quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dilma, o respeito pela verdade e a humilhação dos representantes da ditadura e torturadores

Amanhã, Dilma e demais ex-chefes de Estado vivos do Brasil vão dar posse à "Comissão de Verdade" constituída por sete brasileiros,vários dos quais juristas, uma psicanalista e a ex-advogada de Dilma.Tudo gente com provas dadas nas áreas dos direitos humanos. A Comissão da Verdade, visa cumprir a descoberta dos crimes da ditadura. Nas palavras de um seus membros, Sérgio Pinheiro,ex-secretário de Direitos Humanos:"Há 40 anos que estamos esperando para saber o que aconteceu durante o regime militar.A Presidente Dilma prometeu todo o apoio e a comissão terá de se organizar para ter pronto o relatório em Maio/Junho de 2014".
Eis a tarefa,saber que crimes foram cometidos no nos longos anos da ditadura brasileira.E não será pequena!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Merkel e Hollande querem Grécia na zona euro

A chanceler alemã e o Presidente francês garantem que vão trabalhar juntos para o crescimento económico e que querem a Grécia na zona euro.
O compromisso foi assumido esta terça-feira no final da primeira reunião de trabalho entre os dois líderes, escassas horas depois da tomada de posse de Hollande enquanto presidente da República francesa, a que se seguiu um jantar.
Angela Merkel e François Hollande garantiram que querem trabalhar juntos e mesmo apresentar ideias comuns aos parceiros europeus para o relançamento do crescimento económico na Europa.
Os dois líderes, que não se conheciam, sublinharam a importância de se entenderem, apesar das diferenças, "para o bem da Europa". O responsável francês frisou que quer uma relação "equilibrada e respeitadora" das diferentes sensibilidades políticas mas igualmente "respeitadora dos parceiros europeus e das instituições comunitárias".
Afirmaram que encontraram pontos comuns nas respectivas abordagens sobre o relançamento do crescimento económico, uma das grandes prioridades da campanha eleitoral de Hollande. Segundo o presidente francês, "o método" acordado no encontro de hoje passa por "colocar todas as ideias e todas as propostas na mesa" e só então decidir sobre os "instrumentos jurídicos" para lhes dar corpo. As ideias que enumerou incluíram a emissão de euro-obrigações.
Merkel e Hollande garantiram, ainda, que querem que a Grécia permaneça no euro, afirmando que respeitam a vontade do país de realizar novas eleições. Ambos disseram, igualmente, que estão disponíveis para promover medidas para ajudar a estimular a actividade económica na Grécia para minorar o "sofrimento" dos gregos, segundo a expressão de Hollande. 
Estas declarações foram no dia em que se soube que haverá novas eleições na Grécia depois de terem fracassado todas as negociações para formar Governo.

15.05.2012 - 21:39 Por:Público, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

Hollande recebido em Berlim por Angela Merkel

Após uma viagem atribulada, em que teve de regressar a Paris depois de o avião em que seguia ter sido atingido por um raio, o Presidente francês François Hollande foi recebido ao final da tarde pela chanceler alemã Angela Merkel em Berlim.
Esta primeira deslocação ao estrangeiro ocorre no próprio dia da tomada de posse, uma urgência motivada pela crise europeia. Merkel tem sido a principal defensora das medidas de austeridade aplicadas a vários países, Hollande pediu durante a campanha que a tónica das políticas europeias fosse também colocada na questão do desenvolvimento. 
O primeiro avião de Hollande com destino a Berlim acabou por regressar a Paris por questões de segurança, depois de ter sido atingido por um raio, mas a viagem foi retomada pouco depois, com outro aparelho.
Hollande foi recebido com honras militares, como estabelece o protocolo, e por muitos fotógrafos que quiseram registar este encontro que suscita um forte interesse nos vários países da zona euro.
O Presidente francês e a chanceler alemã têm na agenda um jantar e uma conferência de imprensa conjunta. Este encontro não se destinará a “tomar decisões” mas sim a “estabelecer contacto”, como defenderam nesta semana responsáveis do Governo alemão. Na tomada de posse, Hollande defendeu que pretende “abrir uma nova via para a Europa” e pediu “um novo pacto que alie a redução necessária da dívida pública ao indispensável estímulo da economia”.
Ainda durante a campanha, Hollande disse que pretende reabrir as negociações do tratado europeu adoptado em Março por 25 dos 27 países da União Europeia, para lhe adicionar medidas que promovam o crescimento.

15.05.2012 -19:30 Por:AFP,Público

Novas eleições na Grécia após falhanço das negociações

A Grécia vai ter novas eleições legislativas, depois de terem falhado todas as negociações para formar um Governo de coligação, anunciou o líder dos socialistas do Pasok, Evangelos Venizelos.
Venizelos, cujo partido ficou em terceiro lugar nas legislativas de 6 de Maio, foi o terceiro líder político mandatado pelo Presidente Carolos Papoulias para formar Governo, depois de Antonis Samaras da Nova Democracia (direita) e Alexis Tsipras, da Syriza – Coligação de Esquerda Radical.
“Vamos ter novas eleições daqui a alguns dias”, adiantou Venizelos, que confirmou o falhanço das negociações para formar governo. Num comunicado da presidência foi referido que “os esforços para a formação de um governo terminaram sem sucesso”.
Amanhã, às 13h, haverá uma reunião entre responsáveis partidários para decidir quem assume a governação até ao próximo sufrágio.
Este fracasso das negociações ocorre nove dias após as eleições cujo resultado não permitiu alcançar uma maioria. Os partidos não chegaram a acordo após três tentativas de negociações, com a Nova Democracia e o Pasok a defenderem o cumprimento do acordo estabelecido com a União Europeia e o FMI e a Syriza, segunda mais votada, a opor-se às medidas de austeridade impostas pela troika.
A hipótese de novas eleições, e até da saída do euro, foi avançada por diversos analistas após as eleições. O encontro de hoje foi a última oportunidade para chegar a um entendimento, que desta vez já visava a criação de um “governo de personalidades”. Nesta quarta-feira, o objectivo será a formação de um governo que se encarregue da gestão corrente no país até às próximas eleições.(Ler mais)
15.05.2012- Por:Público,Paulo Miguel Madeira, Isabel Gorjão Santos

Audição no Parlamento: Relvas admite ter recebido relatórios e propostas de nomes para as secretas


Na 1.ª comissão parlamentar, Miguel Relvas disse não ter “pedido nenhum estudo de reestruturação” das secretas a Silva Carvalho. Mas admitiu ter recebido SMS e emails do ex-director do SIED.
Ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, nesta terça-feira de manhã, na Assembleia da República, o ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou não ter “pedido nenhum estudo de reestruturação” dos serviços de informação feito por Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). 
Porém, o governante assumiu ter recebido um “clipping de informação”, recolhido “em fonte aberta” (“era mal feito e tinha muita informação”, referiu), e admitiu que Silva Carvalho lhe enviou SMS com nomes de funcionários que deveriam ser promovidos a dirigentes. Não esclareceu, porém, se comunicou ou não ao primeiro-ministro – que tutela os serviços – a informação que recebeu de Silva Carvalho com nomes concretos para um novo organigrama das secretas. 
Miguel Relvas não respondeu à questão, lançada pelos deputados do BE Cecilia Honório e do PCP António, Filipe, sobre se nunca se questionou em que estatuto Silva Carvalho lhe enviava clippings diários de imprensa e SMS e se sabia que as informações recolhidas ilegalmente no SIED eram depois remetidas, também ilicitamente, para Silva Carvalho, então já na Ongoing. Esta situação acabou com a exoneração na passada semana do director geral adjunto do SIED, João Bicho, que enviou a Silva Carvalho, pelo menos até Outubro do ano passado, relatórios diários com notícias nacionais e internacionais. (ler mais)
15.05.2012-Por:Público/Maria José Oliveira

França: Hollande pede repartição do esforço no primeiro discurso como Presidente

O novo Presidente francês, François Hollande, quer pacificar a França e reuni-la em torno de valores comuns, com destaque para a justiça. E a justiça, destacou o homem eleito a 6 de Maio pelos franceses, "está na repartição de esforços". Hollande tomou posse nesta terça-feira, no Palácio do Eliseu, em Paris.
"Não pode haver sacrifícios sempre para os mesmos. Este vai ser o sentido das reformas do Governo", prometeu Hollande, depois da transmissão de poderes ter sido concretizada e Hollande render Nicolas Sarkozy no cargo.
"Somos uma grande nação. Ao longo da história, a França ultrapassou os desafios que foi enfrentando. O povo venceu ao manter-se fiel a si próprio", declarou Hollande, acrescentando: "O meu mandato é o de trazer justiça para a França, abrir uma nova via na Europa, contribuir para a paz mundial e preservar o planeta."(ler mais)
15.05.2012-Por:Público/ Victor Ferreira

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passos desconhece que Relvas tenha "estreitas ligações políticas" a Silva Carvalho

Na véspera da audição de Miguel Relvas no Parlamento, Passos respondeu por escrito às questões do BE e do PCP sobre as secretas. Afirma que o ministro “negou” ter "estreitas ligações políticas" com Silva Carvalho.
O primeiro-ministro enviou esta tarde para o PCP e para o BE as respostas às perguntas remetidas pelos dois partidos no âmbito dos resultados do despacho de acusação do Ministério Público relativo às secretas.
Passos Coelho insiste que “não recebeu nem solicitou qualquer plano de reestruturação” dos serviços de informação realizado por Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). 
Na resposta enviada ao PCP, o primeiro-ministro nega ainda ter convidado Silva Carvalho para assumir as funções de secretário-geral das secretas e diz “não ter conhecimento” de qualquer ligação política de Miguel Relvas a Silva Carvalho, antes e depois de este abandonar o SIED. 
Ao PÚBLICO e ao jornal i, Miguel Relvas não negou conhecer o antigo chefe do SIED e também não desmentiu ter recebido o projecto de reforma das secretas, depois das legislativas de 2011, nem a síntese diária de notícias nacionais e internacionais.
Relvas explicou não ter “ideia” de ter recebido o projecto de Silva Carvalho, recordando, porém, que “disso não resultou qualquer interacção”. E acrescentou apenas que Silva Carvalho “não colaborou com o PSD”. (ler mais)
Hoje,Público,MJOliveira

Hollande despede-se do Partido Socialista e pede maioria

Na véspera de tomar posse como Chefe de Estado de França, François Hollande reuniu-se esta segunda-feira com a sua formação, o Partido Socialista, e pediu uma maioria «ampla, sólida e leal» nas legislativas de Junho, que o ajude a realizar o projecto de governo com o qual ganhou as presidenciais de 6 de Maio.
No seu discurso diante da comissão do Partido Socialista francês, Hollande solicitou «um voto de coerência» nas eleições de Junho, não só para apoiar o Governo, mas também para tornar possível a tomada de medidas. «Para ganhar umas eleições há diversas condições. A primeira é a unidade», disse o presidente eleito, que amanhã sucederá o conservador Nicolas Sarkozy à frente do país.
Na reunião, o político ainda disse que aquela era a última vez que falava diante do conselho nacional, pelo menos nos próximos cinco anos, período do mandato como presidente da França. Hollande aproveitou a ocasião para agradecer o partido pelo aprendizagem nos sucessos e fracassos.
Após tomar posse, Hollande anunciará o nome do novo primeiro-ministro. Até agora, o chefe dos deputados socialistas, Jean-Marc Ayrault ou a primeira secretária do agrupamento, Martine Aubry, aparecem como os favoritos para serem nomeados para o cargo.
O encontro, o primeiro desde o início de Maio quando Hollande venceu as presidenciais, marca o lançamento da campanha para as novas eleições, nos quais a sua ex-mulher, a ex-candidata socialista à presidência francesa, Ségolène, Royal, solicitou o apoio para poder passar «das palavras aos actos».
Hoje,Diário Digital

Função pública: Frente Comum diz que podem ser dispensados mais de 140 mil

A Frente Comum de sindicatos da Administração Pública afirmou hoje que é impossível chegar a acordo com o Governo terça-feira porque a proposta do Executivo tem consequências muito graves, nomeadamente a dispensa de mais de 140 mil trabalhadores.
«Isto não é negociação e para nós é impensável qualquer acordo porque não temos condições para assumir um compromisso com o Governo com base em qualquer documento que venha a ser aprovado amanhã [terça-feira]», disse a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, em conferência de imprensa.
A sindicalista considerou que o último documento que o Governo enviou aos sindicatos com as propostas de alteração à legislação laboral da função pública tem consequências «muito graves para os trabalhadores».
Diário Digital / Lusa-hoje

Eurogrupo volta a discutir hoje a Grécia em clima de tensão


A situação de impasse político na Grécia irá dominar a reunião de hoje de ministros das Finanças da zona euro, que voltam a encontrar-se em Bruxelas num clima de tensão e muitas interrogações, após um período de ligeira acalmia.
Num momento politicamente conturbado na Europa, após as eleições em França e na Grécia, a demissão do governo holandês e uma situação de grande incerteza em Espanha quando à capacidade do país de honrar os seus objetivos orçamentais, a reunião do Eurogrupo (fórum dos 17 países do espaço monetário único) será «fundamentalmente de teor político», indicou um responsável europeu.
A acalmia que aparentemente se tinha instalado no seio do Eurogrupo após o acordo em torno do segundo programa de assistência financeira à Grécia não durou muito, voltando a falar-se insistentemente na hipótese de o país abandonar a zona euro, em virtude do impasse criado pelo desfecho das eleições legislativas de 06 de maio, que ditaram a subida de partidos que se opõem aos memorandos com a «troika» e extremas dificuldades para a formação de um governo de coligação.
Diário Digital / Lusa-hoje