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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Crato prevê cortar mais de €600 milhões em 2012


António Cotrim/Lusa
via expresso online

O número foi avançado pelo próprio ministro da Educação num encontro com a imprensa estrangeira.

O Governo português prevê cortar em 2012 o seu orçamento em Educação em mais de €600 milhões, noticia a agência espanhola EFE, citando o ministro Nuno Crato.

Num encontro com a imprensa estrangeira, Crato precisou que esta diminuição na despesa é equivalente a 8% do orçamento total do setor, estimado em €7.800 milhões.

"É uma redução significativa, mas tem em conta que é um setor em que os gastos sempre subiram", disse o ministro, matemático de formação e chegado à política no passado mês de julho, quando foi nomeado pelo Governo conservador português, para titular da Educação, escreve a EFE.

O ministro precisou, no entanto, que essa poupança não levará a uma redução do plano já existente, embora obrigue a reduzir as novas contratações e a redistribuir professores.

"Sistema educativo do terceiro mundo"

Contactado pela agência Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), afirmou que os €500 milhões a cortar no Ensino Básico, juntamente com €108 milhões no Superior deixarão Portugal com "sistema educativo ao nível do terceiro mundo".

Para o líder da maior organização sindical de professores, o Governo está a levar a cabo "uma irresponsabilidade".

Mário Nogueira recordou antigas declarações de Nuno Crato a propósito da máquina burocrática do Ministério da Educação antes de integrar o Governo: "Dizia que queria implodir o Ministério da Educação, mas o que está a fazer é explodir o sistema educativo".



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Educação: Ministro admite que haverá "bastantes" professores não contratados

Lisboa, 02 ago (Lusa)

"O ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior admitiu hoje que vai haver “bastantes” professores não colocados e “muitos” sem horários, considerando que são situações difíceis, mas inevitáveis.

Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato afirmou que “naturalmente haverá bastantes professores não contratados e é possível que haja muitos com horário zero, é difícil, mas é inevitável”.

O ministro respondia a uma questão do deputado comunista Miguel Tiago, que o questionou sobre quantos professores a contrato ficariam sem colocação nas escolas e quantos do quadro ficariam sem horário letivo no próximo ano letivo.

“Sempre tivemos professores não contratados”, afirmou, afirmando que os com “horário zero” serão “bem utilizados”.

Nuno Crato frisou que ainda não é possível dizer quantos professores estarão nestas situações, mas “daqui a um mês” já deverá haver números.

Primeiro, explicou, é preciso esperar que as escolas enviem os pedidos de horário ou pedidos de mais professores.

APN/Lusa