quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril: Milhares desfilaram na Avenida da Liberdade, em Lisboa

Diário Digital-hoje

Milhares de pessoas desfilaram hoje na Avenida da Liberdade em direção ao Rossio, em Lisboa, para celebrar o 25 de abril, uma iniciativa da Associação 25 de Abril, que esteve ausente, pela primeira vez, da sessão solene no Parlamento que comemorou a data. Apesar da chuva, a avenida encheu-se de gente, cravos e cartazes, estes sobretudo em protesto contra a extinção de freguesias.
Entre os participantes está o socialista e ex-candidato a presidente da República Manuel Alegre, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, e o líder da CGTP, Arménio Carlos, para quem «os ideais do 25 de Abril estão a ser esquecidos».
A Juventude Socialista encabeçava a marcha com uma tarja escrita em grego onde se podia ler «somos todos gregos».

25 de Abril, Dia da Liberdade "O dia inicial inteiro e limpo"

(Para o Dinis,agora que já sabe ler)

Conto-te daquela madrugada em que os corações dos portugueses se alvoroçaram.
Nascia “O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio…” como o celebrou Sophia de Mello Breyner num dos seus belos poemas.
Sim, vivíamos num enclausurado silêncio, numa longa noite que se arrastava por mais de 48 anos e que se entrecortava com uma guerra colonial que devastava pela morte, pela mutilação e pela doença vastos milhares de jovens portugueses, mas também muitos milhares de jovens guerrilheiros e simples cidadãos africanos.
Obviamente, Portugal sangrava em África os recursos humanos e financeiros. Por outras palavras, vivíamos num país esmagado pela fome e pela mais pesada miséria.
Claro, não havia liberdade de opinião, nem liberdade de imprensa, nem liberdade de reunião, de manifestação ou de greve.
O regime assentava num partido único e no poder ilimitado da polícia política.
Mas, também te digo, houve sempre muita gente que se empenhou na luta contra a opressão, democratas, operários, camponeses, estudantes, mulheres, enfim, uma grossa corrente de opinião que, por isso, penou nas prisões políticas ou até sucumbiu às balas ou aos maus tratos dos esbirros do fascismo.
A Marinha Grande sabe disso muito bem porque muitos dos seus filhos o sentiram…
Até que um punhado de indómitos e jovens capitães ousou levar de vencida a ditadura e interpretar os mais lídimos sentimentos de um povo, que os saudou e motivou, naquela madrugada de 25 de Abril de 1974.
“Esta é a madrugada que eu esperava…”disse Sophia. Falava por todos os portugueses!

Osvaldo Castro

(excerto adaptado das minhas primeiras palavras na Sessão Solene do 25 de Abril de 2008, na Assembleia da República)

Capitães de Abril, Maria de Medeiros,(excerto)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Não deixem de cantar...o Miguel está a ouvir...!

A Hora da Liberdade...

Centenas de milhar podem ficar sem net em julho

por:dn.pt-Hoje
Piratas informáticos arranjaram maneira de dirigir utilizadores para os seus servidores. Computadores da NASA foram também afetados.
São mais de 300 mil utilizadores de computadores um pouco por todo o mundo que poderão perder o acesso à Internet a partir de 9 de julho, avisa o FBI na sequência da descoberta de mais um esquema de pirataria informática.
O FBI criou uma página (www.dcwg.org) que irá permitir aos utilizadores saberem se os seus computadores foram ou não afetados com um programa chamado DNS Changer, que servia de "porta de entrada" aos vírus informáticos. Esta fraude foi descoberta em novembro e levou à detenção de seis cidadãos da Estónia que utilizavam aquele programa para manipularem a publicidade na Internet e dirigir os utilizadores para servidores sob o seu controlo. Após a descoberta da fraude, o FBI substituiu aqueles servidores por outros, de transição, para evitar que os utilizadores afetados ficassem de imediato sem acesso net.
Será o desligar destes servidores de transição que poderá deixar cerca de 300 mil utilizadores sem ligação net a partir de 9 de julho se, entretanto, os computadores contaminados não tiverem sido limpos dos vírus. Só nos EUA foram afetados mais de 85 mil computadores, entre estes alguns da agência espacial NASA.
O esquema permitiu aos piratas informáticos ganharem 14 milhões de dólares.

"Tanto Mar"...Chico Buarque

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ulysses, de James Joyce, pois claro …no Dia Mundial do Livro

Pediste-me, Inês, meia dúzia de linhas sobre “o livro da minha vida”. O mais fácil, ou politicamente correcto, seria estrondear com um qualquer livro de autor português…que os há e de grande qualidade. Vem-me ao teclado e à memória o perfume de Margarida, esse símbolo de quinze gerações açorianas de “meninas belas, filhas umas das outras”, do “Mau tempo no canal”, do imperdível Vitorino Nemésio.
Porém, por entre a minha verdadeira perdição, o meu vício, pelos livros – coisa de adolescente que felizmente se mantém – é indiscutível que nunca esquecerei o Stendhal da “Cartuxa de Parma”e menos ainda as “Memórias de Adriano”, de Marguerite Yourcenar, esse poderoso encontro entre a escritora do século XX com um Imperador romano que viveu 19 séculos antes. É o domínio da ficção, através da carta-testamento ao jovem e futuro imperador, Marco Aurélio. É, com rigorosa fidelidade histórica, o entrecruzar da biografia de um homem com as nuvens anunciadas da decadência de Roma. É um quase monólogo sobre a (sua/nossa) vida, um olhar fundo por sobre a precariedade da existência humana e da inevitabilidade da morte…
Mas as histórias vividas, no dia 16 de Junho de 1904, pelo irlandês Leopold Bloom, nas ruas, bares e bordéis de Dublin, são, verdadeiramente, a reconstrução da odisseia de Ulysses da epopeia homérica.
Bloom sai de casa para tarefas tão comezinhas como comprar comida para a mulher, ir aos Correios levantar cartas da sua amante e para as suas funções de publicitário….e acaba por perder-se no dia e na noite de Dublin. O regresso de Bloom à sua Ítaca, a sua casa, após gloriosa bebedeira, escorraçado de mais um bar, culmina, tal como Ulysses, uma verdadeira peregrinação por tudo o que de perigos e prazeres foi criado por mãos e mentes humanas.
Pisando o pé para conhecer os caminhos, Joyce, através de Bloom, dá a conhecer culturas, filosofias, línguas, maneirismos, religiões, preces, magias e erotismos, sem esquecer as famas etílicas irlandesas.
Enfim, um livro enciclopédico, difícil, denso, a que o leitor tem de voltar inúmeras vezes. Um livro cuja edição esteve proibida na velha Inglaterra até 1936 e nos Estados Unidos até 1933, por ser considerado obsceno! E no entanto, os sábios da literatura incluem-no entre os 50 melhores livros de sempre. E não poucos atribuem ao livro de Joyce a verdadeira criação do discurso narrativo do romance moderno.
É o meu livro de cabeceira, apenas porque do engenho da sua trama narrativa, mas também das suas variadas complexidades, é obrigatório voltar a ele amiúde, até para o compreender melhor. Já agora, o tão mundialmente celebrado Bloomsday comemora-se no próximo 16 de Junho.
Osvaldo Castro(reeditado)

Associação 25 de Abril pela primeira vez fora das comemorações da revolução

23.04.2012-Por:Público/Lusa
Pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não vai participar nas celebrações oficiais da Revolução dos Cravos. A justificação: “a linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa”.
O anúncio foi feito hoje, em Lisboa, pela direcção da associação que numa conferência de imprensa apresentou um manifesto intitulado “Abril não desarma”, lido por Vasco Lourenço. “O poder político que actualmente governa Portugal configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores. Em conformidade, a Associação 25 de Baril anuncia que não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril”, lê-se no texto.(Ler mais)

Hollande vence e é favorito à 2.ª volta de 6 de maio

por:dn.pt/H.T.-Hoje
O socialista obteve 28,6 a 29,2% dos votos da primeira volta das presidenciais, à frente do Presidente Nicolas Sarkozy, com 26,1% a 27,3%. Segunda volta é a 6 de maio e sondagens Ipsos e Ifop deixam prever vitória de Hollande
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François Hollande venceu a primeira volta das presidenciais em França e surge como favorito à segunda volta de 6 de maio, face ao atual chefe do Estado, Nicolas Sarkozy. O socialista deverá então contar com os votos da esquerda radical e dos ecologistas, enquanto Sarkozy contará com os apoios da direita.
Sondagens dos institutos Ipsos e Ifop realizadas pouco depois de conhecidos os resultados da primeira volta, dão Hollande como vencedor à segunda volta. O socialista conseguiria 54% dos votos, contra 46% de Sarkozy.
Segundo as estimativas divulgadas pelas televisões, a surpresa desta primeira volta é mesmo Marine Le Pen. A candidata da Frente Nacional, acima dos 18% dos votos, consegue assim um resultado superior ao do seu pai e anterior líder do partido, Jean-Marie Le Pen, em 2002, quando chocou a França ao passar à segunda volta.
Os cinco outros candidatos ficaram muito atrás. A ecologista Eva Joly fica-se pelos 2,1% a 2,3%, o soberanista Nicolas Dupont-Aignan, 1,5% a 2,1%, o trotskista Philippe Poutou, 1,2% a 1,3%, a outra trotskista Nathalie Arnhaud, de 0,5% a 0,6%, e Jacques Cheminade, 0,3%.
A participação, segundo todos os institutos, será de pelo menos 80%, abaixo dos 83,77% de 2007, mas muito acima dos 71,6% de 2002.