quarta-feira, 6 de junho de 2012

Philip Roth ganha Prémio Princípe das Astúrias

O romancista judeu norte-americano Philip Roth venceu o Prémio Príncipe das Astúrias para as Letras, juntando mais uma prestigiada medalha à sua vasta colecção de prémios literários, à qual já só falta mesmo o Nobel da Literatura.
A escolha do autor de Pastoral Americana foi decidida por maioria, tendo havido, entre os 16 jurados do prémio espanhol, quem defendesse até à votação final o ficcionista japonês Haruki Murakami, já depois de terem ficado pelo caminho nomes como o espanhol Antonio Gala, o francês Doninique Lapierre, o colombiano Gabriel García Márquez, o guatemalteco Rodrigo Rey Rosa, o senegalês Cheikh Hamidou ou o chinês Yan Lianke. Nesse duelo final com Murakami, talvez possa ver-se uma vitória do romance do século XX sobre o que poderá vir a ser o romance do século XXI. Na sua breve declaração, o júri destacou que “a obra narrativa de Philip Roth faz parte da grande novelística norte-americana, na tradição de [John] Dos Passos, Scott Fitzgerald, [Ernest] Hemingway, [William] Faulkner, [Saul] Bellow ou [Bernard] Malamud”. Nascido em Nova Jersey em 1933, Philip Roth estreou-se em 1959 com a novela Goodbye, Columbus, um retrato fortemente satírico da comunidade judaica dos Estados Unidos. O livro ganhou o National Book Award for Fiction, mas Roth só se tornaria uma celebridade das letras americanas uma década mais tarde, quando publica o hilariante O Complexo de Portnoy (1969), construído a partir dos relatos que Alexander Portnoy, um adolescente judeu cujas hormonas e sentimentos de culpa andam em disputa permanente, faz ao seu psicanalista.(ler Mais)
06.06.2012 - Por: Público/Luís Miguel Queirós

Madredeus, uma voz de encanto na "Estrada de Montanha"2012

Beatriz Nunes

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vasconcellos refuta acusação e pede separação de processos no caso das secretas

Os advogados de Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, refutam a acusação do Ministério Público de corrupção activa no caso das secretas e solicitam que o juiz de instrução separe os processos, segundo o requerimento de abertura desta fase processual.
Segundo o requerimento de pedido de abertura de instrução, a que a agência Lusa teve acesso e já entregue na 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, os advogados do arguido consideram que existe fundamento legal para a separação de processos, solicitando ao juiz de instrução que retire Nuno Vasconcellos do caso das secretas onde estão também os arguidos Jorge Silva Carvalho e João Luís. Os advogados alegam que, no que se refere a Nuno Vasconcellos, acusado de corrupção activa, “a única coisa que é preciso discutir é se ofereceu ou prometeu vantagem para a prática de ato por funcionário”, considerando que “não se justifica manter o arguido num processo em que se discutem crimes de abuso de poder, acesso vedado a dados pessoais e a violação do segredo de Estado”. Porém, no entender dos dois defensores do patrão da Ongoing, o Ministério Público fez uma acusação “pregada a martelo”, concluindo que “a acusação de corrupção activa é uma mão cheia de nada”, solicitando ao juiz que o caso não chegue a julgamento, isto é, que o arguido não seja pronunciado. Nos fundamentos para a abertura da fase de instrução, os advogados do arguido pedem também que seja considerada inconstitucional a interpretação do Ministério Público sobre o artigo 374 [Corrupção Activa] do Código Penal, “por violação do princípio da legalidade, da reserva de competência legislativa da Assembleia da República e da separação de poderes”. (Ler mais)
05.06.2012 - 21:00 Por:Público/Lusa

Caso "Face Oculta": Escutas a Sócrates vão ser "destruídas oportunamente"

O Tribunal de Aveiro recusou o requerimento apresentado por Paulo Penedos, arguido no processo Face Oculta, para aceder a escutas a José Sócrates e Armando Vara. “Escutas vão ser destruídas oportunamente”, disse o juiz presidente Raul Cordeiro.

A informação avançada pelo juiz presidente Raul Cordeiro, no início da 64.ª sessão do julgamento que está a decorrer no Tribunal de Aveiro, surgiu em resposta a um requerimento apresentado pelo arguido Paulo Penedos, na sessão do passado dia 15.
“Os produtos não estão disponíveis para consulta, dado que foi ordenada a sua destruição imediata. Tal decisão será executada oportunamente”, revelou o magistrado
A decisão vai ao encontro da pretensão do Ministério Público (MP), que defendia a destruição das escutas, cumprindo assim a ordem dada pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha de Nascimento, em Dezembro de 2010.
“Não só não devem aqueles produtos ser disponibilizados para consulta, como também atempadamente destruídos”, defendeu o procurador Marques Vidal, lembrando que os referidos produtos “foram objecto de decisão pelo presidente do STJ, transitado em julgado, ordenando a sua destruição”.Na passada quinta-feira, Paulo Penedos, arguido no processo Face Oculta, manifestou-se surpreendido com a decisão do MP de pedir a destruição das escutas telefónicas envolvendo José Sócrates e Armando Vara, que escaparam à ordem do presidente do STJ.Paulo Penedos defendeu a importância destes meios de prova para a sua defesa, sustentando que desde o início do processo sempre se opôs à destruição de quaisquer escutas.
No último dia de Maio terminava o prazo dado pelo Tribunal de Aveiro para as partes se pronunciarem sobre o requerimento apresentado por Paulo Penedos, o procurador do MP, Carlos Filipe, disse que aqueles produtos deviam ser "atempadamente destruídos", cumprindo-se a ordem de Noronha de Nascimento. O Tribunal de Aveiro prepara-se assim para cumprir a ordem do STJ.
O juiz-presidente Raul Cordeiro remeteu a decisão para esta terça-feira, após deslocar-se ao Tribunal de Ovar para conferir o que está guardado no cofre. Segundo a Lusa, existem cinco as cópias de escutas e 26 SMS envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates que escaparam à ordem de destruição do presidente do STJ.
05.06.2012 -Por: Lusa, Público
Notícia actualizada às 10h47 e às 11h02

BARÓMETRO CATÓLICA/DN/RTP/ANTENA 1: PSD e PS empatados e esquerda de novo maioritária

Queda de sociais-democratas não beneficia partido de Seguro. É à esquerda dos socialistas que mais se sobe. Desempenho do Governo é cada vez mais negativo.
O PSD e o PS empatariam nas eleições legislativas, se estas tivessem hoje lugar, depois de uma queda significativa dos sociais-democratas em relação a idêntico barómetro realizado em setembro passado. Mas os que ganham com esta queda - apesar do empate técnico -, não são os socialistas, que mantêm a estimativa do resultado eleitoral face ao anterior estudo. É mais à esquerda - CDU(a coligação eleitoral que congrega PCPe Verdes) e Bloco de Esquerda - que crescem as intenções de voto, numa tímida comparação com o que se passou nas eleições na Grécia, a 5 de março.
Olhemos para os números: o PSD recolhe 36% dos votos dos inquiridos que manifestaram vontade em votar (há 22% que diz que não votaria e 10% que não sabe se iria votar). O PS tem 33% de estimativa, mas a diferença encontrada pode atribuir-se ao erro da amostra. Este empate resulta da descida acentuada dos sociais-democratas, que tinham 43% no barómetro passado, apesar do partido de Seguro não capitalizar a queda.
A CDU e o BE somam cada um 9% de votos (tinham 7% e 6% antes), da estimativa obtida calculando a percentagem de intenções diretas de voto em cada partido em relação ao total de votos válidos (excluindo abstenção e não respostas) e redistribuindo os indecisos com base numa outra pergunta sobre a sua intenção de voto. O CDS - que é por regra subestimado nestes estudos - mantém a sua votação face a setembro: 6% (só 2% referem o partido de Portas como intenção direta de voto).
No final, um Parlamento saído destas eleições teria uma maioria à esquerda (a soma das partes dá à atual maioria governamental - PSD e CDS - 42%, face aos 51% que somariam PS, CDU e BE.¬
Estas intenções de voto acabam por corresponder à avaliação que o barómetro apresenta do desempenho do atual Governo. O trabalho de campo foi efetuado de 26 a 28 de maio, no final de um mês marcado pelas polémicas que envolveram o ministro Miguel Relvas ou da afirmação do primeiro-ministro de que o desemprego é "uma oportunidade", numa altura em que o número de desempregados atinge recordes históricos. E de setembro até agora piorou a imagem que os portugueses têm do Executivo de Passos.
Dn.pt/Miguel Marujo-hoje

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Maria José Oliveira demitiu-se do jornal Público

A jornalista recusou gravar qualquer declaração, limitando-se a explicar que a forma como o processo do caso que envolve o ministro Miguel Relvas foi gerido levou-a a perder a confiança na direção e a vontade de continuar a trabalhar no jornal.
A TSF teve também acesso a um conjunto de respostas que Maria José Oliveira deu ao provedor do leitor do jornal Público, José Queirós.
A jornalista lamenta que a direção do Público não lhe tenha o pedido autorização para divulgar o conteúdo da ameaça do ministro Miguel Relvas e que não tenha, então, «sublinhado que se trata de uma informação falsa que pretendia colar-me a uma agenda ideológica e descredibilizar o meu trabalho».
A isto, Maria José Oliveira acrescenta outro lamento, que ao dar conta da alegada ameaça de Miguel Relvas, «o jornal tenha transformado em facto a ideia de que eu vivo com uma pessoa da oposição, quase corroborando as queixas do ministro sobre a perseguição que lhe faço».
Por último, na resposta que enviou às questões colocadas pelo provedor do Público, a jornalista não percebe «como é que ninguém da direção teve lucidez e inteligência para não pensar nestas consequências que estão agora à vista de todos».
A TSF tenta com insistência um comentário da direção do público, mas até ao momento sem qualquer resultado.
TSF- Publicado há 25 mins

domingo, 3 de junho de 2012

Marcelo insiste, com razão, na saída do ministro Relvas!!!

Basta ouvir e ler os mais descomprometidos dos comentadores para facilmente se intuir que o ministro Miguel Relvas se encontra num plano inclinado que o levará ao irremediável desastre.
Os próprios analistas próximos do PSD, marcadamente Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Lobo Xavier e até o hesitante Marques Mendes,todos, entre muitos outros, já dão o inefável ministro Relvas como uma carta fora do baralho, o que só agravará a posição do 1º ministro Passos Coelho, cuja prestação em defesa do seu ministro dos Assuntos Parlamentares só lesou a credibilidade do governo e do próprio Passos Coelho. 
As "estórias" da carochinha que Relvas contou na 1ª Comissão, ocultando a verdade, corrigindo e descorrigindo factos que são incompagináveis com a crueza material da realidade, só pode permitir um entendimento.Relvas tripudiou sobre a "nudez forte da verdade"!!
Relvas, da próxima vez que tiver de ser chamado ao Parlamento, se tiver siso, já lá não irá...Como diz Marcelo "mais vale sair pelo seu pé"... 
Relvas tem lata experiência parlamentar...Será que não se recorda do modo como Cavaco demitiu  o ministro Carlos Borrego, por ter contado, em público, uma infeliz anedota sobre o chumbo na água de Évora...? E será que desconhece que o ministro da Economia,Manuel Pinho, do PS,foi demitido em plena sessão da AR quando exibiu com os dedos gestos típicos de "cornos", assim invectivando um dirigente da bancada comunista?! 
Dois casos, a esmo, apenas para referenciar que em matéria de idoneidade e responsabilidade políticas não é necessário invocar procedimentos irregulares ou ilegais. Por muito muito menos, e até pelo seu pé, honra lhes seja, alguns ministros se demitiram. 
Porque espera Relvas? Pelos vistos o merecido empurrão pelo declive do seu atrabiliário apego ao poder!!! (Ver aqui e Aqui)
Osvaldo Castro

"Born to run", Bruce Springsteen

Director dos serviços de informação travou investigações às secretas

Júlio Pereira, o chefe das secretas, terá sido um travão às investigações criminais do processo que envolve os serviços de informação e o ex-espião Jorge Silva Carvalho, ao recusar ceder o conteúdo dos computadores dos espiões, noticiou ontem o Expresso.
De acordo com o semanário, o secretário-geral dos Serviços de Informação recusou o acesso aos computadores justificando que estavam protegidos por segredo de Estado, entrando depois numa contenda com a procuradora Teresa Almeida. Esta só conseguiu que o DIAP – Departamente de Investigação e Acção Penal recebesse as máquinas depois de uma ordem de um juiz.Além disso, o director-geral-adjunto do SIS encarregue das duas investigações internas realizadas nos serviços de informação por causa das fugas para a Ongoing e da existência da lista de telefonemas do jornalista Nuno Simas, terá favorecido o ex-espião Jorge Silva Carvalho ao não o ouvir em qualquer dos casos.
José Luciano de Oliveira não chegou a ouvir Silva Carvalho, à data dos factos director do SIED – Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, no processo de investigação sobre a passagem de relatórios das secretas para a Ongoing. E quando foi inquiridor, juntamente com Filomena Teixeira, na averiguação sobre o acesso à chamada “lista de compras”, apenas terá ouvido Silva Carvalho informalmente, sem gravação ou qualquer declaração oficial e fora das instalações, estando apenas os dois.“Se não o ouvi no primeiro inquérito, é porque não considerei isso relevante. E não me arrependo”, justificou José Luciano de Oliveira ao semanário, acrescentando que as suas “conclusões permitiram abrir caminho à investigação criminal”, que tem poderes de fazer buscas e apreensões que ele, como inquiridor num processo administrativo, não tinha.
02.06.2012 - Por: Público

Hospitais: Portugueses não podem ficar sem serviços próximos e de qualidade, diz Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje não aceitar que os portugueses fiquem sem cuidados de saúde «a tempo e horas» e de qualidade por motivos económicos, criticando o Governo por optar por uma política de encerramento de serviços.
«Olho para o país e vejo que este Governo só tem uma política: fechar serviços e diminuir a qualidade da prestação de serviços essenciais, como é o de saúde», afirmou em Resende, ao comentar um estudo pedido pelo Governo à Entidade Reguladora da Saúde.
Segundo o semanário Expresso, este estudo «aconselha que 26 das 95 unidades hospitalares encerrem o internamento nas especialidades de medicina interna, cirurgia geral, pediatria ou infeciologia».
Hoje-Diário Digital / Lusa