sábado, 21 de abril de 2012

Franz Schubert, "Fantasia" em 4 mãos,opus 103


Olga Papikian/ Vladimir Genin
Um excelente Concerto de Piano no âmbito das Comemorações do 25 de Abril, no Auditório José Vareda, na Marinha Grande. Chopin, abrindo com "Revolucionário" com execução perfeita de Pedro Cruz. A que se seguiu Luís Batalha, em execução preciosa de "Polichinelo" de Rachmaninoff. A quatro mãos, ambos os pianistas, Luís Batalha e Pedro Cruz, com a força e o rigor técnico que as peças exigiam brindaram, também, a um público muito atento e caloroso, com excertos das peças "Sonata" nº1(Alegro e Andante) de Mozart e "Fantasia", opus 103 de Franz Schubert.

É deste último compositor o excerto que aqui se coloca em vídeo, cuja execução pertence a Papikian/Genin. Durante o concerto foram projectados slides ilustrativos do 25 de Abril e da guerra colonial, do trabalho dos operários da Marinha Grande, nas diversas áreas de indústria e uma excelente seleção de aspectos do património construído na cidade vidreira.Tratou-se de uma noite cultural, no caso, preenchida exclusivamente com piano e que grangeou a participação interessada de centenas de pessoas, com importante presença de jovens. O Sport Operário Marinhense, entidade organizadora, teve um excelente ganho de causa e abriu do melhor modo os eventos culturais integrados no 25de Abril.Congratulações aos exímios pianistas, ambos exercendo na região centro e que têm vindo a ser muito solicitados para Programas de idêntico teor.


OC

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Portugal prepara um segundo resgate

por:dn.pt/Lusa-Hoje
O antigo secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, alertou hoje que estará a ser preparado um segundo resgate a Portugal, na sequência de declarações recentes do primeiro-ministro, que levará a mais austeridade.
"Se olharmos para o conteúdo de uma entrevista do primeiro-ministro e várias coisas que vieram a público do Fundo Monetário Internacional, nós podemos dizer que perigosamente está na calha um segundo resgate, isto é, mais austeridade e recessão sobre uma sociedade fortemente empobrecida, mais insegura, com uma economia aceleradamente fragilizada", afirmou Carvalho da Silva durante a sua intervenção na Conferência Internacional de Turismo, organizada pela Universidade Católica Portuguesa, que hoje decorre em Braga.
Na terça-feira, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho assinou um artigo de opinião no diário britânico Financial Times intitulado "Portugal otimista mantém-se num caminho de reformas pragmático", no qual explicou que é preciso contar com "o compromisso dos parceiros internacionais para dar um apoio adicional caso surjam circunstâncias fora do controlo que obstruam o retorno ao mercado de financiamento".
O primeiro-ministro já tinha admitido a hipótese de ser precisa mais ajuda internacional no início do mês, quando, em entrevista ao jornal alemão Die Welt, afirmou que Portugal poderia não conseguir regressar aos mercados no próximo ano.
Carvalho da Silva lembrou, ainda, que o Fundo Monetário Internacional, esta semana, foi além de declarações recentes e "reconheceu que austeridade em recessão, quando implementada de forma coordenada em muitos países, tem como efeito inevitável o aprofundamento da recessão".

À reflexão da Ministra da Justiça...

(via ML)

Ministra da Justiça não garante regresso dos subsídios de férias e Natal em 2015

20.04.2012 -Por:Público
A suspensão dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e reformados pode ir além de 2014, segundo a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.
A ministra admitiu, em declarações à rádio Antena 1, que em caso de agravamento da crise europeia pode não haver margem para repor os subsídios dos funcionários públicos nos moldes em que o primeiro-ministro anunciou recentemente: a partir de 2015, e gradualmente.
Os subsídios só serão repostos “se houver espaço”, o que no entender da ministra impõe que “a situação europeia não se agrave”, segundo disse numa entrevista Antena 1 que será transmitida nesta sexta-feira de manhã, e da qual a rádio pública está a divulgar já esta informação nos noticiários da manhã.
No seu entender, a Constituição não está suspensa e o problema é a falta de dinheiro. E assegura que os direitos fundamentais estão garantidos. (Ler mais)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

França/Eleições,Hollande apela ao voto e alerta que "jogo não acabou"

por:dn.pt/Lusa-Hoje
O candidato socialista às presidenciais francesas, François Hollande, exortou hoje os eleitores a votarem no domingo na primeira volta das eleições, alertando que "o jogo não acabou", apesar de sondagens o colocarem à frente do presidente cessante Nicolas Sarkozy.
Com as sondagens a indicarem a existência de um grande número de indecisos e muitos a preverem abster-se, Hollande disse numa entrevista à agência France Presse que os eleitores que querem afastar Sarkozy devem apoiar o candidato socialista na primeira volta.
"É nas próximas horas que muitos em França farão a sua escolha. Vejo que ainda existe alguma hesitação quanto a ir votar ou não. A minha posição é clara: convencer os eleitores até ao final que a primeira volta transporta a segunda", afirmou Hollande.
Hollande, de 57 anos, prometeu uma mudança no estilo presidencial se for eleito, com "uma presidência modesta para quem a exerce e ambiciosa para o país".
Prometeu também dar conta da sua política "a cada seis meses" e disse ver como um elogio a qualificação de "anti-herói" que lhe fez o diário espanhol El Pais.
Face à concorrência à sua esquerda de Jean-Luc Mélenchon, antigo ministro socialista que se aliou aos comunistas, François Hollande advertiu que "não haverá negociações entre partidos no período entre as duas voltas" e que se ganhar é o seu projeto "que será aplicado e não outro".
"Sou socialista. Devo juntar a esquerda. E dirigir-me aos franceses que querem a mudança. Já o disse, não haverão negociações. É com o projeto que me apresento na primeira volta que irei perante os franceses na segunda", disse ainda.

Soares diz que Passos está a fazer um “péssimo trabalho”

19.04.2012-Por:Público/Nuno Sá Lourenço
O antigo Presidente da República e fundador do Partido Socialista (PS), Mário Soares, classificou nesta quinta-feira o trabalho do actual primeiro-ministro como “péssimo”, numa intervenção durante o almoço que assinalou o 39.º aniversário do partido.
"Elogiei Pedro Passos Coelho sempre do ponto de vista moral e tenho simpatia por ele. Agora, acho que ele está a fazer um péssimo trabalho e também acho que o Governo não está a funcionar."
O ex-secretário-geral do PS insistiu nas críticas ao Governo mesmo antes do almoço, depois de o actual líder socialista, António José Seguro, ter assumido a “responsabilidade de manter os valores e o ideário” do partido fundado em 1973. Citou o caso do Serviço Nacional de Saúde, que considerou estar a ser “destruído sistematicamente”: “Temos de ter uma posição muito firme”, afirmou Soares.
António José Seguro anunciou ainda ter convidado o antigo Presidente da República para presidir, em 2013, às comemorações do 40.º aniversário da fundação do PS, num discurso em que definiu como prioridade o combate às injustiças.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O destempero de um governo que perdeu o tino…!

Há semanas, como esta última, que prenunciam os curtos meses que se avizinham até que os incensados governantes desfaleçam de vergonha ou de inanição mentirosa. O governo presidido por Passos Coelho tem-se esgotado em fazer passar uma mensagem capaz de fingir que, por norma, sempre abordaria a realidade dos factos sob a regra de uma composta e presumida verdade. Fê-lo tendo em vista a contraposição com o anterior governo e fazendo-lhe subjazer a tese de que a “barganha” e os vilipêndios organizados em torno do seu antecessor lhe proporcionariam o bode expiatório capaz de tapar com véus pretos os disparates e o desconchavo que a actual gestão governamental tem vindo a proporcionar.
Tudo se explica com os famosos lapsos a propósito dos cortes dos subsídios de Natal e férias de funcionários públicos e pensionistas que, propagandeados como sendo restritos aos anos de 2012/2013, na boca do 1ºministro e de vários membros do governo, e que, agora, tal como coelho tirado da cartola já só são parcialmente admitidos em 2015, ou será 2016, ou nunca mais…?!? A que a tudo acrescem os desmesurados aumentos do número de desempregados e as concomitantes reduções das contribuições para a Segurança Social, sem falar da política de inaudita austeridade que do IVA ao IMT e aos aumentos dos transportes, dos combustíveis e energia têm vindo a causar a mais profunda das depressões que a nossa economia alguma vez possa ter passado.
E, obviamente, em atitude de claro descoco e desnorte, tal governo, em matéria de imposição de ditames relativos a reformas antecipadas, optou por seguir procedimentos legislativos secretos, usando precedentes que desrespeitam a lei e os fundamentos da estrutura constitucional. Um verdadeiro disparate cuja promulgação deixa muito que pensar em sede de poderes presidenciais, sobretudo porque se finge não atentar que inúmeros cidadãos que optaram por solicitar a antecipação da sua reforma não tiveram outro remédio, já que só o fizeram por terem sido atingidos pelo desemprego.
Ou seja, a equipa aventureira capitaneada por Passos Coelho e flanqueada por Relvas e Gaspar, já que Portas finge estar acoitado atrás das moitas, e Álvaro está em estado de desnutrição governamental, ainda não terá entendido, com a meridiana clareza que os assuntos de estado deviam requerer, que nas últimas semanas o bote que tripulam começa a meter água por tudo que são buracos e trapalhadas. Claro, a ideia de se portarem como alunos bem comportados e os primeiros a disponibilizarem-se para a ratificação do Tratado Orçamental, também em nada gratifica ou sequer ajuda, já que, passar para além da “troika” ou do Memorando de Entendimento em nada tem contribuído para evitar o nosso empobrecimento, ou atenuado a continuada recessão e a depressão económica dos nossos compatriotas.
Certo é que, muitos dos portugueses que sustentaram eleitoralmente a maioria PSD/CDS jamais perdoarão a este governo tudo o que vêm sentindo na pele, o mesmo é dizer, os aumentos de impostos, o corte de rendimentos, a incessante política de austeridade, o desemprego, a redução do apoio do estado, os novos caminhos tendentes ao plafonamento da segurança social, os virulentos ataques ao serviço nacional de saúde e as intenções inigualitárias em matéria de educação.
Em suma, Passos Coelho pode estar a caminhar à orla do precipício, pode não sobreviver aos desplantes e desconchavos em que tem sido fértil, especialmente porque tem vindo a percorrer um caminho na margem da violação dos princípios estruturantes do estado português, e isso paga-se!


Osvaldo Castro

Antero de Quental, Poeta e Polemista, nasceu neste dia há 170 anos

por: Columbano Bordallo Pinheiro (pintura em tela)

A um poeta

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

Antero de Quental

Em artigo do jornal "Financial Times",PM diz que não há garantias de regresso ao mercado

18-04-2012,dn.pt
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reconhece num artigo publicado hoje no jornal "Financial Times" que não existem garantias que Portugal cumpra os seus compromissos para regressar aos mercados antes de setembro de 2013.
Passos Coelho diz estar otimista quanto a capacidade de Portugal de cumprir com as suas obrigações, mas pediu realismo e pragmatismo uma vez que factores exteriores ao governo podem desempenhar um papel importante.
"É importante dizer qualquer coisa que soe controversa, mas que não é controversa de modo algum - numa época de incerteza não existem garantias", avançou.
O primeiro-ministro descreveu o compromisso de Portugal para cumprir os termos do programa de ajustamento económico e financeiro e descartou a sugestão de um segundo resgate ou reestruturação da dívida se as reformas do governo correrem como previsto.
"Estou confiante o plano de reformas que temos em marcha e a nossa capacidade de regressar aos mercados a tempo se o levarmos a cabo", afirmou.
Admitiu, no entanto, que Portugal poderia pedir mais apoio se factores externos ao país se concretizassem. "É por isso que aceitamos ter de depender no compromisso com os nossos parceiros internacionais para para estender o apoio se circunstâncias fora do nosso controlo obstruírem o nosso regresso aos mercados financeiros".
De acordo com a Reuters, citando o "Financial Times", Passos Coelho conclui dizendo que não existem garantias. "Não podemos legislar eventos fora do nosso controlo. Mas estou convencido que vamos conseguir restaurar a prosperidade em Portugal".

terça-feira, 17 de abril de 2012

Governo tem de esclarecer sustentabilidade do sistema,diz Marcelo

por:dn.pt/Lusa-Hoje
O comentador Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje que o Governo tem de esclarecer a situação e o prazo de sustentabilidade da Segurança Social, escusando-se a comentar, para já, a intenção do executivo de avançar para o plafonamento.
"O Governo tem que esclarecer - e certamente irá esclarecer os portugueses acerca da situação da segurança social, os problemas que existem, os problemas que existem hoje, problemas que existem a curto prazo e problemas que existem a médio e longo prazo", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
O ex-presidente social-democrata e comentador político falava à Lusa à margem de um encontro subordinado ao tema "A família e o direito", a decorrer hoje na Aula Magna, em Lisboa, e que assinala os 30 anos da exortação apostólica da "Familiaris Consortio".
Para Marcelo Rebelo de Sousa, o executivo tem ainda de informar sobre se está garantida a Segurança Social e por quanto tempo ou se para garantir a Segurança Social é necessário mudar para um sistema misto. (Ler mais)