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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Milhares de noruegueses saíram à rua para cantar a canção que Breivik odeia

26.04.2012 -Por:Público/Isabel Gorjão Santos
Dentro da sala de audiências Anders Breivik ouviu, imperturbável, os testemunhos das vítimas dos atentados na Noruega. Cá fora, cerca de 40 mil pessoas saíram à rua para cantar “As crianças do arco-íris” que tornou-se o hino dos que protestam contra a intolerância.
A chuva não impediu milhares de noruegueses de se juntarem na praça Youngstorget, em Oslo, não muito longe do edifício do Governo onde Anders Breivik já confessou ter colocado a bomba que explodiu nos atentados de Julho do ano passado, e a apenas alguns quarteirões do tribunal onde está a ser julgado. Breivik não os terá ouvido, mas foi ele quem deu o mote para a manifestação.
Durante o julgamento, Breivik disse odiar uma canção infantil muito popular na Noruega, chamada “Crianças do arco-íris”, que fala de “uma terra onde as flores crescem” e onde todos vivem juntos, “cada irmã e cada irmão”. Para o autor confesso dos ataques em que morreram 77 pessoas, esta canção de Lillebjoern Nielsen não passa de “propaganda marxista” que serve para fazer “lavagem ao cérebro das crianças”.
Das declarações de Breivik, que tem defendido posições extremistas contra o multiculturalismo e a “invasão muçulmana”, à convocação de um protesto através do Facebook foi um instante. Por isso, nesta quinta-feira, “Crianças do Arco-íris” foi a banda sonora de Oslo.(Ler Mais)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prémio Sakharov: Ausência de Fariñas mostra que "prémio dói" a Havana - Ana Gomes

Estrasburgo, França, 15 dez (Lusa)

A eurodeputada socialista portuguesa Ana Gomes considerou que a ausência do dissidente cubano Guillermo Fariñas da cerimónia de hoje, em Estrasburgo, de entrega do Prémio Sakharov, mostra que o galardão do Parlamento Europeu “dói” ao regime de Havana.

Apontando que não é a primeira vez que um galardoado não pode estar presente - aconteceu há dois anos, quando foi distinguido o dissidente chinês Hu Jia, e, já este mês, na atribuição do Prémio Nobel deste ano ao também chinês Liu Xiaobo -, Ana Gomes considerou todavia “absolutamente intolerável” que Guillermo Fariñas não tenha tido autorização para estar em Estrasburgo.

Para a deputada, a ausência mostra a importância e o peso do prémio de liberdade de expressão atribuído pela assembleia europeia.

“Penso que, no fundo, a não vinda deles é a demonstração de que este prémio dói. Dói aos governos que reprimem as pessoas que se querem expressar livremente, que reprimem aqueles que lutam pelos seus direitos fundamentais. E, no fundo, sem o querer, o governo cubano está a dizer que sente o impacto deste prémio”, afirmou.

A cerimónia de entrega do prémio Sakharov teve lugar hoje no hemiciclo de Estrasburgo, com uma cadeira vazia, apenas ocupada por uma bandeira cubana, dado o governo cubano não ter permitido a deslocação de Fariñas.

O dissidente enviou uma mensagem previamente gravada, que foi ouvida pelos eurodeputados.

ACC/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sakineh, libertação iminente...?

Sakineh Ashtiani, condenada à morte por lapidação, pode ter sido libertada, de acordo com informações de uma ONG alemã. A notícia ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades do Irão mas está já a ser veiculada pela comunicação social de todo o mundo que reconhece à pressão da comunidade internacional um contributo decisivo para a eventual decisão de libertar Sakineh. A ser assim, estamos perante uma boa notícia, na véspera do Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Que a mesma pressão internacional se exerça com sucesso pela libertação do Prémio Nobel da Paz, Liu Xiaobo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Assembleia da República assinalou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

A Assembleia da República, sob proposta da Subcomissão de Igualdade da Comissão da Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, assinalou o dia 25 de Novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres – com a instalação de uma tela evocativa, sob o lema “NÃO à violência contra as Mulheres”, no Andar Nobre do Palácio de S. Bento.

O presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, deputado Osvaldo Castro, e a presidente da Subcomissão de Igualdade, deputada Teresa Morais, desencadearam a iniciativa às 9h45 do dia 25 de Novembro, quinta-feira, apondo a impressão das suas mãos e respectivas assinaturas na tela, na presença de inúmeros deputados que de forma empenhada aderiram à iniciativa apondo também a sua impressão palmar e assinatura na respectiva tela.

O resultado poderá ser visto no post acima.

sábado, 13 de novembro de 2010

Aung San Suu Kyi apela à unidade em discurso de libertação

sábado, 13 de Novembro de 2010 12:45
Aung San Suu Kyi, que foi libertada este sábado, na Birmânia, depois de 18 meses de prisão domiciliária, dirigiu-se aos milhares de apoiantes que a esperavam no exterior da sua casa, convidando-os a trabalhar «em conjunto», para o futuro do país.

A líder do movimento democrático birmanês, agora com 65 anos, apareceu sorridente, por trás das grades de sua casa, onde passou o último ano e meio, sem acesso ao exterior, ou seja, sem televisão, Internet, rádio, jornais ou visitas. A Prémio Nobel da Paz acabou por ser muito aplaudida.

Anung Suu Kyi remeteu mais declarações para amanhã, domingo, quando fizer um discurso, por volta do meio-dia na sede do partido que fundou há 30 anos, a Liga Nacional para a Democracia.

Diário Digital

A ler mais no "Expresso on line"

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sakineh não foi executada, segundo TSF

Hoje às 10:20

"A iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte por lapidação e que a comunidade internacional está a tentar salvar, continua viva e não deverá ser executada esta quarta-feira no Irão.
«Sakineh Mohammadi-Ashtiani não foi executada hoje [quarta-feira]. A hora das execuções já passou. Mas o perigo mantém-se e isso pode acontecer a qualquer momento», declarou a porta-voz e uma das fundadoras do Comité internacional contra a Lapidação, com base na Alemanha, citando fontes do Comité no Irão.
Segundo Mina Ahadi, a comunidade internacional teve um papel fundamental para que esta mulher iraniana de 43 anos ainda esteja viva.
«Certos países como a França, o Reino Unido, a Itália, a União Europeia, via a representante Catherine Ashton, e os EUA reagiram fortemente», ao mostrarem inquietação publicamente com a execução iminente, referiu a porta-voz.
Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi condenada à morte em 2006 por adultério e, posteriormente, por enforcamento pelo envolvimento no assassínio do marido e à morte por lapidação por outras acusações de adultério.
A primeira condenação foi comutada em recurso para uma pena de prisão de dez anos. Mas a condenação à morte por lapidação foi confirmada em 2007 pelo Supremo Tribunal.
No entanto, em declarações à Lusa na terça-feira, Mina Ahadi afirmou que a iraniana deveria ser executada por enforcamento.
O temor de uma lapidação iminente, denunciada este Verão pelo filho da iraniana, desencadeou uma vasta campanha internacional para evitar a execução da pena, que acabou por ser suspensa no início de Julho".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ciganos: Manifestações em Lisboa e Porto frente às representações diplomáticas francesas

Lisboa, 3 set (Lusa)

"Lisboa e Porto são palco no sábado de manifestações de solidariedade com a população cigana e de protesto contra as medidas desencadeadas pela França, à semelhança do que vai suceder em diversas cidades europeias.
“O objetivo principal é protestar pela situação em França, denunciar as expulsões da comunidade cigana em França. É claramente um atentado contra os direitos humanos porque se trata da expulsão maciça de pessoas e cujo único critério é a sua etnia. É claramente algo que só é comparável ao que foi o regime nazi”, referiu à Lusa Ana Cruz, responsável pelo SOS Racismo, uma das organizações envolvidas na iniciativa.
Na capital, a concentração de “repúdio pelas políticas securitárias do Governo de Sarkozy” está convocada para as 15:30 junto à embaixada de França, na calçada Marquês de Abrantes. No Porto, e à mesma hora, decorrerá um protesto junto ao consulado francês, na avenida da Boavista. Os subscritores associam-se assim às manifestações “que vão decorrer em muitas cidades francesas”.
A iniciativa internacional teve no início a adesão de uma professora da Universidade do Minho, que de seguida estabeleceu diversos contactos, organizou uma rede de solidariedade e assegurou diversos apoios.
“Já estão envolvidas diversas associações ciganas. No total, já aderiam mais de 14 organizações, que fazem a convocatória por elas próprias”, esclarece Ana Cruz.
As convocatórias, promovidas por “um grupo de cidadãs e cidadãos e muitas Associações ciganas e de defesa dos Direitos Humanos”, justificam esta ação de protesto pela “atual situação da comunidade cigana em toda a Europa, nomeadamente o que está a ocorrer em França, com o Governo de Sarkozy a expulsar centenas de romenos de origem cigana do território francês, fazendo tábua rasa dos mais elementares direitos humanos de que a UE não se cansa de proclamar”.
Além do SOS Racismo, o texto é subscrito pela Associação Cigana de Braga, Associação Cigana Canto e Dança Cigana (Porto), pelas Associações Ciganas de Coimbra, Espinho, Gondomar, Matosinhos, Os Vikings (Porto), Pedro Bacelar Vasconcelos (Braga), Associação Desportiva dos Ciganos do Porto, AMUCIP (Seixal), APODEC (Lisboa), Centro de Estudos Ciganos (Figueira da Foz), Ciganos d' Ouro, Gipsy Produções Associação Cultural (Águeda) e União Romani. As associações Olho Vivo e Solim (Solidariedade Imigrante) também apoiam a convocatória.
As ações de protesto vão ainda decorrer em diversos países europeus, com destaque para a França, onde foram convocadas para sábado manifestações em Paris e em muitas outras cidades. O apelo foi emitido pelas centrais sindicais, diversas associações e por todos os partidos da esquerda francesa.
Em Espanha, a União Romani também convocou uma manifestação de protesto contra as expulsões de ciganos romenos e búlgaros de França.
O Movimento Associativo Cigano Madrileno tem marcada uma concentração para as 12:00 frente à sede local da Comissão Europeia, onde será lido um manifesto de apoio aos romis romenos que estão a ser deportados pelo Governo francês.
A concentração, que decorrerá de forma simultânea em diversas cidades europeias, também foi convocada em Barcelona pela Federação das Associações Ciganas da Catalunha (FAGIC), e vai decorrer frente ao consulado francês."

PCR/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Expulsões de ciganos colocam França na linha de mira da União Europeia(actualizado)

"A França volta a estar na linha de mira da União Europeia. Em causa estão as expulsões de mil pessoas de etnia cigana originárias da Roménia e da Bulgária no espaço de um mês. (Ver também no Expresso online)

Num relatório elaborado por três comissários, o executivo de Durão Barroso acusa a França de não respeitar as directivas europeias ao proceder a expulsões em grupo sem analisar cada caso individualmente e não respeitar a livre circulação de cidadãos europeus.

Um dos signatários do relatório é a comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, que esteve reunida com o ministro francês da Imigração, Eric Besson, na terça-feira.
A eurodeputada romena Renate Weber considera que “dar dinheiro às pessoas para regressarem aos seus países de origem é uma forma perversa de contornar a directiva da liberdade de circulação.”

Recorde-se que Paris pagou às pessoas repatriadas 300 euros por adulto e 100 euros por criança.

Para a eurodeputada francesa, Michèle Striffler, “a França aplica as regras europeias e não viola nenhum direito e é justamente o único país que dá compensações financeiras para que os ciganos possam investir nos seus países.”

Só desde o início do ano, Paris já procedeu a perto de 8500 expulsões. A Comissão Europeia já afirmou publicamente que as pessoas de etnia cigana que vivem na União Europeia são cidadãos com os mesmos direitos do que qualquer outro cidadão europeu."

Copyright © 2010 euronews

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em Lille, a Justiça anula a expulsão de França de sete ciganos

A ocupação de um terreno comunal ou privado"não é motivo suficiente para caracterizar a existência de uma ameaça à ordem pública", decidiu hoje o Tribunal Administrativo de Lille

O Tribunal administrativo de Lille,França,ao anular a ordem de recondução à fronteira e consequente expulsão de sete cidadãos "roma", gitanos, ciganos, que tinham sido evacuados na passada 5ª feira de um terreno municipal entre Mons e Villeneuve-D'Asq(Nord), deu uma violenta punhalada nas intenções xenófobas de parte do governo francês que tem vindo a expulsar ciganos, em número apreciável, na maioria dos casos, sem verdadeiros motivos que se conformem com as leis francesas e com os Tratados da UE.
OC

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cinco países da UE expulsaram ciganos romenos

França está a organizar encontro informal sobre imigração
Por: Ana Cristina Pereira

Nem só a França tem expulsado ciganos romenos do seu território. "Está a acontecer em diversos países da União Europeia, incluindo Itália, Alemanha, Dinamarca e Suécia", assegura Robert Kushen, director executivo do European Roma Rights Center, organização que se dedica a combater a discriminação desta minoria étnica em todo o continente. O movimento migratório dos roma tornou-se um "problema
europeu".

Tudo como melhor se pode ler na edição on line do Público

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sete presos políticos cubanos já chegaram a Madrid


Cuba começou hoje a cumprir o que acordou com os sectores oposicionistas cubanos, com a Igreja Católica cubana e com o ministro dos negócios estrangeiros espanhol, Miguel Moratinos.
Depois de lutas de resistência que implicaram a perda de imensas vidas,como sucedeu há poucos meses com Zapata, ou como ia sucedendo com o jornalistas Fariñas, que só agora abdicou da greve da fome,apenas quando se convenceu que os dirigentes de Cuba assumiam compromissos concretos e seguros da libertação de 52 presos de consciência.Destes, sete já chegaram a Madrid, no princípio desta tarde, como melhor se pode ler no El Pais.
OC

A zona fechada, ou dos altos muros na Faixa de Gaza


O Supremo Tribunal de Israel rejeitou no passado dia 8 de Julho a petição judicial interposta em nome de Fatma Shatif, uma Advogada especializada na defesa dos direitos fundamentais e direitos humanos. A petição requeria tão simplesmente que fossem levantadas as restrições até agora colocadas pelo Estado de Israel em matéria de liberdade de circulação e de passagem entre o território de Gaza e Israel e no sentido contrário, designadamente para os Palestinianos que pretendem obter graduações académicas em West Bank, instituto do ensino superior,bem como aqueles quu carecem de urgentes tratamentos médicos.
O vídeo que aqui se mostra foi produzido pela organização não governamental israelita, Gisha, fundada em 2005, e cujo objectivo é o de proteger e defender a liberdade de circulação e de movimento dos palestinianos, designadamente os que são residentes na faixa de Gaza.
A organização Gisha promove e defende os direitos de movimento e circulação, constituídos pelo direito internacional e vigentes na lei israelita, mesmo quando não aplicados.

sábado, 10 de julho de 2010

Mulher iraniana pode ser salva devido à pressão internacional

Sakineh Ashtiani, 43 anos, viúva iraniana, acusada de adultério, após confissão obtida por coacção, nas suas palavras, está condenada a ser executada por lapidação, ou apedrejamento até à morte, se a pressão dos media internacionais e as manifestações de iranianos, um pouco por todo o mundo, não conseguirem obrigar as autoridades ditatoriais iranianas a respeitarem o acordo celebrado com a União Europeia, em 2002, e que impede a execução de mortes por lapidação, essa forma mais do que medieval e desumana de tratar ou condenar por alegados crimes, as mulheres de diversos paises do Médio Oriente.
Apesar de tudo ainda há esperanças de salvar a mulher iraniana, como se pode ler no DN. E ainda mais actualizada no El Pais. Com
Osvaldo Castro