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domingo, 14 de outubro de 2012

Relvas e Passos agiram em simultâneo para angariar contratos para a Tecnoforma

Registos da Ordem dos Arquitectos, testemunhos dos seus antigos dirigentes e sobretudo declarações de Relvas e de Passos – as do primeiro de 2004 e as do segundo de há dois meses – mostram que ambos trabalharam em simultâneo com o mesmo objectivo.
Helena Roseta afirmou em Junho, na televisão, que Miguel Relvas tentou convencer a Ordem dos Arquitectos (OA), de que ela era presidente, a candidatar-se, entre 2003 e 2004, a um projecto de formação profissional para arquitectos que trabalhassem nas câmaras municipais. 
Relvas era então secretário de Estado da Administração Local e responsável pelo Foral, um programa financiado por fundos europeus e destinado a requalificar o pessoal das autarquias. E terá posto uma condição à Ordem: para o seu projecto ser aprovado teria de subcontratar a sua execução a uma empresa ligada a Passos Coelho. Esta parte da história é conhecida, tal como o facto de Roseta ter afirmado que não tinha nenhuma informação que lhe permitisse dizer que Passos Coelho estava ao corrente das diligências do seu amigo Relvas em favor da empresa.
O trabalho que o PÚBLICO publica neste domingo na sua edição impressa e para assinantes, na sequência de outros dois que publicou na semana passada sobre a Tecnoforma, a empresa de que Passos Coelho era consultor e depois foi gestor, mostra que, afinal, Passos tentou vender àquela entidade um projecto de formação profissional com contornos muito próximos daquele que Relvas propusera a Roseta.(LER AQUI)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Caso da licenciatura de Relvas: Diretores da Lusófona põem lugares à disposição


Os diretores da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da Universidade Lusófona colocaram o lugar à disposição, na sequência do chamado 'caso Relvas'.
Segundo a SIC, que avança com a notícia, esta decisão surgiu após uma reunião, hoje, segunda-feira, em que estiveram presentes a direção da faculdade, alguns professores, o reitor, Mário Moutinho, e o administrador Manuel Damásio.
Os professores Ângela Montalvão Machado, Pereira Marques e Medeiros Ferreira que compõem a direção, sendo que este último não esteve presente na referida reunião, segundo a mesma fonte.
Este encontro terminou sem qualquer conclusão efetiva, com o reitor a afirmar que a questão terá de ser ponderada.
Ontem-por:dn.pt/ Ricardo Simões Ferreira

domingo, 22 de julho de 2012

Relvas é um "problema de reputação" para o Governo,diz Pires de Lima

O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP disse, em entrevista à SIC Notícias, esperar que o caso Relvas seja "passageiros", mas que está a afetar a "reputação do Governo". Pires de Lima referiu ainda que falta coordenação política ao Executivo de Passos Coelho e sugere um aumento do número de ministérios.
"O dr. Miguel Relvas representa neste momento um problema de reputação para o próprio Governo. Tem a sua reputação afetada, como por vezes acontece com as empresas. Espero que isto seja passageiro, espero que o dr. Miguel Relvas, até porque é um elemento muito importante do Governo e representa em muitas matérias um lado reformista do Governo, espero que ele consiga recuperar", afirmou Pires de Lima.
Caso a polémica em torno de Relvas continue a arrastar-se, o centrista aconselha Passos Coelho a tomar medidas. "Se esta nuvem não for uma nuvem passageira, como dizia uma velha canção de uma telenovela, acho que o primeiro-ministro não pode permitir que este caso de reputação acabe por contaminar o próprio Governo e, acima de tudo, a reputação do primeiro-ministro".
Fazendo uma análise ao trabalho do Executivo, Pires de Lima refere que há um problema de capacidade e coordenação política. "Mais do que as pessoas e dos nomes, entendo que todos eles merecem continuar, e era bom que continuassem no Governo nos próximos anos, acho que a orgânica do Governo poderia ser melhorada. Acho que falta uma capacidade política e de coordenação política no Governo, acho que o dr. Miguel Relvas, independentemente dos problemas que agora tem, tem uma pasta gigantesca".
E, segundo o gestor, a solução poderá passar por uma remodelação da orgânica do Governo. "Independentemente das pessoas estarem a fazer um excelente trabalho, ou um bom trabalho, ou um adequado trabalho - essa avaliação tem que ser feita pelo primeiro-ministro - valia a pena colher as lições ao longo deste último ano e três meses. Eu também não sou obsessivo relativamente a esta ideia de ter um Governo com apenas onze ministros. Se se provar que é preferível para o país o Governo ter 13 ou 14 ministérios, essa correção quanto mais cedo se fizer, melhor para todos".
Hoje-dn.pt.por:Ana Meireles

domingo, 15 de julho de 2012

Caso Relvas: Marcelo diz que Passos Coelho precisa de um ministro “a sério”


 Marcelo Rebelo de Sousa diz que o caso da licenciatura de Miguel Relvas está a desgastar cada vez mais o Governo e que há dois nomes no PSD que poderiam ocupar o cargo de ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares: Nuno Morais Sarmento ou Luís Marques Mendes.No comentário semanal de domingo na TVI, o antigo líder social-democrata notou que o problema de Relvas já “não é nem sequer o parecer” da Universidade Lusófona onde se fundamenta a decisão de atribuir as equivalências, mas o “ruído” que se gerou à volta do caso, com várias vozes da direita a pedirem a demissão do ministro.“Não há ministro da Presidência no Governo e Passos Coelho precisa de um”, enfatizou, para depois acrescentar que o primeiro-ministro deve “encontrar um a sério”.
Apesar de considerar que o Governo “tem um buraco” no cargo ocupado por Miguel Relvas, Marcelo diz que Passos Coelho “vai tentar o mais possível resistir a remodelar o Governo” até às eleições autárquicas de 2013.Marcelo Rebelo de Sousa não referiu directamente se acredita que Miguel Relvas vai sair do executivo, mas insistiu que o caso “é para o Governo um desgaste na sua credibilidade”.Para o comentador político, “quando quer que seja a remodelação”, há dois antigos ministros do PSD que poderiam ocupar as funções que Miguel Relvas desempenha no Governo, como braço-direito de Passos Coelho: Nuno Morais Sarmento, ministro da Presidência dos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, e Luís Marques Mendes, por ter sido ministro-adjunto de Cavaco Silva e ministro dos Assuntos Parlamentares de Barroso.Marcelo disse ainda que há neste momento no PSD um “estado de espírito inquieto e rebelde” em relação ao Governo, que foi notório na reunião do Conselho Nacional do PSD.Ainda sobre o caso Relvas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a fundamentação do parecer que está na origem da atribuição das equivalências a Miguel Relvas é “muito fraca”. “Aquele conjunto de créditos é dado a seco”, referiu.

15.07.2012 - 22:16-Por:Público

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Caso Miguel Relvas: "ERC revelou a sua inutilidade", diz diretora do Público

Deliberação do regulador que dá como não provada pressões ilícitas sobre o Público é um documento "vazio", diz Bárbara Reis, diretora do jornal.
"Com este documento grande mas praticamente vazio, a ERC revelou a sua inutilidade". A frase é de Bárbara Reis, diretora do jornal Público, em reação à deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social que dá como não provadas as pressões do ministro Miguel Relvas ao referido diário. "Em 50 páginas e depois de sete pessoas ouvidas, a ERC não concluiu nada e não conseguiu formar e dar uma opinião sobre o que se passou", insiste.
Bárbara Reis mantém a existência de "uma pressão inaceitável" como"desde o primeiro momento". E prossegue: "[A ERC] não foi capaz sequer de formular um juízo, de emitir uma opinião. Escudou-se na ideia de não ter conseguido provar factos - e de facto não há uma gravação dos telefonemas - para se abster de emitir uma opinião sobre o que se passou".


(Ler Aqui a declaração de voto contra do Vice-Presidente do Conselho Regulador da ERC, Arons de Carvalho)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Relvas omitiu negócios com Silva Carvalho

  
Miguel Relvas não disse toda a verdade quando foi ouvido no Parlamento. Na audição do passado dia 15 de maio, na primeira comissão, o ministro-adjunto de Pedro Passos Coelho foi assertivo: encontrou-se com Jorge Silva Carvalho, mas "sempre em locais públicos" e apenas assume terem conversado sobre "matérias de actualidade e política externa".
Mas Relvas, enquanto administrador da consultora Finertec, reuniu-se, pelo menos duas vezes, com Silva Carvalho para falarem de negócios. Uma das vezes na própria sede da Ongoing, na companhia de Nuno Vasconcellos, chairman da empresa, e de Braz da Silva, presidente da empresa de Relvas.
Os contactos entre as duas empresas resultaram num "memorando de entendimento" para "prospecção de mercado em várias áreas de negócio". Objectivos: Angola e Brasil.
A assinatura deste acordo, que Silva Carvalho e Relvas negociaram pessoalmente, foi feita no dia 21 de junho de 2011, no mesmo dia em que Relvas tomou posse como ministro. Já não era, há um mês, administrador da Finertec.
A suspeitas detetadas nos serviços secretos é o tema central do debate quinzenal com o primeiro-ministro que decorreu na Assembleia da República. Ainda hoje, o ministro Miguel Relvas foi ouvido numa comissão parlamentar.
Miguel Relvas não disse toda a verdade quando foi ouvido no Parlamento. Na audição do passado dia 15 de maio, na primeira comissão, o ministro-adjunto de Pedro Passos Coelho foi assertivo: encontrou-se com Jorge Silva Carvalho, mas "sempre em locais públicos" e apenas assume terem conversado sobre "matérias de actualidade e política externa".Mas Relvas, enquanto administrador da consultora Finertec, reuniu-se, pelo menos duas vezes, com Silva Carvalho para falarem de negócios. Uma das vezes na própria sede da Ongoing, na companhia de Nuno Vasconcellos, chairman da empresa, e de Braz da Silva, presidente da empresa de Relvas.Os contactos entre as duas empresas resultaram num "memorando de entendimento" para "prospecção de mercado em várias áreas de negócio". Objectivos: Angola e Brasil.A assinatura deste acordo, que Silva Carvalho e Relvas negociaram pessoalmente, foi feita no dia 21 de junho de 2011, no mesmo dia em que Relvas tomou posse como ministro. Já não era, há um mês, administrador da Finertec.A suspeitas detetadas nos serviços secretos é o tema central do debate quinzenal com o primeiro-ministro que decorreu na Assembleia da República. Ainda hoje, o ministro Miguel Relvas será ouvido numa comissão parlamentar.

Ontem-Visão online
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Seguro quer esclarecer caso Relvas «doa a quem doer»

O líder do PS, António José Seguro, defendeu hoje, em Estrasburgo, o esclarecimento do caso que envolve o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e o jornal Público.
"A vida política, a vida pública numa democracia tem que ter níveis de transparência a 100 por cento. E por isso, quando há dúvidas sobre o comportamento de membros do Governo, ou de outros políticos, elas devem ser cabalmente esclarecidas. Não pode ficar nenhuma dúvida, doa a quem doer e seja quem for", disse Seguro, num encontro com jornalistas portugueses, em Estrasburgo.
António José Seguro reiterou ainda que "o Partido Socialista exigiu que o ministro responda no Parlamento e é preciso que esses esclarecimentos sejam feitos.
O líder socialista reuniu-se hoje, em Estrasburgo, com o líder do Parlamento Europeu, Martin Schulz, no âmbito de um périplo europeu que o levará, na quarta-feira, a Bruxelas.
Segundo um comunicado conselho de redação do Público divulgado na sexta-feira, o ministro Miguel Relvas ameaçou queixar-se à ERC, promover um "blackout" de todos os ministros a este jornal diário e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.
De acordo com o conselho de redação do Público, "as ameaças foram confirmadas pela editora de Política, que recebera um telefonema de Relvas depois de Maria José Oliveira ter enviado ao ministro questões para uma notícia de 'follow-up'" e "foram reiteradas num segundo contacto telefónico".
O gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, através de um comunicado, considerou essas acusações de "supostas ameaças ou pressões" sobre o Público "totalmente destituídas de fundamento, repudiando-as categoricamente".
A notícia em causa, da autoria de Maria José Oliveira, pretendia evidenciar "as incongruências" das declarações feitas pelo ministro, na terça-feira, no Parlamento, sobre o caso das secretas, mas acabou por não ser publicada.
Através de uma nota, direção do Público justificou a não publicação dessa notícia alegando não existir "matéria publicável" e garantiu ter tomado essa decisão antes de conhecer as ameaças do ministro.
Mais tarde, ainda na sexta-feira, a direção do Público noticiou que Miguel Relvas pedira, nesse dia, desculpa ao jornal, depois de a direção ter feito um protesto por "uma pressão" do governante sobre a jornalista que acompanha o caso das secretas.
Diário Digital com Lusa-hoje-15,45horas