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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Crise no governo:Paulo Portas cancela viagem com Passos Coelho

Paulo Portas cancelou a viagem que iria realizar hoje juntamente com Pedro Passos Coelho à cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), em Bucareste, na Roménia.
Segundo o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, a viagem foi cancelada “devido a questões de agenda”, não tendo a fonte revelado quais são os compromissos, avança o Diário Económico.
Pedro Passos Coelho vai assim sozinho ao congresso dos conservadores europeus, onde se vai encontrar com o líder da Comissão Europeia, Durão Barroso, ou com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy.
O cancelamento da viagem é apenas o último episódio na tensão crescente entre os dois partidos da coligação, após a apresentação da proposta para o Orçamento do Estado para o próximo ano.
Paulo Portas ainda não quebrou o silêncio mas os seus homens de confiança vieram a público dar a sua opinião. "Não esperem de mim que aceite que este Orçamento de Estado é, tal como está, inalterável", disse Adolfo Mesquita Nunes, após o orçamento ser apresentado na segunda-feira. Pouco depois foi a vez de João Almeida, porta-voz do partido, mostrar a sua relutância em aprovar esta proposta de OE: "Qualquer orçamento tem margem para ser alterado no Parlamento". 
Ontem, Pedro Passos Coelho disse na reunião da Comissão Política do PSD que não aceita que ele e que Vítor Gaspar continuem a ser “cozidos em lume brando” durante a discussão sobre o Orçamento do Estado, segundo revela o Expresso.
Fontes do PSD contaram ao jornal que a consolidação orçamental não pode estar sujeita a “amuos” e uma fonte próxima de Passos lançou um sério aviso aos centristas: "Se Paulo Portas sair não será poupado. O CDS não vai sair incólume disto".
Os dois líderes da coligação reuniram-se ontem para debater o Orçamento do Estado para o próximo ano, numa conversa “seca e muito dura”, revela hoje o jornal i.
Passos Coelho disse directamente a Paulo Portas que a proposta do OE para 2013 é definitiva e que o levantamento de objecções por parte do CDS-PP pode significar o fim da coligação.
O primeiro-ministro disse ao ministro dos Negócios Estrangeiros que, caso o CDS continuasse a ataca-lo, pediria a demissão a Cavaco Silva e mais, responsabilizaria Paulo Portas e o seu partido pelo pedido de um segundo resgate para Portugal.(in dinheirovivo.pt)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CDS-PP «admite sair do governo», diz jornal Público

Os centristas (CDS-PP) poderão abandonar a coligação de Governo após a aprovação do Orçamento de Estado de 2013, destaca o jornal Público na edição desta sexta-feira.
Portas pretende fazer valer os seus  pontos de vista «até a corda rebentar». Os centristas vão dramatizar «para inverter a sobrecarga fiscal e admitem vir a ficar-se por um acordo de incidência parlamentar», refere  o diário.Os centristas querem fazer valer os seus pontos de vista, para tentar manter a coligação de pé, mas se tal não se verificar este poderá ser o fim do Executivo atual conduzindo, no mínimo, a uma remodelação do Governo.O facto de Paulo Portas ter sido o único líder de partido que ainda não se pronunciou sobre as novas medidas de austeridade tem contribuído para a especulação sobre um clima de mal-estar na coligação de governo.Ainda ontem (quinta-feira à noite), Passos Coelho disse em entrevista à RTP que tudo está bem com o parceiro de coligação, sugerindo que as novas medidas de austeridade foram preparadas com Pedro Mota Soares (CDS-PP), titular da pasta da Previdência.
Hoje,Diário Digital