, antes da votação da moção de confiança, no Parlamento às 00:00 locais (22:00 em Lisboa).

MC/Lusa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Grécia: Eleições antecipadas seriam "catastróficas" - Papandreou

Atenas, 03 nov (lusa)

O primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreou, afirmou hoje que a realização de eleições antecipadas seria "catastrófica" para o país.

Em declarações no Parlamento, Papandreou disse que o "desafio agora para a Grécia é pôr em prática" o plano da União Europeia contra a crise aprovado em Bruxelas a 27 de outubro.

"A rejeição (do plano) através do 'não' num referendo, a realização de eleições antecipadas ou a ausência de uma maioria a favor do plano significam a saída do euro", advertiu Papandreou que falava ao grupo parlamentar socialista, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

EO/Lusa

Primeiro-ministro disposto a recuar no referendo

Oposição na Grécia não cede e exige demissão de Papandreou
03.11.2011 - Por: Público


"O primeiro-ministro grego está pronto a retirar a sua proposta de referendo sobre a permanência da Grécia na zona euro e a negociar com o líder da oposição, Antonis Samaras. Mas este exige a demissão de Georgios Papandreou e a realização de eleições dentro de seis semanas.
Para o primeiro-ministro, fazer eleições, neste momento, incorreria num “grande risco de falência para o país”, diz o comunicado de Georgios Papandreou, que durante toda a manhã esteve numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros e que hoje conversou por telefone com o líder da Nova Democracia, partido da oposição de centro-direita.A Antonis Samaras, Papandreou garantiu que não se demite e ao grupo parlamentar socialista, que suporta a maioria governamental com uma curta margem, advertiu que a realização de eleições antecipadas seria “catastrófica”. “A rejeição [do plano] através do ‘não’ num referendo, a realização de eleições antecipadas ou a ausência de uma maioria a favor do plano significam a saída do euro”, acentuou.Quatro membros do seu Executivo tinham-se rebelado publicamente contra a realização do referendo anunciado por Papandreou, após este ter negociado o último pacote de assistência financeira à Grécia da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. A demissão de vários deputados do Pasok, o partido do Governo, encurtou a maioria a 152 deputados (num total de 300).“O referendo numa foi um fim em si próprio”, disse o primeiro-ministro, que desde o fim da manhã tinha sido dado como provavelmente demissionário. Papandreou saudou a posição de Antonis Samaras, líder da oposição conservadora (Nova Democracia), que se mostrou disposto a aprovar no Parlamento o novo pacote de apoio da zona euro.O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, de quem se hoje se soube discordar em absoluto da realização do referendo ao plano de combate à crise, estava a pressionar o Governo para que colocar categoricamente de parte a realização do referendo. E defendeu que o último plano de intervenção externa negociado com a zona euro para um perdão de 50% da dívida detida por privados receba aprovação parlamentar com uma maioria de 180 deputados, de forma a que as condições acordadas saiam reforçadas da votação.Amanhã, os deputados votam uma moção de confiança ao Governo que Papandreou considerou “particularmente importante” para garantir que as decisões tomadas pelo Governo “podem continuar”.“Também ele deu um passo atrás” como o primeiro-ministro, explicou um veterano membro do Pasok à Mega TV, citado pelo jornal britânico The Guardian, referindo-se à mudança de posição hoje assumida por Papandreou".