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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Novo presidente do Parlamento Europeu admite que falhanço europeu é "possibilidade realista"

De Pedro Primo Figueiredo (LUSA)


Estrasburgo, 17 jan (Lusa)

- O novo presidente do Parlamento Europeu, o socialista alemão Martin Schulz, disse hoje que o falhanço da União Europeia (UE) é, pela primeira vez desde a sua fundação, uma "possibilidade realista".

"De há meses para cá a União tem-se deparado com cimeiras atrás de cimeiras para enfrentar a crise. Decisões que vão afetar todos nós estão a ser tomadas pelos chefes de governo à porta fechada", disse Schulz em sessão plenária do Parlamento Europeu a decorrer em Estrasburgo, França.

Na sua primeira intervenção após a eleição para presidente do Parlamento Europeu, o alemão prometeu "dar tudo" para não "trair a confiança" dos eurodeputados que em si votaram, garantindo que a instituição será uma "voz poderosa" que se fará ouvir num "momento turbulento da história da Europa".

domingo, 25 de setembro de 2011

Euro/Crise: Durão Barroso garante que nenhum país abandona a moeda única

Lisboa, 25 Set (Lusa)

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse hoje que nenhum Estado membro da zona euro vai abandonar a moeda única, numa entrevista à cadeia de televisão CNN.

“O problema não é tanto o euro enquanto divisa, o problema é, temos que admitir – e nós não estamos complacentes sobre isso – as diferentes posições fiscais e os diferentes níveis de competitividade entre alguns membros da união monetária”, disse Durão Barroso, entrevistado no programa Global Public Square, da cadeia de televisão norte-americana.

Questionado, durante a entrevista, se nenhum país vai abandonar o euro, Barroso respondeu: - “Exatamente”.

Os mercados financeiros globais receiam o incumprimento grego ou a reestruturação da dívida do país (que só tem verbas até outubro) que terá, como uma possível consequência, o abandono da Grécia da zona euro.

O presidente da Comissão disse ainda acreditar que o reforço da integração entre os Estados membros vai tornar a União Europeia (UE) mais forte, na próxima década.

“Estamos a avançar, em termos de integração. Na Europa, ninguém está a discutir a direção futura, só quão rápida e até que ponto é que essa integração de ir. E já tomámos medidas muito importantes nessa direção”, afirmou Barroso.

Na quarta-feira, Durão Barroso faz o discurso do Estado da União, enquanto o Parlamento Europeu se prepara para aprovar o pacote das seis medidas de governação da zona euro, uma das quais dá novos poderes à Comissão Europeia para agir quando os Estados membros estejam a prosseguir políticas orçamentais e macroeconómicos pouco sustentáveis, através de mecanismos de prevenção e correção de desequilíbrios macroeconómicos excessivos, que incluem a possibilidade de sanções.

“Daqui a dez anos, a Europa estará mais forte”, referiu Barroso.

“Se de facto há uma nova potência emergente, no mundo, essa potência é a Europa, porque antes éramos países europeus, que não estavam unidos (…) A Europa é, de facto, mais forte hoje do que era há cinco ou dez anos”, acrescentou.

RBV/Lusa