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domingo, 11 de setembro de 2011

PS/Congresso: Seguro quer chegar a primeiro-ministro para "servir Portugal" em nome das suas "causas e valores"

Braga, 11 set (Lusa)

O novo secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje aspirar ao cargo de primeiro-ministro "para poder servir Portugal em nome das causas e dos valores” que defende.

“A minha ambição é de ser primeiro-ministro para poder servir Portugal em nome das causas e dos valores que ali disse”, disse, questionado pelos jornalistas no final do XVIII Congresso socialista.


Escusando-se sempre a fazer qualquer “declaração política” – “já disse o que tinha a dizer hoje. O meu discurso foi muito claro”, comentou -, Seguro manifestou-se “muito feliz” no final da reunião magna do PS.

“Estou muito feliz pelo modo como decorreu este Congresso e pelo modo como decorreu esta sessão de encerramento”, disse.

Após a legitimação da sua liderança em Congresso, António José Seguro afirmou que começará esta nova etapa da sua caminhada política por uma reunião em Lisboa para “preparar a semana”.

Em mais uma tumultuosa “travessia” pelos corredores do pavilhão de exposições de Braga, onde decorreu o conclave, Seguro dirigiu-se depois acompanhado pela sua mulher ao carro que o tem transportado, dirigindo-se aos congressistas com que se ia cruzando – “Obrigado pelo vosso carinho, tudo de bom”, repetiu.

PGF/Lusa

Seguro quer revisão dos subsídios à produção de eletricidade em alternativa ao aumento do IVA

Braga, 11 set (Lusa)

O secretário-geral do PS afirmou hoje que proporá uma revisão dos subsídios à produção de eletricidade através de co-geração como alternativa ao aumento do IVA da luz e gás, medida que disse poupar 130 milhões de euros.

A proposta foi apresentada por Seguro no seu discurso de encerramento do congresso, depois de voltar a desafiar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a recuar na decisão do Governo de aumentar o IVA do gás e eletricidade de 6 para 23 por cento.


“Nos próximos dias entregaremos no Parlamento uma proposta que prevê um regime mais justo e fiscalizado dos subsídios à produção de eletricidade através de co-geração. Bastariam duas alterações para que os consumidores poupassem por ano, no mínimo, 130 milhões de euros. Deixariam de ser subsidiadas duas das maiores empresas portuguesas, mas ganhariam todos os consumidores”, disse.

Em relação aos aumentos do IVA do gás e da eletricidade, o secretário-geral do PS reiterou a sua primeira proposta alternativa de alargar o imposto extraordinário às empresas com lucros superiores a dois milhões de euros e sugeriu ainda ao primeiro-ministro uma solução menos drástica de subida deste imposto.

“O Governo escudou-se no memorando da troika mas este não obrigava a este aumento brutal de 17 pontos percentuais. O Governo poderia ter ficado pela taxa intermédia e mais próxima da nossa vizinha Espanha”, apontou.

Em termos políticos, o secretário-geral do PS disse continuar “à espera” de uma resposta de Pedro Passos Coelho no sentido de que “mude de opinião” e aceite as propostas avançadas pelos socialistas.

Ao nível das políticas económica e financeira, o secretário-geral do PS avisou que acompanhará e exigirá transparência nos futuros processos de privatização, advertindo o executivo que o memorando da troika “não obriga Portugal a vender ao desbarato”.

Em matéria de orientações de ordem estrutural, Seguro contrapôs a defesa do caminho do crescimento económico em alternativa ao aumento da carga fiscal.

Aqui, fez uma alusão a uma alegada disputa de competências dentro do atual Governo entre os ministérios da Economia e dos Negócios Estrangeiros.

“É incompreensível que, passados quase três meses desde que tomou posse, o Governo ainda não tenha clarificado os mecanismos de apoio à internacionalização das nossas empresas, prejudicadas pela indefinição do modelo de funcionamento do AICEP”, protestou.

De acordo com Seguro, “no momento em que as exportações são mais importantes, não se compreende nem se pode aceitar que as estruturas do Estado que as podem apoiar fiquem reféns de uma disputa entre dois ministros do Governo”.

“Senhor primeiro-ministro decida, já passaram 80 dias e as empresas portuguesas precisam de saber com que apoio contam”, acrescentou o secretário-geral do PS, criticando ainda o executivo por “não tomar uma única medida para preservar o emprego e estimular condições para a criação de novos postos de trabalho”.



PMF/Lusa

Seguro diz que socialistas estarão abertos a compromissos à sua esquerda e direita

Braga, 11 set (Lusa)

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que os socialistas terão espaço para a procura de compromissos políticos, tanto com as forças do Governo PSD/CDS, como com os partidos à sua esquerda.

António José Seguro falava no discurso de encerramento do XVIII Congresso Nacional do PS, em Braga, num capítulo que dedicou à promessa de fazer uma oposição construtiva, responsável, embora firme.

“Há espaço para a afirmação das nossas diferenças e há espaço para a procura de compromissos, tanto à nossa direita, como à nossa esquerda”, disse, depois de condenar a política feita “a partir das trincheiras, em que cada força política se acantona”.

“Os portugueses estão cansados da retórica política. Nem tudo o que vem do Governo ou dos outros partidos é para rejeitar”, alegou o secretário-geral do PS.

Neste ponto, Seguro reafirmou que o PS respeitará o compromisso assinado por Portugal com a “troika”.

“As medidas imperativas previstas no memorando terão o nosso voto; outras medidas serão avaliadas uma a uma em função do seu mérito – e sempre que discordarmos é nosso dever apresentarmos alternativas”, prometeu o líder socialista.

PMF/Lusa