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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BdP: Atividade económica soma 20 meses consecutivos em queda

O consumo privado e a atividade económica voltaram a cair em agosto mas em níveis menos acentuados do que em julho, ultrapassando já os 20 meses de quedas homólogas consecutivas, de acordo com indicadores do Banco de Portugal (BdP).
Nos seus indicadores de conjuntura hoje publicados, a instituição calcula que o consumo privado tenha registado nova quebra homóloga em agosto na ordem dos 4,9%, acumulando já 22 meses de quedas homólogas.O decréscimo é, no entanto, menos acentuado que os -5,3% registados em julho, uma tendência que se tem verificado desde os 6,3% atingidos em fevereiro deste ano, a queda mais alta nos registos do Banco de Portugal, que datam de janeiro de 1978.A atividade económica tem seguido um perfil muito semelhante, registando uma queda de 2,3% em agosto, também menos pronunciada que o registado nos meses anteriores.As quedas na atividade económica têm sido menos pronunciadas desde dezembro de 2011, altura em que atingiu a maior quebra da série desde que há registo, nos 3,4%.
Hoje-Diário Digital com Lusa

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Economia com queda abrupta de 1,2% no segundo trimestre face ao primeiro

A economia portuguesa sofreu uma contracção de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano face ao primeiro, encolhendo 3,3% face ao segundo trimestre de 2011, revelou esta terça-feira o INE numa estimativa rápida das contas nacionais.
Sem que se possa considerar surpreendente, a queda do produto resulta sobretudo do comportamento da procura interna, que foi ainda mais negativo do que no primeiro trimestre, sobretudo devido à quebra mais acentuada do investimento.A queda homóloga (face ao mesmo trimestre ano anterior) do PIB divulgada pelo INE é a maior registada desde 2009 e a queda em cadeia (face ao trimestre precedente) a segunda maior em quase dois anos consecutivos de recessão nacional.O INE assinala que uma “diminuição mais intensa das importações de bens e serviços” contribuiu positivamente para a procura externa e para a variação homóloga do PIB, pois “as exportações de bens e serviços desaceleraram”. 
A recessão do ano passado revelou-se agora ligeiramente pior do que se pensava, pois o INE reviu em baixa a queda do PIB de 2011, que passou de 1,6% para 1,7%.
A economia portuguesa sofreu já sete trimestres consecutivos de queda do PIB, com valores que oscilam entre -0,1% no primeiro trimestre deste ano (quando se podia supor que a recessão estava a tornar-se menos intensa) e -1,4% no último trimestre do ano passado (valor revisto em baixa face aos -1,3% antes divulgados).A recessão tinha-se intensificado nos meses em que se sentiu o efeito do imposto especial que foi cobrado com o subsídio de Natal da maioria dos trabalhadores, e agora agravou-se de novo.(LER MAIS)
14.08.2012 - 10:20 Por:Público, Paulo Miguel Madeira, Ana Rita Faria

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Trabalho: Ministra pede aos portugueses e à oposição que "puxem pelas energias positivas do país"

Almancil, Faro, 15 abr (Lusa)

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena André, pediu hoje aos portugueses e aos partidos da oposição para "puxarem pelas energias positivas do país” e para lutarem contra uma “depressão coletiva”.

“Aquilo que temos que fazer é puxar pelas energias positivas do país e não entrarmos todos numa depressão coletiva, antes pelo contrário, aquilo que nós temos é que puxar pelas energias positivas do país e eu conto que os partidos da oposição também puxem pelas energias positivas e valorizem aquilo que há de bom no país”, apelou Maria Helena André.

A ministra do Trabalho falava hoje de manhã à margem da inauguração de um lar de idosos em Almancil, concelho algarvio de Loulé, um projeto social no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). “Quando nós tivermos os mais de 600 equipamentos sociais, que estão previstos no programa PARES, a funcionar teremos feito não só um investimento de 200 milhões de euros, mas teremos também 14 mil novos postos de trabalho criados”, observou a ministra, acrescentando que o lar de idosos inaugurado hoje em Almancil vai criar 19 postos de trabalho e ajudar a economia local.

Helena André reiterou a necessidade de “unir esforços e puxar pelas energias positivas dos portugueses e da economia”, referindo que os equipamentos sociais são uma forma de criação de emprego, um dos desafios “mais fundamentais” da nossa sociedade neste momento. A Ministra do Trabalho deslocou-se hoje ao Algarve para inaugurar quatro equipamentos sociais no âmbito do programa PARES, nomeadamente o Lar de Idosos de Almancil (Loulé), a Creche Jardim do Sol Cruz da Parteira (Portimão), a creche Caracol e Lar de Idosos Padre Júlio Tropa em Estoi (Faro) e a creche A Joaninha em Santa Bárbara de Nexe (Faro)

CCM/Lusa

Execução orçamental: PS destaca "resultados importantes e positivos" na redução do défice

Lisboa, 15 abr (Lusa)

O porta-voz do PS, Fernando Medina, considerou hoje “particularmente importantes e positivos” os números da execução orçamental relativos ao primeiro trimestre do ano, destacando a “forte redução do défice orçamental” do setor Estado.

Em declarações aos jornalistas na sede do PS, Lisboa, Fernando Medina destacou em primeiro lugar “uma forte redução do défice orçamental do setor Estado, menos 60 por cento face ao período homólogo”. O dirigente socialista e secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento afirmou que os números hoje conhecidos superam “as expetativas iniciais que o Governo tinha”.

“São resultados particularmente importante e positivos que reforçam a convicção de sermos capazes de atingir os objetivos para este ano em matéria de consolidação orçamental”, afirmou.

Sobre a despesa, Fernando Medina disse que houve uma “redução de cerca de quatro por cento na despesa corrente, uma redução superior a oito por cento na despesa com pessoal” e uma “melhoria significativa da receita fiscal quer por via dos impostos diretos quer indiretos”.

De acordo com fonte do Governo, a execução orçamental do primeiro trimestre, que será divulgada no dia 20, apresenta uma melhoria de cerca de 1.750 milhões de euros nas contas da administração central e segurança social quando comparado com o mesmo período de 2010.

Este resultado da administração central - que integra o Estado, serviços e fundos autónomos - e segurança social é fruto de um `superavit´ de 432 milhões de euros na execução orçamental até março quando, no mesmo período do ano passado, se registou um défice de 1.311 milhões de euros, de acordo com a mesma fonte.

SF(AJG)/Lusa

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sócrates hoje em Milão para dar um sinal de apoio às empresas exportadoras portuguesas

Milão, 14 abr (Lusa)

O primeiro-ministro desloca-se hoje a Milão, onde visitará o Salão Internacional do Móvel, numa visita destinada a dar um sinal político de apoio aos empresários de um dos setores exportadores nacionais mais dinâmicos.

Esta visita ocorre num momento em que o executivo português já se encontra em gestão e três dias depois de elementos da troika da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional terem chegado a Portugal para negociarem com o Governo um programa de auxílio financeiro externo.

José Sócrates chegará à maior cidade do norte de Itália ao início da tarde e, ao longo do dia, estará acompanhado pelo ministro da Economia Vieira da Silva. O Salão Internacional do Móvel de Milão é um dos mais prestigiados do mundo e conta com a presença de cerca de 30 empresas nacionais, às quais José Sócrates pretende dar um sinal de apoio político, tendo em vista a sua expansão nos mercados internacionais. Em Milão, a meio da tarde, o primeiro-ministro presidirá à assinatura de um protocolo entre o AICEP e a Associação da Indústria da Madeira e do Mobiliário de Portugal no âmbito do programa Inovexpor.

No debate quinzenal de 25 de fevereiro último, no Parlamento, José Sócrates referiu que este programa Inovexpor, que este ano abrange 500 estágios profissionais, passará a ser gerido de forma descentralizada, em parceria com associações dos setores exportadores.

De acordo com dados do executivo, apesar da atual crise económica e financeira, o setor ligado à fileira florestal representa 10,3 por cento do total das exportações de bens nacionais e está a registar números que indiciam progressos. Pelos mesmos dados, os subsetores da pasta de papel, papel e mobiliário de madeira apresentaram taxas de crescimento nas exportações na ordem dos 36 e dez por cento, respetivamente.

PMF/Lusa

terça-feira, 5 de abril de 2011

Governo já está a implementar as medidas adicionais para 2011,assume Ministério das Finanças

Lisboa, 05 abr (Lusa)

O Governo indicou hoje que está a implementar as medidas adicionais para 2011 anunciadas na atualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e que estas não necessitam de ser aprovadas pela Assembleia da República.

Em comunicado hoje divulgado, o Ministério das Finanças indica que as medidas anunciadas a 11 de março “não necessitam de ser aprovadas pela Assembleia da República e estão a ser implementadas pelo Governo atualmente em gestão”.

Entre estas medidas, com um impacto estimado nas contas públicas de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), conta-se a atualização extraordinária das tarifas de transportes públicos, maior controlo de custos no Setor Empresarial do Estado (SEE), com a aplicação de limites à despesa das empresas, para além do corte de 15 por cento dos custos operacionais e limites de endividamento que já haviam sido decididos anteriormente.

As medidas adicionais respeitantes às empresas públicas têm um impacto estimado de 0,1 por cento do PIB, indica o Ministério liderado por Teixeira dos Santos, num comunicado onde aponta dados preliminares sobre a execução orçamental do primeiro trimestre do ano e uma explicação para a incorporação nas contas do impacto das imparidades com o BPN, da execução das garantias do BPP (apenas em 2010) e das empresas de transporte REFER, Metropolitano de Lisboa e do Porto (com impacto desde 2007 até 2010), que elevaram o défice orçamental em 2010.

Estas alterações metodológicas ditadas pelo Eurostat em vários países elevaram o défice de 6,8 por cento (sem este impacto) para 8,6 por cento em 2010, reviram os défices até 2007, deixando-o acima da barreira dos três por cento do PIB e levando a dívida pública em 2010 para mais de 90 por cento.

NM/Lusa

quinta-feira, 31 de março de 2011

Governo sem legitimidade para solicitar ajuda externa,diz Teixeira dos Santos

Lisboa, 31 mar (Lusa)

O ministro das Finanças disse hoje que “o Governo não está em condições para solicitar ajuda externa” e nem tem poderes para o fazer. “O Governo não tem legitimidade para negociar seja o que for”, disse Teixeira dos Santos, que falava em conferência de imprensa.

O ministro respondia a questões sobre o impacto da revisão em alta do défice de 2010 - que se fixou nos 8,6 por cento – sobre a credibilidade do país nos mercados financeiros internacionais.

Teixeira dos Santos disse que Portugal “está agora bem pior do que há uma semana”, responsabilizando, pela situação, a oposição, por não ter aprovado o PEC e disse que é preciso enfrentar “com grande estoicismo” as dificuldades.

“O Governo não é irresponsável”,
disse o ministro, frisando que o Governo “vai procurar todos os meios para garantir o financiamento do país”.

O INE anunciou hoje que a revisão em alta do défice para 2010 de 6,8 por cento para 8,6 por cento. Esta alteração deveu-se à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP). A nova metodologia, aplicada em diversos países, leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice em 1,8 pontos percentuais. RCR/RBV/Lusa

Défice 2010: Teixeira dos Santos diz que alterações se esgotam em 2010

Lisboa, 31 mar (Lusa) –

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos disse hoje que os impactos que levaram a um défice de 2010 de 8,6 por cento se esgotam em 2010. Em conferência de imprensa, Teixeira dos Santos garantiu que "estes impactos da alteração metodológica fizeram-se sentir em 2010 e esgotam-se em 2010”.

O governante justificou a revisão em alta do défice para os 8,6 por cento com as mudanças metodológicas e garantiu que não estão em causa os objetivos de redução do défice para 2011. Segundo o ministro, “a execução orçamental de 2010, de acordo com as regras que estavam definidas anteriormente, e cifrou-se em 6,8 por cento do produto interno bruto (PIB), um resultado que cumpriu as expetativas e decorreu de forma mais favorável do que prevíamos”.

Teixeira dos Santos reconheceu que as alterações metodológicas, que afetam os resultados de 2010 tiveram a ver com a inclusão de três empresas de transportes e com a intervenção do Estado no sistema financeiro, nomeadamente nos casos do BPN e BPP.

O INE anunciou hoje que a revisão em alta do défice para 2010 de 6,8 por cento para 8,6 por cento. Esta alteração deveu-se à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP).

A nova metodologia, aplicada em diversos países, leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice em 1,8 pontos percentuais. RCR/RBV/Lusa

domingo, 13 de março de 2011

Transportes: “Paralisação pode pôr em causa funcionamento de espectros importantes da nossa economia”

Penafiel, 13 mar (Lusa)

O ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou hoje em Penafiel que a paralisação anunciada pelas empresas de transportes de mercadorias “pode pôr em causa o funcionamento de espectros importantes da nossa economia”.

“Nenhuma economia pode estar com um setor tão importante parado por tempo indeterminado
”, vincou.

A paralisação dos camionistas, a partir das 00:00 de segunda-feira foi convocada pela Associação de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA), e pela Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP).

Para Vieira da Silva, esta decisão das empresas “foi precipitada e não é a melhor forma de ultrapassar este problema”.

“No momento que vivemos é uma atitude que tem de ser muito bem pensada, porque os custos podem ser de tal maneira excessivos que talvez exigissem um pouco mais de ponderação”, acrescentou.

Vieira da Silva, que falava aos jornalistas à margem de uma iniciativa do PS para apresentar a moção política de orientação nacional de José Sócrates, admitiu ter ficado surpreendido com a decisão das empresas transportadoras.

O ministro da Economia lembrou que o Governo, através do Ministério das Obras Públicas, “tem estado num processo sério e profundo de negociação com as empresas e as associações”.

O ministro admitiu que as empresas do setor estão a atravessar grandes dificuldades, mas sublinhou que, do lado do executivo, tem havido abertura para encontrar “as melhores soluções”.

“O Governo já deu provas de aproximação em algumas das reivindicações mais significativas das associações. Continuamos disponíveis para trabalhar em conjunto”, sublinhou.

Vieira da Silva disse também estar “esperançado de que as associações e as empresas, que têm uma elevada responsabilidade nesta área tão importante para o país, compreendam que estamos a atravessar um momento muito difícil”.

“A bem da economia portuguesa e do interesse dos portugueses é importante que o trabalho [negociações] continue a ser feito para chegarmos a um ponto de equilíbrio”,
defendeu.

APM/Lusa

sexta-feira, 11 de março de 2011

PEC: Bruxelas considera que novas medidas de Lisboa serão "suficientes" para cumprir metas de défice

Bruxelas, 11 mar (Lusa)

A Comissão Europeia saudou o reforço das medidas de consolidação orçamental para os próximos três anos hoje anunciadas pelo Governo português, que considera que serão “suficientes” para atingir as metas de défice estabelecidas até 2013.

Pouco depois de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciar em Lisboa medidas adicionais já para este ano, para poupar 0,8 por cento do PIB, bem como para 2012 e 2013, cortando custos na ordem dos 2,4 por cento do PIB na despesa e 1,3 por cento de aumento da receita, o comissário dos Económicos, Olli Rehn, elogiou o “conjunto significativo de novos compromissos” assumidos por Portugal.

As medidas adicionais de consolidação orçamental imediatas ascendem a 0,8 por cento do PIB em 2011. As medidas anunciadas para 2012 e 2013 atingem respetivamente 2,5 por cento e 1,2 por cento do PIB. Isto deverá ser suficiente para alcançar as metas ambiciosas de défice de 4,6 por cento do PIB em 2011, 3 por cento em 2012 e 2 por cento em 2013”, declarou.

De acordo com Rehn, as medidas hoje anunciadas “testemunham o empenho” das autoridades portuguesas em “assegurar a sustentabilidade orçamental, reforçar o sistema financeiro e aumentar o potencial de crescimento e a flexibilidade da economia" portuguesa.

“Saúdo e apoio este pacote de medidas abrangentes e concretas. É um fortalecimento importante das políticas macroeconómicas portuguesas
”, comentou.

O comissário europeu saudou igualmente “o compromisso de reformas estruturais abrangentes, designadamente com vista a mais reformas do mercado de trabalho e do setor financeiro”, que deverão “impulsionar o crescimento económico e corrigir outros desequilíbrios”.

Para Olli Rehn, o pacote de medidas anunciado hoje por Portugal, num dia em que os líderes da Zona Euro se reúnem em Bruxelas para discutir medidas para contrariar futuros ataques à dívida soberana, ajudará o país a “ganhar de novo controlo sobre a dinâmica da dívida e a pôr fim a determinadas incertezas”.

A terminar, o comissário concluiu que os compromissos do Governo português contribuem de forma importante para a “necessária resposta global à crise da dívida soberana”.

ACC/FPB/Lusa

PEC: Governo avança com medidas para reduzir despesa em 2,4% do PIB e aumentar receita em 1,3% em 2012 e 2013

Lisboa, 12 mar (Lusa)

O Governo vai aplicar novas medidas adicionais também em 2012 e 2013 para conseguir atingir metas do défice, cortando custos na ordem dos 2,4 por cento do PIB na despesa e 1,3 por cento de aumento da receita.

Teixeira dos Santos, que apresenta hoje a atualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), anunciou um conjunto de medidas para 2011, 2012 e 2013.

As medidas do lado da despesa em 2012 (1,6 por cento do PIB de ajustamento) e 2013 (0,8 por cento do PIB), compreendem o congelamento do IAS e a suspensão da aplicação de regras de indexação de pensões (congelamento das pensões), a contribuição especial aplicável a todas as pensões (que o ministro diz aplicarem-se a partir dos 1.500 euros).

Será ainda realizada uma redução dos custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde, aprofundamento da racionalização da rede escolar, aumento da eficiência no aprovisionamento e outras medidas de controlo de custos operacionais.

O Governo irá ainda reduzir despesa com benefícios sociais de natureza não contributiva, cortes de custos no SEE e Serviços e Fundos Autónomos (com revisões nas indemnizações compensatórias, planos de investimento e custos operacionais).

Serão ainda reduzidas as transferências para as autarquias e regiões autónomas e redução das despesas de capital.

Do lado da receita, (aumento da receita em 0,9 por cento em 2012, e 0,4 por cento em 2013) será feita uma revisão e limitação dos benefícios e deduções fiscais, em IRS e IRC, racionalização da estrutura de taxas do IVA, atualização dos impostos específicos sobre o consumo, conclusão da convergência do regime de IRS de pensões e rendimentos de trabalho.

NM/Lusa

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Eu nunca disse que Portugal devia recorrer ao Fundo", diz Merkel

Luís Rego, em Berlim com fotos de Ricardo Oliveira
02/03/11 16:58

Merkel e Sócrates estiveram reunidos durante cerca de 45 minutos.
Angela Merkel classificou hoje, após um encontro com José Sócrates, de "excelente" o trabalho do governo português.
Após um encontro que durou cerca de 45 minutos, e que também contou com a presença dos ministros das Finanças dos dois países, a chanceler alemã saudou "as decisões corajosas" tomadas por Portugal e o conjunto de "reformas estruturais iniciadas".

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Euro/crise: Governo "fará tudo" o que for necessário para alcançar défice de 4,6% – Sócrates

Lisboa, 28 fev (Lusa)

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o Governo "fará tudo" para que o défice seja de 4,6 por cento, incluindo medidas adicionais que a execução orçamental venha a demonstrar necessárias.

O primeiro-ministro falava no encerramento da II Conferência Reuters/TSF, em Lisboa.

“Se a execução orçamental vier a revelar que são necessárias mais medidas, tomá-las-emos, mas, até ver, não temos indicação nesse sentido”, disse José Sócrates, acrescentando que a execução orçamental de janeiro deixa o Governo “tranquilo” nessa matéria.

O chefe de Governo sublinhou, contudo, afirmando-o várias vezes, que o seu Executivo “fará tudo o que for necessário para alcançar o défice de 4,6 por cento”.

“Quero reafirmar o que disse o ministro das Finanças. Este Governo fará tudo o que for necessário para alcançar o défice de 4,6”,
insistiu.

Sócrates reconheceu que “2011 é um ano difícil, com uma execução orçamental exigente”, mas defendeu que “o importante para a execução orçamental de 2011 foi fazer o Orçamento do Estado e tomar as decisões necessárias”, que, disse, foram “muito difíceis, tomadas por um Governo que não tem maioria no Parlamento”.

O primeiro-ministro defendeu que a crise da dívida soberana – o tema da conferência que decorreu num hotel de Lisboa – é a “segunda fase da crise financeira” internacional, que “não foi resultado de nenhum excesso de endividamento seja de quem for”, mas, defendeu, da “desregulação dos mercados financeiros”.

Para Sócrates, “a resposta a esta crise tem que ser à escala europeia”, defendendo a necessidade de serem tomadas medidas no sentido de maior “integração económica”.

“É uma crise da dívida soberana europeia, é uma crise do euro, e temos que lhe responder à escala europeia. O problema é sistémico, há uns países mais afetados que outros, sim, há uns países que estão mais na berlinda, mas o problema é sistémico”, sustentou.

Todos os Estados-membros da União Europeia devem “fazer a sua parte”, disse, sendo “a responsabilidade e o desafio" português “fazer a consolidação das contas públicas”.

O chefe do Governo recusou também a ideia que a última década tenha sido a “década perdida”, considerando que, por outro lado, existiram “duas fases” nos últimos dez anos, sublinhando indicadores positivos nas áreas da Ciência, Inovação e Educação nos últimos cinco anos.

A sustentabilidade da Segurança Social, que, disse, antes de 2005 era uma “bomba ao retardador”, e a diminuição em “dez por cento” do número de funcionários públicos foram outras medidas apontadas pelo primeiro-ministro para defender uma distinção entre as “duas fases” da década.

ACL/Lusa

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cinco medidas para inserir mais jovens no mercado

O primeiro-ministro anunciou hoje "cinco medidas" para a "promoção da inserção dos jovens no mercado de trabalho", entre as quais o aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

UE: Governo português nega que a Alemanha tenha proposta para constitucionalizar limites do défice e dívida

Lisboa, 03 fev (Lusa)

O ministro da Presidência negou hoje que a Alemanha tenha em cima da mesa uma proposta para constitucionalizar os limites do défice e da dívida e frisou que as matérias constitucionais são “competência soberana” de cada Estado-membro.

“O Governo português não conhece nenhuma proposta da Alemanha”
para a constitucionalização de um limite para os défices e dívidas públicas de cada Estado-membro, respondeu Pedro Silva Pereira no final do Conselho de Ministros.

Segundo Pedro Silva Pereira, nesta matéria, “o Governo apenas conhece uma notícia do Diário de Notícias que faz referência a uma proposta da Alemanha”.

“Diz-se que ela está em cima da mesa, mas a verdade é que, tanto quanto sabemos, não foi colocada em cima da mesa em momento algum”,
reagiu ainda o ministro da Presidência.

A este propósito, o ministro da Presidência optou por salientar que “a elaboração da Constituição dos Estados-membros da União Europeia é uma competência soberana dos Estados-membros”.

Para Pedro Silva Pereira, no âmbito da União Europeia, “não há qualquer proposta em cima da mesa para votação a propósito das disposições constitucionais dos Estados-membros”.

Já em relação a uma eventual flexibilização das regras de gestão do fundo financeiro de estabilização da União Europeia, o titular da pasta da Presidência referiu que Portugal “já se manifestou a favor”.

“Pensamos que é a forma de a Europa se munir de instrumentos reforçados para a defesa do euro, em particular contra os ataques especulativos que se verificam nos mercados de dívida soberana. O Governo tem uma postura de princípio favorável a essa flexibilização das regras de gestão do fundo”,
declarou Pedro Silva Pereira.

O ministro da Presidência adiantou depois que, pela parte do executivo de Lisboa, há “a firme disposição de contribuir (como tem feito até aqui) com a sua parte, tendo uma gestão orçamental responsável, que permita a redução do défice, alcançando metas muito ambiciosas”.

“Foi o que fizemos já em 2010 e será aquilo que Portugal continuará a fazer em 2011 no cumprimento do Programa de Estabilidade e Crescimento”,
acrescentou.

PMF /Lusa

Juros/Dívida: Sucesso do leilão é "sinal positivo para o país", diz Ministro da Economia

Lisboa, 03 fev (Lusa)

O ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou hoje que o leilão da dívida pública portuguesa realizado ontem foi um sucesso e “é um sinal positivo para o país”, que demonstra a determinação do Governo em obter resultados.

Portugal colocou quarta-feira 1.255 milhões de euros num leilão de duas linhas de Bilhetes do Tesouro, pagando juros mais baixos nas duas maturidades, a seis e doze meses, com a procura mais forte no prazo mais curto e com uma forte procura externa.

“Nos últimos tempos temos assistido com muita intensidade a muitos responsáveis de setores chave da nossa economia, como o setor financeiro, a valorizarem aquilo que é o esforço que Portugal está a fazer para resolver os problemas do financiamento externo da nossa economia”, disse Viera da Silva esta manhã após um pequeno almoço com jornalistas, no Ministério da Economia.

Segundo o governante, o sucesso de mais um leilão – o terceiro de Bilhetes do Tesouro desde o início do ano - “é um sinal positivo para o país”, cujos dados “vêm reforçar a ideia de que Portugal pode resolver os seus problemas”.

Destacando que “tem sido um caminho claramente de afirmação da determinação do Governo, não apenas em palavras, mas concretizado em resultados”, o ministro reiterou que “com estes resultados Portugal está a reduzir riscos, a melhorar o financiamento das empresas e das famílias”.

De acordo com os dados do Instituto da Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), disponibilizados pela Bloomberg, Portugal colocou 800 milhões de euros na linha de BT com maturidade a doze meses, com uma taxa de juro média de 3.710 por cento, e com a procura a ser 2,6 vezes a oferta.

No caso da linha de BT a seis meses, foram colocados 455 milhões de euros, com uma taxa de juro média de 2,984 por cento, e com a procura a ser mais forte, fixando-se em 4,8 vezes a oferta.

SMS/(NM) /Lusa

domingo, 30 de janeiro de 2011

Davos: Forum Económico termina com otimismo mas com incertezas sobre como superar crise

Davos, Suíça 30 jan (Lusa)

O Fórum Económico Mundial terminou hoje com otimismo mas sob a tónica de que ainda há muito por fazer para superar a pior crise financeira e económica desde a Grande Depressão, que nos últimos três anos ensombrou o encontro.

Os peritos económicos reunidos na localidade suíça de Davos estão de acordo em como as expectativas de crescimento para este ano são positivas, ainda que mantenham um alto grau de incerteza.

A Europa e os Estados Unidos apresentaram diferentes soluções políticas e económicas para não limitar os respetivos crescimentos.

Enquanto a Europa se uniu no objetivo de reduzir o elevado endividamento público, que fez com que os mercados tenham penalizado a dívida soberana dos países periféricos, os Estados Unidos apostam em dar impulso ao crescimento sem reduzir a despesa, sob pena de não poder baixar o défice fiscal.

As economias desenvolvidas continuam a observar com alguma inveja o crescimento dos gigantes asiáticos China e Índia, dos quais dependem para a sua recuperação a longo prazo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, utilizaram as suas intervenções para defender o euro.

Este ano regressaram à estância de esqui de Davos administradores executivos e presidentes de grandes bancos internacionais, após dois anos de ausência em que quiseram passar despercebidos por terem sido resgatados da pior crise financeira desde 1930, que rebentou em agosto de 2007 e se intensificou em setembro de 2008, com a falência da Lehman Brothers.

Por efeito dominó, muitos bancos tiveram de ser resgatados ou nacionalizados parcial ou totalmente: o Fannie Mae, nos Estados Unidos, o Hypo Real Estate e o Commerzbank, na Alemanha, e o Royal Bank of Scotland, no Reino Unido.

Em Davos estiveram este ano os presidentes do JP Morgan, Jamie Dimon, do suíço UBS, Oswald Grübel, e do Citigroup, Vikram Pandit, mas não os homólogos da Goldman Sachs e do Morgan Stanley.

O administrador delegado do britânico Barclays, Bob Diamond, agradeceu ao G20, presidido este ano pela França, que se tenha unido para melhorar a regulação do setor bancário.

Em resposta, a ministra da Economia e Finanças francesa, Christine Lagarde, respondeu que a melhor forma de os bancos agradecerem seria através de "um bom financiamento (concessão de créditos a empresas e famílias) e remunerações sensetas (para os banqueiros)".

Merkel acrescentou que é necessária mais regulação na área financeira internacional e criticou que não exista ainda uma resposta coordenada à possível falência de um banco de grande importância para o conjunto do sistema financeiro
. Também criticou que ainda não exista forma de evitar que no final que pague seja o contribuinte.

O presidente do JP Morgan pediu a Sarkozy que evite, durante a presidência francesa do G20, introduzir uma regulação excessiva sobre os bancos.

Sarkozy respondeu que os bancos fizeram coisas que "vão contra o senso comum", pelo que não deveriam opor-se a um aumento da regulação, que classificou como "necessário".

NVI/Lusa