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terça-feira, 17 de julho de 2012

FMI: Substituição do corte dos subsídios em 2013 deve ser do lado da despesa

As medidas para substituir o corte dos subsídios de Natal e férias da função pública devem ser pelo lado da despesa, disse hoje o chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Abebe Selassie.
«É muito importante tentar manter a composição [do ajustamento orçamental], dentro do possível», disse Selassie numa teleconferência com jornalistas. «Provavelmente, no médio prazo, é melhor para Portugal o corte do lado da despesa. É um objectivo importante, que o Governo deve tentar cumprir».
O etíope que lidera a missão do FMI em Portugal notou que só na próxima avaliação do memorando de entendimento (que decorrerá no final de Agosto) é que serão discutidas medidas para substituir os cortes dos subsídios. Por esse motivo, escusou-se a comentar a possibilidade de o Governo recorrer a um novo imposto sobre os subsídios que afectasse também o sector privado.
«Ainda não tenho pormenores. É muito prematuro falar disto sem ver medidas [propostas pelo Governo]. Será tudo discutido exaustivamente na próxima avaliação», disse Selassie.
No início deste mês, o TC determinou a inconstitucionalidade da suspensão do pagamento de subsídios de férias e Natal a funcionários públicos e reformados, invocando questões de equidade. A decisão só terá efeito no próximo ano, o que significa que os subsídios serão cortados em 2012. Para 2013, o Governo terá de descobrir uma forma de substituir o efeito dos cortes, na ordem dos dois mil milhões de euros.
A Comissão Europeia e o FMI divulgaram hoje relatórios sobre a quarta revisão do memorando de entendimento com Portugal. A Comissão não faz qualquer referência à decisão do TC. Já o FMI fala na necessidade de «especificar medidas específicas no orçamento para 2013, que produzam resultados semelhantes» em termos orçamentais.
«Essas medidas serão discutidas com as instituições internacionais representadas no programa», lê-se ainda no documento do FMI.
HOJE às 17:58, actualizada às 21:11-Diário Digital/Lusa

segunda-feira, 9 de abril de 2012

FMI alerta que Portugal não tem estratégia para crescer depois de 2012

Por:Ionline/Bruno Faria Lopes, 9 Abr 2012
Sem medidas com impacto positivo de curto prazo na economia, até o cenário de estagnação no próximo ano é “incerto”. FMI pede alternativas ao corte da Taxa Social Única
No papel, as previsões económicas do FMI estão alinhadas com as do governo português – nas entrelinhas, contudo, os técnicos do Fundo revelam dúvidas sobre a capacidade do país recuperar a partir do próximo ano sem medidas de estímulo de curto prazo. O FMI parece não acreditar que as reformas estruturais tirem o país da recessão num horizonte imediato e alerta o governo para a necessidade de tirar já um coelho da cartola.
“Em particular, o governo tem de identificar e adoptar um conjunto de reformas que desenvolvam uma resposta de curto prazo do lado da oferta na economia”, realçam os técnicos do Fundo no terceiro relatório de avaliação do programa da troika. (ler mais)

domingo, 23 de outubro de 2011

FMI pronto e capaz para dar mais financiamento à Europa

por:DN.pt/Lusa-Hoje

O Fundo Monetário Internacional está preparado e em condições de providenciar mais financiamento à Europa, afirmou hoje a directora-adjunta do fundo, Nemat Shafik, à margem do Fórum Económico Mundial que decorre na Jordânia.

"Nós estamos prontos para dar aos europeus o que eles precisarem de nós, seja apoio técnico, ajuda a monitorizar as suas economias, nós podemos fazê-lo. (...) Se for financiamento adicional, nós também estaremos prontos para o fazer", disse Nemat Shafik, numa entrevista, citada pela Bloomberg.

A responsável do FMI sublinhou ainda os alertas do fundo, de que "a economia mundial está a entrar numa fase muito perigosa".

"Temos dito que o abrandamento económico na Europa e nos Estados Unidos tem significado que o crescimento económico a nível mundial será provavelmente mais baixo que o esperado", disse ainda.

domingo, 4 de setembro de 2011

Economia mundial está na "iminência" de entrar em recessão

por:Lusa/DN.Hoje

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu hoje para o risco de a economia mundial poder estar na "iminência" de entrar em recessão.

Numa entrevista publicada pela revista alemã "Der Spiegel", Cristine Lagarde veio avivar os receios recentemente expressos pelo director-geral do Banco Mundial, Robert Zoellick, que partilha da ideia sobre o risco de "uma forte desaceleração" do crescimento económico global e da possibilidade de ocorrer uma nova recessão
.

No entanto, Lagarde afirmou também que ainda se está a tempo de "a evitar", embora "a capacidade de agir seja agora menor do que há dois anos".

"Ainda podemos evitar esta situação. As opções e as medidas para os governos e os bancos centrais são presentemente menores do que eram em 2009, mas se os diferentes bancos centrais, governos e as organizações internacionais trabalharem em cooperação, poderemos evitar uma recessão", salientou.

No caso da Europa, Lagarde recomenda, em particular, que os países mais atingidos pela crise da dívida devem aumentar os capitais próprios dos bancos com o objetivo de os fortalecer.

Em geral, "nós acreditamos que a recapitalização dos bancos deve ser suficientemente forte para enfrentar os riscos associados à crise da dívida e ao fraco crescimento das economias", concluiu.