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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sarkozy: "Europa deve mobilizar-se para salvar o euro"


Exame-Expresso (Lusa)

(Foto ABC)

O presidente francês disse ter esperança de que a decisão da agência de notação financeira "não constitua mais uma dificuldade" para os países da zona euro que iniciaram as reformas necessárias.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considera que as instituições europeias deverão mobilizar-se para "salvar o euro", depois do corte das notações de risco decididas na sexta-feira pela Standard & Poor's contra nove países europeus, entre os quais a França.
O chefe de Estado francês considerou que ninguém pode saber com certeza quando se sairá da crise económica, mas sustentou que a partir de agora o controlo económico da zona euro "estará assegurado" pelas reuniões regulares que os chefes de Estado e de governo manterão para criar uma verdadeira convergência económica.
"A disciplina orçamental é indispensável, porque quando se partilha uma mesma moeda as decisões de uns repercutem-se nos outros", afirmou Nicolas Sarkozy, acrescentando que os países que não cumpram o objetivo de reduzir o défice abaixo dos três por cento "serão sancionados de forma muito mais automática" a partir de agora.
"Estamos a proceder a uma verdadeira refundação da zona euro, que permitirá tirar todas as conclusões da crise" para que "as mesmas causas não voltem a ter os mesmos efeitos", afirmou o presidente francês.
Em relação à taxa sobre todas as transações financeiras, considerada "absolutamente fundamental para a França", Sarkozy defendeu com contundência que "os países que contribuíram para afundar o mundo na crise têm que contribuir para a recuperação da economia mundial".

16 de janeiro de 2012
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Euro/Crise: PS tem "as piores expectativas" e teme que este seja o "Conselho Europeu das sanções", diz Seguro

Lisboa, 06 dez (Lusa)
O secretário-geral do PS considerou hoje que "todos os dados apontam no sentido das piores expectativas" em relação ao Conselho Europeu desta semana e afirmou temer que este fique na história como "o Conselho Europeu das sanções".

Em declarações aos jornalistas, na residência oficial de São Bento, no final de uma reunião com o primeiro-ministro sobre o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, António José Seguro lamentou que o Governo português não tenha um papel mais ativo na União Europeia concertando com outros Estados-membros posições alternativas às do eixo franco-alemão.

"Insistimos muito junto do Governo português que este Conselho Europeu não fique na história como o Conselho Europeu das sanções, e possa ficar na história da União Europeia como o Conselho Europeu do crescimento económico e do emprego", disse.

O secretário-geral do PS defendeu que "chegou a altura de a União Europeia perceber, e já vai tarde, que tem de adotar políticas, medidas e criar instrumentos que evitem que Estados-membros entrem em incumprimento", em vez de insistir em aplicar "cada vez mais regras e sanções aos países incumpridores".

Contudo, segundo António José Seguro "todos os dados apontam no sentido das piores expectativas em relação a este Conselho Europeu" e questionou como poderiam as suas expectativas aumentar quando os líderes dos "países em dificuldades" como Portugal se mostram "completamente parados, sem iniciativa".

"Depois desta reunião que mantivemos com o senhor primeiro-ministro fiquei com a convicção de que há uma preocupação dos principais dinamizadores da preparação do Conselho Europeu muito mais na lógica das sanções do que propriamente, como deveria ser, da dinamização da economia e de um reequilíbrio que é essencial para que zonas deprimidas possam beneficiar da ação de zonas que neste momento têm excedentes comerciais", acrescentou.

IEL/Lusa

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Crise/Zona Euro:Soares: A situação muda na Europa se o BCE emitir moeda

por:Dn.pt/Lusa-Hoje
A Europa está "sem força política" para responder à situação actual, mas isso pode mudar se a Alemanha deixar de temer a inflação e o BCE for autorizado a emitir moeda, afirmou hoje o ex-presidente da República, Mário Soares.

Em declarações à Lusa em Madrid, o ex-chefe de Estado considerou que é vital que a Europa volte a ganhar força política, insistindo que "não tem sentido nenhum" e "qualquer legitimidade" a actuação do actual eixo França-Alemanha.

"A Europa não tem força politica. Porque [se tivesse] isto pode mudar-se de um dia para outro. Dando ao BCE a possibilidade de emitir moeda. Quando fizer isso, sucede o que sucede no Reino Unido que ainda há 15 dias lançou uma nova emissão de moeda, o que os americanos fazem todos os dois", afirmou.

"Porque é que não faz? Porque a senhora Merkel tem medo da inflação. Mas a inflação com a pobreza geral da Europa não tem sentido", disse.

Mário Soares falava à Lusa à margem do encontro ""Memória militar e valores constitucionais na Península Ibérica", promovido pela Associação 25 de Abril e pelo Fórum Milícia e Democracia (espanhol) e que decorre no Centro de Estudos Políticos e Constitucionais em Madrid.

Um encontro onde foi questionado, por um dos militares espanhóis veteranos presentes, sobre a sua visão relativamente às propostas, pontualmente repetidas, de uma união entre Espanha e Portugal.

Soares considerou que essa união ibérica do ponto de vista político "não tem sentido", até porque "os povos são ciosos da sua independência", mas que deve haver uma "acção concertada em muitos aspectos", tanto a nível Europeu como junto da América Latina.

"Até devíamos ter tido mais coordenação do que temos tido em relação ao que se está a passar na Europa hoje. Se tivéssemos agido, quando começou esta crise, e se em vez de insultar a Grécia tivéssemos ido ao encontro da Grécia, batendo o pé em conjunto na Europa, as coisas teriam sido diferentes", disse.

"Devíamos ter uma cooperação mais activa na política interna e externa. E neste momento, no capítulo externo deveríamos ter uma voz comum, dos dois Estados ibéricos a bater com o punho em cima da mesa para dizer que isto não pode continuar nesta balbúrdia, na Europa de hoje. Se não vamos para o fundo", afirmou à Lusa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Euro/Crise: Europa subestimou problema da Grécia e em parte de Portugal e Irlanda, reconhece Juncker

Lisboa, 09 nov (Lusa)
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reconheceu hoje que os líderes europeus subestimaram o problema da Grécia, e também em parte de Portugal e Irlanda, e que esperaram que os mercados fizessem o trabalho de castigar os países com derrapagens.

"Somos vítimas de uma observação insuficiente dos constrangimentos orçamentais que tinham alguns países. (...) Subestimámos outros aspetos, como o problema da Grécia, o problema de Portugal também em parte, o problema da Irlanda", disse o também primeiro-ministro do Luxemburgo há mais de década e meia, durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

O responsável disse que na altura da elaboração do tratado de Maastricht, os líderes europeus esperavam que os mercados castigassem os desequilíbrios orçamentais dos países, mas tal não aconteceu.

NM/Lusa

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Euro/Crise: Bruxelas congela próxima tranche à Grécia até ao referendo no país

Bruxelas, 02 nov (Lusa)

A União Europeia (UE) planeia congelar a sexta tranche de ajuda internacional à Grécia, no valor de oito mil milhões de euros, até à realização do referendo anunciado pelo Governo helénico.

A informação, veiculada pela agência EFE com base em fontes comunitárias, surge no momento em que estão reunidos em Cannes, na véspera do começo do G20, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Niholas Sarkozy, e representantes da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Eurogrupo e do Banco Central Europeu (BCE).

A transferência da nova tranche de ajuda financeira deveria chegar a Atenas a meio de novembro.

"É difícil considerar o pagamento da sexta tranche nos termos devido à situação atual", disse um responsável europeu, citado pela France-Presse.

Sem um "sinal claro dos gregos" sobre a direção que o país pretende seguir, prosseguiu a mesma fonte, é "difícil imaginar o pagamento" da tranche acordada, acrescentou a mesma fonte.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na segunda-feira a realização de um referendo sobre o acordo a que os 17 países da zona euro chegaram na passada semana e que reduz em cerca de um terço a dívida grega.

O acordo da passada semana propõe aos investidores privados que aceitem perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana grega, ao mesmo tempo que atribui a Atenas um novo pacote de resgate, de 100 mil milhões de euros.

PPF/Lusa

Merkel e Sarkozy reúnem amanhã com FMI e UE por causa da situação grega

por:Expresso.online/ Lusa-Ontem
A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy vão encontra-se quarta-feira, em Cannes, com os representantes das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, separadamente, com os representantes gregos, anunciou hoje a chancelaria.

De acordo com a mesma fonte, segundo avança a agência de notícias francesa AFP, Angela Merkel deverá partir nas próximas horas para a cidade francesa, onde quinta e sexta-feira se realiza uma reunião do G20.

O encontro surge depois da decisão do primeiro-ministro grego em realizar um referendo sobre a ajuda da União Europeia à Grécia e que precipitou de novo a zona euro numa crise.

Segunda-feira, George Papandreou anunciou perante deputados do seu partido, o PASOK, no parlamento helénico, que o voto no referendo "será vinculativo" e que se o povo grego recusar o novo acordo com os parceiros do euro e com a UE, este não será promulgado.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Euro/Crise: Parlamento da Eslováquia aprova alargamento do FEEF à segunda

Lisboa, 13 out (Lusa)

O Parlamento eslovaco aprovou hoje o reforço da capacidade efetiva do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) na segunda votação parlamentar, permitindo assim o aumento para 440 milhões de euros as verbas disponiveis para ajudar os países em dificuldades.

A Eslováquia, que era o único dos 17 países da Zona Euro que ainda não tinha aprovado as mudanças ao fundo, chumbou numa primeira votação este aumento da capacidade efetiva de financiamento do FEEF, que decorreu na terça-feira.

A primeira votação ditou também a queda do Governo de centro-direita da primeira-ministra Iveta Radicova, que havia ligado uma moção de confiança à votação do alargamento do FEEF.

Apesar do Governo ter caído e da proposta ter sido chumbado, pouco depois os partidos já indicavam que iriam realizar uma nova votação com intenção de aprovar este reforço.

Com os 17 países do euro a ratificarem a extensão do FEEF, que prevê aumentar “a capacidade de financiamento efetiva” do fundo para os 440 mil milhões de euros (anteriormente era obrigado a reservar uma parcela significativa destes 440 milhões como capital, para garantir o ‘rating’ máximo das principais agências), falta apenas para que as medidas entrem em vigor que a decisão de 21 de julho seja transcrita para a legislação nacional pela totalidade dos países da moeda única.

NM/(RBV)Lusa

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Euro/Crise: Durão Barroso quer FEEF já e novo mecanismo antecipado para 2012

Bruxelas, 12 out (Lusa)

O presidente da Comissão Europeia voltou hoje a exortar a Eslováquia a aprovar o quanto antes o reforço e flexibilização do fundo europeu de estabilização financeira (FEEF) e sugeriu a antecipação para 2012 do futuro mecanismo permanente.

Falando perante o Parlamento Europeu, em Bruxelas, na apresentação do seu “roteiro para a estabilidade e o crescimento”, José Manuel Durão Barroso disse que um fundo europeu “reforçado e mais flexível”, como decidido a 21 de julho pelos líderes da Zona Euro, é vital e no imediato.

“É do interesse de todos os países da Zona Euro, incluindo, estou certo, do povo eslovaco”, apontou, reiterando o seu apelo aos partidos políticos da Eslováquia com vista a uma “rápida adoção” do acordo, que ainda precisa da ratificação por Bratislava para entrar em vigor.

Por outro lado, o presidente do executivo comunitário propôs que o novo fundo de resgate permanente, o Mecanismo Europeu de Estabilidade, entre em vigor em meados de 2012, em vez de se esperar por 2013, como inicialmente previsto.

ACC/PPF/Lusa

domingo, 25 de setembro de 2011

Euro/Crise: Grécia admite novas medidas de austeridade

Atenas, 25 set (Lusa)


O Governo grego pode vir a aprovar ainda mais medidas de austeridade com o objetivo de evitar a falência do país, admitiu hoje um porta-voz do executivo de Papandreou.

"As negociações [com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional] estão em andamento e estão abertas a todos os cenários, dada a atual situação económica", disse o porta-voz oficial do Governo, Ilias Mosialos, em entrevista hoje ao canal "Skai".

No entanto, Mosialos afirmou que "ainda é muito cedo para fazer uma avaliação” uma vez que há “reuniões importantes que estão pendentes”, com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O primeiro-ministro grego, o socialista George Papandreou, reúne-se esta terça-feira em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, enquanto o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, fará o mesmo hoje em Washington com a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

No que respeita à entrega em outubro de uma nova tranche de oito mil milhões de euros, Mosialis afirmou que o executivo helénico aprovou, como previsto, "leis para implementar as medidas [de austeridade] anunciadas” pelo que, assegurou, “não haverá nenhum problema com a sexta parcela" do empréstimo internacional aprovado em 2010.

Na quarta-feira, o Governo de Atenas aprovou o "despedimento técnico" de 30 mil funcionários públicos até ao final do ano, novos cortes nas pensões acima dos 1.200 euros e nas pensões dos beneficiários com menos de 55 anos, bem como a redução do limiar mínimo de isenção de impostos.

Estas medidas ainda têm de ser aprovada pelo Parlamento, provavelmente em finais de outubro ou inícios de novembro, num debate que se anuncia difícil. Há discórdia mesmo entre os deputados do partido que suporta o Governo, o Pasok.

A entrega pela UE e pelo FMI dos oito mil milhões de euros é essencial para a Grécia continuar a pagar as pensões e os salários dos funcionários públicos a partir de outubro.

"Os salários e as pensões serão pagos com a condição de que o Parlamento helénico aprove as alterações às leis correspondentes", disse Mosialos.

"O principal dever dos deputados do partido socialista Pasok é a permanência da Grécia no núcleo duro da zona euro", afirmou o porta-voz, reiterando uma vez mais a necessidade de aprovar essas medidas de modo a evitar uma bancarrota do país.

IM/Lusa

sábado, 17 de setembro de 2011

Euro/crise:Delors indignado com divisões na UE perante a crise

por:Lusa Hoje

O ex-presidente da Comissão Europeia Jacques Delors disse-se hoje indignado com as divisões na União Europeia quanto às medidas a tomar face à crise financeira, depois da reunião informal dos ministros das Finanças europeus em Wroclaw, na Polónia.

"Ontem (sexta-feira) à tarde, por entre a especulação e a incerteza generalizada, os 17 (ministros da zona euro) não conseguiram chegar a acordo" sobre a aplicação de uma taxa sobre as transações financeiras e "remeteram a decisão para meados de outubro", disse Delors à rádio RTL. "Isso quer dizer que estes 17 ministros, que estão num barco no meio de uma tempestade, estiveram a discutir questões sem importância (...) É uma vergonha!", disse o antigo dirigente socialista francês.

"Estou de luto hoje e estou indignado (...) Aquilo que fizeram ontem foi um golpe terrível para todos aqueles que desde 1948 estão empenhados numa visão de uma Europa em paz e de uma Europa próspera", acrescentou. A criação de uma taxa sobre as transações financeiras é nomeadamente apoiada pela Alemanha e por França e contestada pelo Reino Unido.

A reunião informal de Wroclaw também não permitiu chegar a um consenso sobre o segundo plano de ajuda prometido à Grécia, de quase 160 mil milhões de euros, nomeadamente devido à exigência da Finlândia de garantias financeiras.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mário Soares alerta que, "Se cair a Grécia, Europa vai ao charco"

fotografia: European Pressphoto Agency

15 Setembro (Expresso-Exame)

Se deixarem cair a Grécia, deixam cair o euro e é a Europa toda que vai ao charco", afirmou o ex-Presidente da República, Mário Soares.

Se a Grécia não evitar a bancarrota, "é a Europa toda que vai ao charco", afirmou o ex-Presidente da República Mário Soares à Agência Lusa em Paris.

"Se deixarem cair a Grécia, deixam cair o euro e é a Europa toda que vai ao charco", declarou Mário Soares à margem da entrega do Prémio Houphouët-Boigny para a Paz, que foi entregue na quarta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Mário Soares sublinhou que "agora vale ainda mais a pena lutar pela Europa, para evitar que entre numa grande decadência".

Acordar os europeus

O ex-Presidente acusou também a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, de "quererem mandar na Europa", pelo que é preciso "acordar" os europeus.

"A Europa é uma entidade coletiva, com 27 estados membros. Merkel e Sarkozy esqueceram-se da solidariedade", acusou Mário Soares.

Mário Soares salientou também: "Os franceses não falam da crise europeia, só falam das suas eleições. A Europa pode cair e isso é uma desgraça para todos nós, incluindo para a França e a Alemanha, que se julgam impunes".

"Julgam que têm dinheiro, mas não têm. A França vai a seguir à Espanha, toda a gente sabe disso", acrescentou.

"Falam mal dos gregos como se eles fossem qualquer coisa. Foram os gregos que fundaram a civilização europeia e inventaram a democracia", sublinhou também o ex-Presidente.

Antes tarde que nunca

Mário Soares criticou igualmente o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que na quarta-feira alertou para o momento crítico que vive não apenas a Grécia mas a Europa.

"Realmente, antes tarde que nunca e (Durão Barroso) disse umas coisas interessantes no último dia. Mas ele já está naquele cargo há muito tempo e esqueceu-se de dizer muita coisa. Se já tivesse dito, teria sido melhor", criticou o ex-Presidente.

Mário Soares afirmou ainda que "o Governo de Passos Coelho está a fazer aquilo que foi acompanhado em matéria de 'troika', mas a 'troika', só por si, não resolve nada".

Mário Soares avisou mesmo que, se não houver luta contra a recessão, "Portugal estará ainda pior daqui a três anos".

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Portugal critica proposta de colocar bandeiras de países endividados a meia-haste

Bruxelas, 12 set (Lusa)

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus manifestou hoje em Bruxelas a sua discordância com a sugestão do comissário alemão de as bandeiras dos países endividados serem colocadas a meia haste nos edifícios das instituições europeias.

“Acho mal”, disse Miguel Morais Leitão, à saída de uma reunião dos responsáveis dos Assuntos Europeus dos 27, quando instado a comentar a sugestão do comissário europeu da Energia, o alemão Gunther Oettinger, segundo o qual "as bandeiras dos pecadores da dívida poderiam ser colocadas a meia haste nos edifícios da União Europeia”, como meio dissuasor.

O secretário de Estado não quis todavia alongar-se em comentários, designadamente sobre se a ideia espelha um endurecimento por parte da Alemanha ou será mais uma opinião pessoal, reiterando apenas que acha “mal” a ideia avançada pelo comissário.

“Acho mal a proposta, não queria comentar mais”, declarou.

ACC/Lusa

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Euro/Crise: Fitch decide 'rating' no final do ano e acredita que Portugal evite incumprimento

Lisboa, 30 ago (Lusa)

A Fitch irá tomar uma decisão sobre o ‘rating’ de Portugal no último trimestre do ano, que mantém sob revisão para possível corte, mantendo a confiança de que Portugal “deve conseguir evitar” o incumprimento ou reestruturação da sua dívida.

De acordo com uma apresentação hoje divulgada pela agência de notação financeira, a decisão sobre o ‘rating’ de Portugal será tomada com base nos riscos que permanecem sobre a implementação do programa de assistência financeira, as perspetivas de crescimento da economia no curto e longo prazo, assim como a sustentabilidade da dívida pública e da dívida externa do país.

A agência aponta a queda da conjuntura macroeconómica como uma das suas principais preocupações, lembrando o elevado desequilíbrio das contas públicas e da sua dívida externa, apontando que a sua estimativa para a recessão económica em Portugal é de cerca de 4 por cento em termos acumulados este ano e no próximo, consistente com as previsões das instituições económicas internacionais.

A Fitch aponta ainda os riscos que o ajustamento trará ao sistema financeiro português (“que empresta a um setor privado dos mais endividados da Europa e que está altamente dependente de financiamento no mercado”), e aponta que será necessária uma recapitalização dos bancos e um aumento do financiamento do BCE.

Apesar destes riscos, a agência de notação – que cortou o ‘rating’ de Portugal em sete níveis no último ano e meio – acredita que Portugal “deve conseguir evitar o incumprimento ou a reestruturação da sua dívida”, mas aponta que, como Portugal começou o seu processo de ajustamento macroeconómico um ano depois da Grécia, a confiança em Portugal provavelmente não será restaurada no curto prazo.

NM/Lusa

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Euro/crise: Portugal acompanha com interesse propostas franco-alemãs e admite abertura para discussão sobre limites à dívida,diz MNE

Lisboa, 17 ago (Lusa)

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que o Governo "acompanha com interesse" as propostas franco-alemãs e declarou que o acordo que sustenta a maioria inclui a abertura para uma discussão constitucional sobre os limites à dívida.

“O programa do Governo português é muito claro quanto à redução dos défices e à inversão da trajetória das dívidas, e o acordo político que sustenta a maioria inclui a abertura para uma discussão constitucional sobre os respetivos limites, em defesa das gerações futuras e da solvência dos Estados”, afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

A posição do Governo português sobre as conclusões da cimeira entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, na terça-feira, foi transmitida pelo ministro Paulo Portas, através de uma nota do seu gabinete, enviada a vários órgãos de comunicação social.

“Várias das propostas apresentadas vêm na sequência dos trabalhos e debates em curso nas instituições nacionais e europeias”, afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Na nota, o ministro começou por sublinhar “o empenhamento demonstrado pela França e pela Alemanha na concretização das decisões tomadas na Cimeira Extraordinária do Eurogrupo, realizada a 21 de julho”, e disse acompanhar “com interesse as propostas saídas da cimeira franco-alemã” de terça-feira.

O gabinete do MENE disse que Portugal “tem tido e mantém uma posição favorável a uma maior integração económica do espaço europeu”, tendo em conta “que o reforço da governação económica é coerente com a união monetária” no sentido “de a dotar de maior estabilidade e coesão, objetivos relevantes para um clima de crescimento e emprego”.

Paulo Portas afirmou que o Governo português “acompanha também com interesse as declarações sobre uma eventual taxa sobre as transações financeiras”, acrescentando que a matéria está “já em curso nos trabalhos da Comissão Europeia”.

Por último, o Governo PSD/CDS-PP salientou "a importância das menções relativas ao desenvolvimento dos fundos estruturais e de coesão e da sua articulação com os programas de ajustamento económico”.

Merkel e Sarkozy reuniram-se na terça-feira para tentar acalmar os mercados depois de mais de uma semana de quedas abruptas nas bolsas.

Face à crise das dívidas soberanas, os dois líderes europeus admitiram ser indispensável fortalecer as economias através da criação de um governo económico da zona euro e da imposição de limites à dívida na Constituição dos países que usam a moeda única.

A chanceler alemã defendeu ainda a necessidade de haver maior integração na zona euro e mais rigor nos gastos públicos como forma de restaurar a confiança do mercado, mas recusou, para já, a criação de `eurobonds´ (obrigações comuns dos países do euro) ou o alargamento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

SF (PCM)/Lusa

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Euro/Crise: Ninguém perceberia mais atrasos na definição dos mecanismos de resgate - Olli Rehn

Porto, 05 ago (Lusa)

"Ninguém vai compreender quaisquer atrasos adicionais no estabelecimento das novas regras para o FEEF e a sua possível intervenção no mercado secundário, disse hoje o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários.

Por essa mesma razão, o comissário Olli Rehn pediu, em conferência de imprensa em Bruxelas, aos “legisladores no Conselho e no Parlamento Europeu para que façam os últimos compromissos necessários para chegarem a um acordo”, reafirmando os apelos feitos nos últimos dias pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acerca da necessidade urgente de se finalizarem as mudanças ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Olli Rehn lamentou que o acordo do Conselho Europeu de 21 de julho ainda não esteja em vigor, mas disse ser esse “o preço necessário a pagar por se viver em democracia”, uma vez que os estados membros pertencentes à zona euro têm de ratificar individualmente as alterações propostas.

“Em relação ao tempo necessário para este trabalho, estamos a falar de semanas”, acrescentou o comissário europeu, esperando que os detalhes técnicos estejam preparados no começo de setembro.

O acordo de 21 de julho, afirmou Olli Rehn, “é um marco na política económica da zona euro”, mas não é a única reforma a ser feita, uma vez que se aguardam propostas abrangentes por parte da presidência do Conselho Europeu sobre mudanças à estrutura da gestão das crises dentro da zona da moeda única".

TDI/Lusa

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Euro/Crise: Bruxelas antecipa pagamento de quase 630 milhões a Portugal

Bruxelas, 01 ago (Lusa)

Portugal vai beneficiar de um pagamento antecipado de quase 630 milhões de euros de Bruxelas, que poderá ir até 95 por cento, ao abrigo de um programa destinado a contribuir para a recuperação de seis economias europeias.

A iniciativa insere-se no âmbito de um acordo hoje alcançado pela Comissão Europeia (CE) relativamente a um conjunto de medidas que “deverão contribuir significativamente para a recuperação das economias europeias mais abaladas”.

“A Comissão vai disponibilizar cofinanciamento suplementar da UE para a Grécia, Irlanda, Portugal, Roménia, Letónia e Hungria, o que é vital para projetos que reforçam o crescimento e a competitividade em cada um destes países” no âmbito da coesão, de desenvolvimento rural e das pescas, revela a CE em comunicado.

No documento a Comissão esclarece que a medida proposta “não representa financiamento novo ou adicional”, mas permite um reembolso antecipado de fundos já autorizados ao abrigo das políticas da UE em matéria de coesão, de desenvolvimento rural e das pescas.

De acordo com Bruxelas, a contribuição da UE poderá ir até 95 por cento, caso um dos Estados-Membros em causa o solicite, mas “deve ser dada prioridade a projetos que incidam sobre o crescimento e o emprego, como a reconversão de trabalhadores, a criação de clusters de empresas ou investimentos nas infraestruturas de transportes”.

Desta forma, “pode aumentar-se tanto o nível de execução como a capacidade de absorção, e acelerar a injeção de dinheiro extra na economia”, lê-se no documento.

“Estas propostas são uma resposta excecional a circunstâncias excecionais. Ao acelerar estes fundos, juntamente com os programas de assistência financeira, a Comissão mostra a sua determinação de reforçar a prosperidade e a competitividade nestes países, mais severamente atingidos pela crise financeira – contribuindo, assim, para uma espécie de "Plano Marshall" para a recuperação económica”, afirmou o Presidente da CE, José Manuel Durão Barroso.

A decisão, segundo destacou Barroso, “vai injetar financiamento essencial nas economias nacionais, reduzindo simultaneamente a pressão para o cofinanciamento de projetos pelos orçamentos nacionais”.

A medida hoje aprovada destina-se aos Estados-Membros mais afetados pela crise e que beneficiaram de apoio financeiro ao abrigo de um programa do mecanismo de auxílio à balança de pagamentos para países que não pertencem à área do euro (Roménia, Letónia e Hungria), ou do mecanismo europeu de estabilização financeira em relação a países que pertencem a essa área (Grécia, Irlanda e Portugal).

A Comissão solicita ao Conselho e ao Parlamento Europeu que adotem a proposta através de um procedimento legislativo acelerado, até ao final de 2011, de modo a permitir o lançamento de projetos vitais com maior brevidade.

“Apelo agora ao Parlamento Europeu e ao Conselho para que aprovem quanto antes a decisão, de modo a que o financiamento em questão esteja operacional no início do próximo ano”, rematou Durão Barroso.

O ajustamento do nível dos recursos é uma medida temporária excecional, que termina assim que os Esta
dos-Membros deixam de receber apoio ao abrigo dos programas de assistência financeira.

SMS/Lusa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Euro/Cimeira: Contribuição dos privados para ajuda à Grécia soma 106 mil milhões até 2020,diz Merkel

Berlim, 21 jul (Lusa)

Os credores privados vão contribuir até 2020 com 106 mil milhões de euros líquidos para finaciar a Grécia, disse hoje a chanceler alemã,Angela Merkel, após a cimeira zona euro sobre novas ajudas financeiras a Atenas.

Nos próximos três anos, a conribuição líquida da banca e dos seguros para o pacote de apoio à Grécia totalizará 37 mil milhões de euros, acrescentou Merkel, que conseguiu impôr na cimeira dos líderes da moeda única a proposta de Berlim para que os credores privados, e não apenas os contribuintes europeus, fossem incluídos nas novas medidas para sustentar a dívida helénica.

Na conferência de imprensa após o final da cimeira extraordinária realizada hoje em Bruxelas, que era considerada pelos observadores políticos decisiva para travar a crise das dívidas soberanas dos chamados países periféricos, incluindo Portugal, Merkel voltou também a sublinhar a importância de se defender a moeda única.

“A União Europeia é a base para o bem estar e a paz, e os esforços que estamos a fazer nestes dias em prol da Europa e do euro serão recompensados de forma múltipla, são investimentos no bem estar do nosso país e dos seus cidadãos”, disse a chanceler alemã.

O segundo pacote de ajudas dos países da zona euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia eleva-se a 109 mil milhões de euros, disseram os líderes após a cimeira extraordinária.

O primeiro pacote, concedido em maio de 2010, somava 110 mil milhões de euros, soma que se revelou entretanto insuficiente para Atenas, que tem uma dívida soberana de 341 mil milhões de euros, fazer face aos seus compromissos financeiros.

FA/Lusa

Euro/Cimeira: Resultado da cimeira "particularmente positivo para Portugal" – Durão Barroso

Bruxelas, 21 jul (Lusa)


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considerou que a “resposta coordenada e credível” acordada hoje em Bruxelas pelos líderes da Zona Euro é “particularmente positiva para Portugal”.

Recordando que na véspera fizera um “apelo muito veemente” aos líderes da Zona Euro, José Manuel Durão Barroso afirmou-se “muito satisfeito” com o acordo, considerando que o resultado da cimeira é bom “não apenas para a Grécia, mas para o conjunto da Zona Euro”.

“E penso que para Portugal foi especialmente positivo o resultado, visto que se conseguiu para Portugal uma extensão das maturidades dos empréstimos e que se conseguiu uma redução da taxa de juro do empréstimo”, além de “uma clara separação” entre o caso grego e os casos dos outros países intervencionados, Portugal e Irlanda.

ACC/Lusa

Novas condições para a Grécia também aplicáveis a Portugal

O projeto de acordo que está a ser debatido em Bruxelas pelos líderes da Zona Euro prevê que as novas condições do empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira decididas para a Grécia serão também aplicáveis a Portugal e Irlanda. De acordo com o «rascunho» da declaração final, à qual a Lusa teve acesso, «as condições de empréstimo do FEEF acordadas para a Grécia serão também aplicadas a Portugal e à Irlanda», o que representará para Portugal uma descida considerável da taxa de juro a pagar pelo empréstimo europeu.


Diário Digital ,21 de julho 2011