Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições presidenciais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições presidenciais. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de maio de 2012

Presidenciais Francesas: Resultados parciais dão vitória a Hollande com 53%


Os primeiros resultados dão a vitória a François Hollande sobre Nicolas Sarkozy, com 53% dos votos contra 47%, segundo o jornal belga 'Soir', que cita "fonte bem informada próxima do PS".
Esta informação estava a ser difundida não só na Suíça como na Bélgica, citando igualmente sondagens à boca das urnas, que davam a vitória ao candidato socialista com 52-53% dos votos. O quartel-general da campanha de Hollande confirmava estes números.
Por volta das 17:00 (hora de Lisboa, 18:00 em Paris), começavam a afluir pessoas à Praça da Bastilha, para onde está prevista a presença de François Hollande mais logo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sarkozy avança nas sondagens, mas continua atrás de Hollande

O presidente em fim de mandato de França, Nicolas Sarkozy, diminuiu a desvantagem em relação ao socialista François Holland para as eleições de domingo, indicaram as quatro sondagens hoje publicadas.
As sondagens mostram Hollande com uma vantagem entre cinco e sete pontos percentuais na segunda volta das presidenciais.
A pesquisa do instituto Sofres para a estação de televisão iTéle dá ao socialista a vitória com 52,5% dos votos, um ponto e meio menos que na sua última sondagem, publicada a 24 de abril.
A estimativa é a mesma dos institutos BVA e Ipsos, que também coincidem na tendência de baixa do candidato socialista.
O primeiro instituto, cuja pesquisa foi publicada pelo diário Le Parisien, assinala que Sarkozy reduziu a desvantagem em um ponto, enquanto o Ipsos, que realizou a sondagem a pedido da rádio e televisão públicas, indica que o corte foi de meio ponto.
Por fim, o instituto Harris Interactive, numa pesquisa para a estação de televisão do Parlamento, dá a vitória a Hollande com 53% dos votos, o seu melhor resultado desde meados de abril.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, desvalorizou o facto de as pesquisas preverem a sua derrota na segunda volta e mostrou-se convencido de que haverá «uma grande igualdade» na votação de domingo, que «será decidida por muito pouco», disse. 


Diário Digital

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Presidenciais em França: Bayrou, líder centrista, dá o seu voto a Hollande


03.05.2012 - Por:Público/Isabel Arriaga e Cunha
François Hollande recebeu esta quinta-feira um apoio simbólico de peso de François Bayrou, o líder do partido centrista (MoDem), que lhe garantiu, a título pessoal, o seu voto na segunda volta das presidenciais de domingo.
Anunciada ao princípio da noite, a posição de Bayrou constituiu um verdadeiro balde de água fria para Nicolas Sarkozy, o Presidente conservador cessante. A surpresa foi tanto maior quanto o líder centrista tem assumido posições muito críticas face ao programa económico do candidato socialista, chegando mesmo a considerá-lo “uma catástrofe”. 
Numa curta declaração à imprensa que tinha anunciado para depois do debate decisivo de quarta-feira entre os dois candidatos, Bayrou justificou a sua escolha pela “violência” da campanha de Sarkozy na “corrida” ao voto da extrema-direita com posições anti-imigração que constituem uma “contradição dos valores” dos centristas e “uma negação do projecto europeu”. 
Bayrou sublinhou que não dará indicação de votos aos seus 3 milhões de eleitores (9%) da primeira volta das eleições. Mas, frisou “não quero votar em branco, seria uma indecisão e nas actuais circunstâncias a indecisão é impossível. Resta o voto em favor de François Hollande, e essa é a minha opção”. 
A posição de Bayrou foi interpretada pelos próximos de Sarkozy como a expressão da sua inimizade pessoal com o Presidente e uma manobra táctica para se colocar desde já ao lado do provável vencedor de domingo. 
Apesar de constituir uma bomba no plano simbólico, a posição de Bayrou não deverá alterar a relação de forças entre os dois candidatos, tanto mais que as sondagens já estão a integrar a partilha dos eleitores do MoDem entre ambos. 
Novas sondagens publicadas depois do debate mais esperado de toda a campanha, na quarta-feira, continuam a apontar para uma diferença de 6 a 8 pontos percentuais entre os dois a favor de Hollande. O que significa, segundo os analistas, que o debate, seguido por quase 18 milhões de telespectadores, não alterou o panorama eleitoral. 

domingo, 29 de abril de 2012

Nova sondagem mostra Hollande com 54% das intenções de votos

O socialista François Hollande venceria a segunda volta das eleições presidenciais de França, a 6 de Maio, com 54% dos votos, contra 46% do actual presidente, Nicolas Sarkozy, segundo uma nova sondagem.
A sondagem do instituto LH2 para o Yahoo! mostra uma pequena mudança em relação a uma pesquisa de 19 de Abril, antes da primeira volta. Na ocasião, Hollande tinha 56% das intenções de voto e Sarkozy 44% para a segunda volta.
De acordo com a pesquisa divulgada este domingo, Hollande beneficiaria na segunda volta de 70% dos votos do candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon (11,1% no primeiro turno), 30% dos votos de François Bayrou (9,1%) e 20% dos votos de Marine Le Pen (17,9%).
Sarkozy teria o apoio de 2% dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, 31% dos simpatizantes de François Bayrou e 45% dos eleitores de Marine Le Pen

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Hollande vence e é favorito à 2.ª volta de 6 de maio

por:dn.pt/H.T.-Hoje
O socialista obteve 28,6 a 29,2% dos votos da primeira volta das presidenciais, à frente do Presidente Nicolas Sarkozy, com 26,1% a 27,3%. Segunda volta é a 6 de maio e sondagens Ipsos e Ifop deixam prever vitória de Hollande
.
François Hollande venceu a primeira volta das presidenciais em França e surge como favorito à segunda volta de 6 de maio, face ao atual chefe do Estado, Nicolas Sarkozy. O socialista deverá então contar com os votos da esquerda radical e dos ecologistas, enquanto Sarkozy contará com os apoios da direita.
Sondagens dos institutos Ipsos e Ifop realizadas pouco depois de conhecidos os resultados da primeira volta, dão Hollande como vencedor à segunda volta. O socialista conseguiria 54% dos votos, contra 46% de Sarkozy.
Segundo as estimativas divulgadas pelas televisões, a surpresa desta primeira volta é mesmo Marine Le Pen. A candidata da Frente Nacional, acima dos 18% dos votos, consegue assim um resultado superior ao do seu pai e anterior líder do partido, Jean-Marie Le Pen, em 2002, quando chocou a França ao passar à segunda volta.
Os cinco outros candidatos ficaram muito atrás. A ecologista Eva Joly fica-se pelos 2,1% a 2,3%, o soberanista Nicolas Dupont-Aignan, 1,5% a 2,1%, o trotskista Philippe Poutou, 1,2% a 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arnhaud, de 0,5% a 0,6%, e Jacques Cheminade, 0,3%.
A participação, segundo todos os institutos, será de pelo menos 80%, abaixo dos 83,77% de 2007, mas muito acima dos 71,6% de 2002.

domingo, 22 de abril de 2012

Et Maintenant...? Agora, só unir toda a esquerda num combate sem tréguas...!


Yves Montand, "Bella Ciao"
Perante a vitória de Hollande e os resultados positivos de Mélenchon e demais candidatos de esquerda, só um combate pela unidade e defesa dos desprotegidos poderá retomar a rosa. Só enfrentando de peito aberto os que hostilizam os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade,se poderá confirmar a vitória do candidato da esquerda e selar com peso de chumbo a derrota de Sarkozy na 2ª volta.
De acordo com sondagens desta noite a hipótese de reconfirmação da vitória de Hollande é uma previsível realidade e ronda diferenças que podem atingir cerca de 10%.
A França é agora,ou tem de ser, o farol do multiculturalismo, da defesa dos direitos humanos, mas também dos desvalidos, dos pobres e dos sem salário e sem emprego de toda a Europa.
Ça ira pour la France e pour toute l'Europe!

Hollande vence primeira volta das presidenciais francesas

22.04.2012-19:02 Por:Público/Agências
O socialista François Hollande venceu Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. Hollande terá conquistado mais de 28% dos votos, ao passo que Sarkozy terá arrecadado entre 25,5% e 27%, de acordo com os primeiros resultados oficiais anunciados após o fecho das urnas, às 20h locais.
Os dois homens defrontar-se-ão na segunda volta, marcada para 6 de Maio, dia em que o candidato socialista poderá ficar em vantagem, contando com os votos da esquerda radical e dos ecologistas.
Esta é a primeira vez que um Presidente que se recandidata ao cargo não consegue vencer as eleições à primeira volta desde o início da Quinta República Francesa, em 1958.
A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, ficou na terceira posição, à frente do “candidato surpresa” desta campanha eleitoral, Jean-Luc Mélenchon, que representa os comunistas e parte da extrema-esquerda. Marine Le Pen terá obtido entre 18,2 a 20% dos votos, ao passo que Mélenchon ter-se-á ficado pelos 10-13,5%.
A taxa de participação cifrou-se em cerca de 80%, uma percentagem muito elevada mas ainda assim inferior à registada em 2007 (83,77%).
Por seu lado, François Bayrou terá obtido cerca de 8,8% dos votos.
Os restantes candidatos estão bem atrás dos cinco mais votados: a ecologista Eva Joly terá obtido entre 2,1% e 2,3% dos votos, Nicolas Dupont-Aignan entre 1,5% e 2,1%, o trotskista Philippe Poutou entre 1,2% e 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arthaud entre 0,5% e 0,6% e Jacques Cheminade cerca de 0,3%.
Notícia actualizada às 19h20

Presidenciais francesas:Forte participação em eleições com Hollande favorito

por:dn.pt-Hoje

Às 17h00 (menos uma em Portugal), a taxa de participação era de 70,59%, mesmo assim em recuo em relação aos 73,87% de 2007. O socialista François Hollande é dado como favorito nesta primeira volta frente ao Presidente Nicolas Sarkozy.
Os 44,5 milhões de eleitores franceses são chamados às urnas para escolher os dois candidatos que irão passar à segunda volta de 6 de maio. François Hollande, que votou em Tulle, na Corrèze, de manhã na companhia da companheira, a jornalista Valérie Trierweiler, disse estar atento a uma dia "muito importante".
Já Sarkozy, que votou em Paris com a primeira dama Carla Bruni, saudou a multidão que o esperava, mas não prestou declarações.
A acreditar nas últimas sondagens, Hollande deverá vencer esta primeira volta com 28,5% dos votos, apenas dois pontos de vantagem em relação a Sarkozy. Os dois homens estão muito á frente dos restantes oito candidatos. Marine Le Pen, da Frente Nacional (extrema-direita) deverá obter 15%, sendo logo seguida de Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical e surpresa da campanha, com pouco menos de 15%.
A segunda volta está marcada para dentro de duas semanas e deverão definir quem vai liderar uma das principais economias mundiais.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

França/Eleições,Hollande apela ao voto e alerta que "jogo não acabou"

por:dn.pt/Lusa-Hoje
O candidato socialista às presidenciais francesas, François Hollande, exortou hoje os eleitores a votarem no domingo na primeira volta das eleições, alertando que "o jogo não acabou", apesar de sondagens o colocarem à frente do presidente cessante Nicolas Sarkozy.
Com as sondagens a indicarem a existência de um grande número de indecisos e muitos a preverem abster-se, Hollande disse numa entrevista à agência France Presse que os eleitores que querem afastar Sarkozy devem apoiar o candidato socialista na primeira volta.
"É nas próximas horas que muitos em França farão a sua escolha. Vejo que ainda existe alguma hesitação quanto a ir votar ou não. A minha posição é clara: convencer os eleitores até ao final que a primeira volta transporta a segunda", afirmou Hollande.
Hollande, de 57 anos, prometeu uma mudança no estilo presidencial se for eleito, com "uma presidência modesta para quem a exerce e ambiciosa para o país".
Prometeu também dar conta da sua política "a cada seis meses" e disse ver como um elogio a qualificação de "anti-herói" que lhe fez o diário espanhol El Pais.
Face à concorrência à sua esquerda de Jean-Luc Mélenchon, antigo ministro socialista que se aliou aos comunistas, François Hollande advertiu que "não haverá negociações entre partidos no período entre as duas voltas" e que se ganhar é o seu projeto "que será aplicado e não outro".
"Sou socialista. Devo juntar a esquerda. E dirigir-me aos franceses que querem a mudança. Já o disse, não haverão negociações. É com o projeto que me apresento na primeira volta que irei perante os franceses na segunda", disse ainda.

domingo, 15 de abril de 2012

Guerra de comícios entre Hollande e Sarkozy dividiu Paris

Milhares acorreram ao comício do candidato socialista, em Vincennes (Patrick Kovarik/AFP)
15.04.2012-19:40Por:Público/Ana Fonseca Pereira
Se fosse pelo número de cabeças seria impossível apurar um vencedor: na batalha de comícios de que Paris foi palco, Nicolas Sarkozy e François Hollande juntaram dezenas de milhares de apoiantes – cem mil, reivindicaram ambos –, medindo forças a uma semana da primeira volta das presidenciais. Só que o aparente empate é um revés para o Presidente, a necessitar de relançar uma campanha em sentido descendente.(ler mais)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cavaco é o Presidente eleito com menos votos

"Era o seu objectivo expresso durante a campanha e atingiu-o. Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República, fugindo a uma segunda volta. Obteve 52,94% dos votos, ultrapassando a percentagem com que foi eleito há cinco anos, 50,54%. Mas não terá atingido os 2.773.431 votos de há cinco anos, ficou-se pelos 2.230.104, quando estavam apuradas todas as freguesias, perdendo assim mais de meio milhão de votos."
Por:São José de Almeida/Público

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"É possível viver de pé!"

Letra para um hino

É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.


Manuel Alegre

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“Esta campanha revelou um Cavaco Silva fator de instabilidade” – António Costa

Lisboa, 20 jan (Lusa)

O presidente da Câmara de Lisboa e apoiante de Manuel Alegre, António Costa, acusou hoje Cavaco Silva de ser “um fator de instabilidade”, garantindo que com o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda “não haverá crise política”.

Ao lado de Manuel Alegre na arruada que esta tarde decorreu na baixa de Lisboa, António Costa disse, em declarações aos jornalistas e questionado sobre as posições de Cavaco Silva, que a campanha tem revelado que já como candidato, o Presidente da República, “é um fator de instabilidade”.

“Acho que esta campanha se teve alguma utilidade foi deixar claro que estas eleições não são umas eleições quaisquer e que é importante haver um sinal claro de que o país precisa de estabilidade, de um Presidente que interprete fielmente os poderes da Constituição”, declarou.

Para o presidente da Câmara de Lisboa “se a segunda volta tivesse consequências [as anunciadas por Cavaco Silva], é de imaginar o que aconteceria “resultado de uma má escolha de um Presidente da República”.

“Esta campanha revelou, para surpresa de muitos e de mim próprio, um Cavaco Silva fator de instabilidade e não um fator de estabilidade como neste momento o país precisa”,
afirmou.

António Costa sublinhou ainda ter “a certeza que com Manuel Alegre não haverá crise política”.

JF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Alegre acusa Cavaco de agitar ameaça de crise

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais: Alegre acusa Cavaco de estar a fazer "habilidade tática" ao afastar dissolução do Parlamento

Aveiro, 19 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre admitiu hoje que Cavaco Silva esteja a fazer uma “habilidade tática” e “eleitoralista” quando afirma ter pouco apetite para utilizar o seu poder de dissolução da Assembleia da República.

“Não sei se é um recuo ou uma habilidade tática, mais uma habilidade eleitoralista”, afirmou Manuel Alegre aos jornalistas, a meio de uma arruada em Aveiro, depois de ter sido confrontado com as palavras proferidas horas antes por Cavaco Silva em Lamego.

Cavaco Silva foi questionado se defende que o Presidente da República deveria ter o poder de dissolver o Parlamento, mesmo em final de mandato, em caso de crise grave.

Na resposta, o ainda Presidente da República defendeu que "o país precisa de estabilidade, tranquilidade, serenidade", prometendo: "E é sempre dessa forma que eu irei atuar".

"Só a partir do dia 9 de março é que os presidentes reganham a possibilidade de utilizar essa bomba atómica, que eu tenho também pouco apetite para utilizar. Conhecem-me, sou um defensor da estabilidade política", acrescentou.

Manuel Alegre disse depois desconhecer o teor destas declarações proferidas por Cavaco Silva e frisou que não faz “interpretações subjetivas”.

“Foi Cavaco Silva quem falou para os seus eleitores em crise política, que só poderia ser provocada por ele. Isso é o que se regista e ao fazê-lo tornou-se um fator de instabilidade política, num momento em que Portugal precisa de estabilidade e de confiança”,
declarou o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda.

PMF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

domingo, 16 de janeiro de 2011

Alegre alerta que é fácil Portugal resvalar para o autoritarismo

Baião, 16 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre referiu-se hoje às cargas policiais que ocorreram nos tempos em que Cavaco Silva era primeiro-ministro e advertiu que é fácil o país resvalar para o autoritarismo.

Manuel Alegre falava numa sessão no Baião, com algumas centenas de apoiantes, depois do discurso do presidente da Câmara local, José Luís Carneiro.

Na sua intervenção, o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda evidenciou os riscos de uma “mudança de democracia política” caso Cavaco Silva vença as eleições.

“Não podemos esquecer que o atual Presidente da República, quando foi primeiro-ministro, não deixou fazer manifestações como acontece agora com este Governo. Mandou reprimir os trabalhadores, os estudantes e mandou magueiradas de água aos polícias”, disse.

Estes factos, segundo Alegre, “significa que é muito fácil resvalar para certas formas de autoritarismo, sobretudo num país que tem também essa tradição”.

“Se for eleito Presidente saberei ser Presidente de todos os portugueses e serei – e sou – um homem de tolerância. E a tolerância é um valor muito importante num país como o nosso e num país com algumas tradições que não são boas”,
afirmou.

De acordo com Alegre, “a tolerância, o espírito crítico, a abertura e a uma visão cosmopolita e o respeito pela diferença, a liberdade e as liberdades de que a liberdade é feita, tudo isso é importante”.

“Todos estes valores fazem parte do património da esquerda e do património da minha vida. Eu respondo por isso, eu dou essa garantia”,
acrescentou.

Na intervenção anterior, o presidente da Câmara do Baião foi muito aplaudido quando criticou Cavaco Silva por ter ficado em silêncio perante a tentativa do poder judicial de “amesquinhar” o poder político.

PMF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***