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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Desemprego, Seguro acusa: "a receita do Governo falhou"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que os 15,2 por cento de desempregados registados em maio pelo Eurostat não surpreendem os portugueses e defendeu que a "receita do Governo falhou".
"A mim não me surpreende e à maioria dos portugueses também não, porque a receita que o Governo tem vindo a aplicar é uma receita que, entre outras, tem como consequência o elevar do número de desempregados no nosso país", afirmou António José Seguro.
Dados revelados hoje pelo Eurostat indicam que a taxa de desemprego em Portugal permaneceu nos 15,2 por cento em maio, valor idêntico ao de abril, subindo uma décima tanto na zona euro (11,1 por cento), como na União Europeia (10,3).
Os dados mais recentes do gabinete oficial de estatísticas da UE revelam que Portugal continua a ter das mais elevadas taxas de desemprego da Europa, apenas superada por Espanha (24,6) e Grécia (21,9, valor referente a março) - registando-se ainda uma taxa na Letónia de 15,3, mas também relativa a março -, sendo, no entanto, a primeira vez que nos últimos oito meses o desemprego não regista uma subida em Portugal, mantendo-se estável.
Questionado pelos jornalistas no final de uma visita ao Instituto de Medicina Molecular, Lisboa, o secretário-geral do PS defendeu que "é altura de o Governo perceber de uma vez por todas que a receita que se está a aplicar em Portugal e na qual está a persistir, falhou".
Seguro sustentou que "a receita é errada" porque conduz ao desemprego, ao empobrecimento dos portugueses, à destruição da classe média e a maiores dificuldades de acesso a cuidados de saúde.
por: Agência Lusa (editado por João Pedro Henriques)-Hoje

sábado, 30 de junho de 2012

"Foi para isto que pediram tanta austeridade?", pergunta Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou este sábado que o Governo "fracassou", por pedir "sacrifícios exageradíssimos" aos portugueses e nem assim conseguir concretizar o objetivo da redução do défice."Para que serve esta receita que o Governo está a impingir aos portugueses?" - questionou o líder socialista, aludindo aos mais recentes números da execução orçamental, que apontam para uma "derrapagem" de cerca de três mil milhões de euros.Falando durante o Congresso Distrital do PS de Braga, António José Seguro considerou que a "receita de austeridade somada a mais austeridade" é "um crime" e um "disparate", que "só aumenta o desemprego, atira as empresas para a falência, provoca mais empobrecimento e mais destruição da classe média", sem conseguir equilibrar as contas públicas.
O dirigente partidário recordou que os funcionários públicos perderam "dois salários", foi cortado metade do subsídio de natal em 2011, aumentaram "para o dobro" as taxas moderadoras, aumentaram "para o máximo" as taxas de IVA sobre o gás e eletricidade e foram "cortados" os transportes para acesso aos serviços de saúde.
"Cada português pergunta-se: foi para isto que me pediram tantos sacrifícios?" - afirmou, sublinhando que "o Governo não tem o direito de fazer isto aos portugueses".
O líder socialista disse que o Governo "fracassou" e deixou o aviso ao Primeiro-Ministro: "com o PS, não haverá mais austeridade nem mais sacrifícios para os portugueses".
Até porque "há outro caminho" que passa por uma "dose adequada" de austeridade aplicada a um "ritmo" menos intenso, com "pelo menos mais um ano para consolidar as contas públicas" e ainda pela prioridade ao emprego e ao crescimento económico.
Defendeu ainda que o Governo deveria "lutar" para que o Banco Central Europeu (BCE) pudesse financiar diretamente os Estados, de forma a conseguir juros mais baixos.
"Não quero dinheiro fácil, não quero que o BCE financie o nosso défice. O que eu quero é que parte do financiamento possa ser feita taxa de juro mais baixa, e para isso não é necessário alterar qualquer tratado europeu", referiu.
Seguro disse que Portugal precisa de um Governo "à altura", para defender na Europa os interesses nacionais, e criticou o "seguidismo" do Primeiro-Ministro em relação "à senhora Merkel".
O líder do PS pediu ainda uma resposta "mais robusta, mais coerente e mais eficaz" a nível da Europa para combater a crise, sublinhando que a "receita de austeridade a todo o custo imposta pela senhora Merkel" só conduz "a mais desemprego e a mais dificuldades".
Hoje,15,10h-jn.pt

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Espanha: Seguro exige ao primeiro-ministro que ponha «fim do tabu»

O secretário-geral do PS exigiu hoje ao primeiro-ministro que ponha fim ao «tabu» e esclareça os portugueses sobre quais são as condições exigidas a Madrid pela assistência financeira destinada à recapitalização da banca espanhola.
António José Seguro falava aos jornalistas após ter estado reunido com o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, encontro que durou cerca de 45 minutos.
Interrogado se admite que o Governo português pode ainda desconhecer as condições exigidas pela União Europeia a Espanha pela concessão da verba destinada à recapitalização da sua banca, o secretário-geral do PS disse que ficaria muito surpreendido se o executivo de Pedro Passos Coelho ainda desconhecesse essas condições.
Hoje-Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Seguro pede intervenção da Europa na crise de Espanha para não agravar a portuguesa

O líder do Partido Socialista pediu hoje a intervenção da Europa na crise da Espanha, sob pena de agravar a situação económica e social de Portugal, tendo em conta o peso das suas exportações para o país vizinho.
“Um quarto das exportações [portuguesas] são para a Espanha e qualquer oscilação negativa na situação financeira ou na economia espanhola tem reflexos na nossa economia”, alertou António José Seguro, que, em declarações aos jornalistas, na Lourinhã, disse que “há muitos motivos de preocupação” e que espera que os líderes europeus estejam atentos.“É fundamental que a União Europeia perceba que temos de mudar de caminho, de política. A par da consolidação das contas públicas, temos de colocar o emprego e o crescimento como prioridades”, sublinhou.Para o dirigente socialista, “é fundamental a emissão de euroobrigações e a possibilidade de o Banco Central Europeu emprestar diretamente dinheiro aos Estados-Membros”.António José Seguro falava durante uma visita a uma central fruteira no concelho da Lourinhã, depois de ter sido anunciado que Espanha iria recorrer ao pedido de ajuda financeira.
Por:Ionline/ Agência Lusa, 8 Jun 2012 -Actualizado há 2 horas 24 minutos

domingo, 3 de junho de 2012

Hospitais: Portugueses não podem ficar sem serviços próximos e de qualidade, diz Seguro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje não aceitar que os portugueses fiquem sem cuidados de saúde «a tempo e horas» e de qualidade por motivos económicos, criticando o Governo por optar por uma política de encerramento de serviços.
«Olho para o país e vejo que este Governo só tem uma política: fechar serviços e diminuir a qualidade da prestação de serviços essenciais, como é o de saúde», afirmou em Resende, ao comentar um estudo pedido pelo Governo à Entidade Reguladora da Saúde.
Segundo o semanário Expresso, este estudo «aconselha que 26 das 95 unidades hospitalares encerrem o internamento nas especialidades de medicina interna, cirurgia geral, pediatria ou infeciologia».
Hoje-Diário Digital / Lusa

terça-feira, 22 de maio de 2012

Seguro quer esclarecer caso Relvas «doa a quem doer»

O líder do PS, António José Seguro, defendeu hoje, em Estrasburgo, o esclarecimento do caso que envolve o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e o jornal Público.
"A vida política, a vida pública numa democracia tem que ter níveis de transparência a 100 por cento. E por isso, quando há dúvidas sobre o comportamento de membros do Governo, ou de outros políticos, elas devem ser cabalmente esclarecidas. Não pode ficar nenhuma dúvida, doa a quem doer e seja quem for", disse Seguro, num encontro com jornalistas portugueses, em Estrasburgo.
António José Seguro reiterou ainda que "o Partido Socialista exigiu que o ministro responda no Parlamento e é preciso que esses esclarecimentos sejam feitos.
O líder socialista reuniu-se hoje, em Estrasburgo, com o líder do Parlamento Europeu, Martin Schulz, no âmbito de um périplo europeu que o levará, na quarta-feira, a Bruxelas.
Segundo um comunicado conselho de redação do Público divulgado na sexta-feira, o ministro Miguel Relvas ameaçou queixar-se à ERC, promover um "blackout" de todos os ministros a este jornal diário e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.
De acordo com o conselho de redação do Público, "as ameaças foram confirmadas pela editora de Política, que recebera um telefonema de Relvas depois de Maria José Oliveira ter enviado ao ministro questões para uma notícia de 'follow-up'" e "foram reiteradas num segundo contacto telefónico".
O gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, através de um comunicado, considerou essas acusações de "supostas ameaças ou pressões" sobre o Público "totalmente destituídas de fundamento, repudiando-as categoricamente".
A notícia em causa, da autoria de Maria José Oliveira, pretendia evidenciar "as incongruências" das declarações feitas pelo ministro, na terça-feira, no Parlamento, sobre o caso das secretas, mas acabou por não ser publicada.
Através de uma nota, direção do Público justificou a não publicação dessa notícia alegando não existir "matéria publicável" e garantiu ter tomado essa decisão antes de conhecer as ameaças do ministro.
Mais tarde, ainda na sexta-feira, a direção do Público noticiou que Miguel Relvas pedira, nesse dia, desculpa ao jornal, depois de a direção ter feito um protesto por "uma pressão" do governante sobre a jornalista que acompanha o caso das secretas.
Diário Digital com Lusa-hoje-15,45horas

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Austeridade: Seguro diz que gregos foram alvo de receita errada

O secretário-geral do PS considerou hoje importante para Portugal e para o euro que a Grécia permaneça na moeda única e salientou que os gregos foram alvo de uma receita errada de austeridade que agravou os problemas.
"O PS deseja que a Grécia não saia do euro. Seria muito importante para o euro e para Portugal que a Grécia permaneça [na moeda única] e, nesse sentido, ao nosso nível, trabalharemos para que isso não aconteça", declarou António José Seguro aos jornalistas, depois de receber na sede nacional do PS os parceiros sociais.
Depois, António José Seguro deixou duras críticas às opções até agora seguidas pela generalidade dos líderes da União Europeia, dizendo que, neste momento, "já há razões de sobra para que se perceba uma coisa: A receita da austeridade a qualquer preço é uma receita errada".
"Ao longo dos anos em que esta receita vem sendo aplicada, com maior expressão na Grécia, em vez de ter resolvido problemas, avolumou os problemas. Uma receita que em vez de resolver problemas ainda acrescenta mais problemas dos pontos de vista económico e social é uma receita condenada ao fracasso", declarou o líder dos socialistas.
António José Seguro defendeu depois que a União Europeia e Portugal deveriam "abandonar essa receita da austeridade a qualquer preço, substituindo-a por uma austeridade inteligente nas doses adequadas ao ajustamento económico em cada país".
Hoje-dn.pt/Lusa

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Líder do PS em entrevista à TVI: Seguro disposto a encabeçar manifestação pelo SNS

O secretário-geral do PS afirmou hoje estar disponível a sair para a rua, à frente de uma manifestação, se o Governo colocar em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
António José Seguro falava em entrevista à TVI, em que também afirmou que os socialistas estarão contra políticas que enfraqueçam a escola pública e o sistema público de Segurança Social.
Nesta entrevista à TVI, o líder dos socialistas foi interrogado sobre o alcance político do aviso de uma eventual "rutura democrática" feito ao Governo pelo líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, na sessão solene comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República.
"Há vários instrumentos, quer do ponto de vista parlamentar, quer do ponto de vista da expressão pública e cívica, assim como de mobilização dos portugueses. Vou dizer de uma maneira muito clara: Considero que o PS deve fazer a sua oposição nos lugares institucionais, mas há uma coisa em que estou disponível em ir para a rua à frente de qualquer manifestação. Isso acontecerá se este Governo colocar em causa o SNS", disse.
Segundo Seguro, o atual SNS "levou muitos anos a ser constituído e permite hoje um acesso generalizado dos portugueses à saúde pública, independentemente dos seus rendimentos".
"Quando o Governo aumenta as taxas moderadoras, quando retira subsídios e apoios a doentes para riem aos centros de saúde e hospitais atira para fora do SNS muitos cidadãos, discriminando entre pessoas com posses e outras sem acesso à saúde", referiu o secretário-geral do PS.
Ainda de acordo com o secretário-geral do PS, o seu partido "recusará medidas que coloquem em causa o SNS, a escola pública, que é essencial para o combate às desigualdades sociais, e o sistema de proteção social".
"O Governo aqui tem hesitado e de vez em quando tenta. Mas o Governo não pode andar a assustar os portugueses. Do ponto de vista da rutura, ela será sempre feita do ponto de vista democrático se houver da parte do Governo uma ofensiva contra as funções sociais do Estado", acrescentou.
Por: dn.pt/Lusa-Hoje

terça-feira, 8 de maio de 2012

Grécia: Seguro lamenta que resultado das eleições não permita «governação coerente»

O secretário-geral do PS lamentou hoje que o resultado das eleições legislativas de domingo na Grécia não permita uma «governação coerente», mas espera que «as dificuldades» se resolvam rapidamente, «a bem» de uma agenda europeia para o crescimento.
«Lamento que o povo grego não tenha votado de forma a que se criem condições para uma governação coerente na Grécia. Espero que as dificuldades que o povo grego está a passar possam ser rapidamente resolvidas e solucionadas, a bem de uma agenda para o crescimento económico e o emprego», disse António José Seguro.O líder socialista falava em Lisboa, numa conferência de imprensa em que anunciou que o PS voltará a levar ao Parlamento a proposta de uma adenda ao tratado orçamental europeu, para a adoção de medidas de estímulo à economia.
Diário Digital / Lusa-07/05/2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

1.º Maio: Seguro desafia Passos a «aceitar proposta do PS» para crescimento e emprego

O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, desafiou hoje o primeiro-ministro a «aceitar a proposta do PS para a criação de emprego e crescimento económico».
Numa mensagem divulgada a propósito do Dia do Trabalhador, que hoje se assinala, António José Seguro saudou «todos os trabalhadores que, em Portugal, dão o melhor de si para o desenvolvimento e para o bem-estar do país», e lembrou os que estão desempregados, reiterando que o PS tem como prioridade o crescimento e o emprego.
«Há muitos meses que temos vindo a apresentar propostas concretas de apoio à economia, de apoio às nossas empresas para que estas criem riqueza e postos de trabalho», afirmou o líder socialista.
Diário Digital / Lusa

domingo, 25 de março de 2012

Seguro desafia Passos Coelho a «passar das palavras aos atos»

Publicado hoje às 21:28-TSF
António José Seguro espera que as palavras do primeiro-ministro para que o PS apresente propostas no plano parlamentar «tenham tradução na prática».
O líder do PS considerou que Passos Coelho retomou um «clima de diálogo» com os socialistas, tendo, por isso, desafiado o primeiro-ministro a «passar das palavras aos atos».
Reagindo às palavras de Passos Coelho que disse no final do Congresso do PSD estar disponível para que o PS pudesse apresentar propostas no plano parlamentar, António José Seguro disse esperar que estas palavras «tenham tradução na prática».
No final do VI Congresso Autárquico Regional socialista, que se realizou em Albufeira, Seguro considerou que após um mês de «grande clima de crispação e críticas ao PS», Passos Coelho «retomou uma atitude de disponibilidade e diálogo com o PS».
Comentando o discurso de Passos, o líder socialista considerou que «fica bem ao primeiro-ministro reconhecer publicamente o papel responsável e equilibrado do PS nos compromissos internacionais, no que respeita ao memorando da troika».
Seguro adiantou ainda que ficou agradado pelo facto de o chefe do Governo ter reconhecido «aquilo que milhares de portugueses sentem na pele, que são as consequências sociais e económicas da receita do custe o que custar».
Aludindo a declarações suas em que acusou o primeiro-ministro de não ter uma palavra para os desempregados, Seguro lembrou também que o «primeiro-ministro reconheceu hoje que há portugueses a passar bastantes sacrifícios».

domingo, 11 de março de 2012

Líder do PS muito céptico quanto a eventual Governo de bloco central

11.03.2012-Por:Público
O secretário-geral do PS, António José Seguro, não é taxativo mas parece excluir a possibilidade de participar num eventual futuro governo de bloco central, apesar de não ter pontos de consenso ou de aproximação com a actual maioria.
“O país está sob assistência financeira. É difícil imaginar uma situação pior”, respondeu Seguro quando questionado sobre se não rejeita integrar um Governo do “Bloco Central” numa situação de ruptura nacional devido à austeridade, na entrevista que Jornal de Notícias publica hoje com ele. (ler mais)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Seguro defende que UE e Governo português devem «arrepiar caminho».

Diário Digital,Lusa-Hoje
O secretário-geral do PS defendeu hoje que a União Europeia e o Governo português devem “arrepiar caminho” e apostar num rumo “diferente” para consolidar as contas públicas, que “combine um pouco de austeridade com aposta no crescimento económico”.
“É altura, tanto a nível da União Europeia, como do Governo português, de se arrepiar caminho”, porque “há um caminho diferente para consolidar as contas públicas, que combine um pouco de austeridade com aposta no crescimento económico”, afirmou António José Seguro. (ler mais)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Seguro contra "paixão pela austeridade"

Sábado, 10 de dezembro de 2011-Expresso/Lusa
Líder do PS aconselhou a que os problemas do país se sobreponham aos interesses da "chancelarina" alemã Angela Merkel.
O líder do PS, António José Seguro, afirmou hoje que o Governo português parece ter "uma paixão pela austeridade", e aconselhou a que os problemas do país se sobreponham aos interesses da "chancelarina" alemã Merkel.

"Aquilo que eu exijo é que o Governo do meu país não tenha a visão dos interesses da Alemanha, mas a visão dos interesses dos portugueses, e das empresas em Portugal", afirmou durante um almoço convívio do PS da Lousã.

António José Seguro disse ter poucas expetativas em relação ao Conselho Europeu deste fim-de-semana, por haver uma "dupla receita que se aplica, tanto na Europa como em Portugal, que é a da austeridade pela austeridade".

"Considero que a disciplina orçamental é muito importante, e que deve haver rigor na gestão das contas públicas, e que deve haver orçamentos equilibrados, mas considero que essa não deve ser exclusivamente a prioridade da União Europeia e dos Estados", sublinhou.

Na perspetiva do líder socialista, "a prioridade deve também dar lugar ao crescimento económico e ao emprego" nos Estados da União Europeia.

"E aquilo a que nós assistimos nas conclusões deste Conselho em Bruxelas foi precisamente líderes europeus que só se preocuparam com a disciplina orçamental e com sanções automáticas para os países ditos incumpridores", disse.

Para António José Seguro, a "responsabilidade desses líderes era de encontrar e tomar medidas que auxiliassem os países em dificuldade para saírem rapidamente da situação de incumprimento".

"A mesma receita é aplicada pelo Governo português. Há uma espécie de paixão como se através da austeridade nós conseguíssemos resolver os nossos problemas", salientou.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

AJosé Seguro: "A Europa como hoje a conhecemos morreu"

por:DN.pt/Lusa-Hoje
O secretário-geral do PS afirmou hoje, em Braga, que a Europa como é actualmente conhecida "morreu", defendendo uma união "económica" e a "eleição directa" do presidente do órgão executivo da União Europeia.


António José Seguro, que falava em Braga durante o Fórum Europeu da Juventude, do qual foi presidente durante quatro anos, afirmou que a Europa nos moldes actuais "não tem futuro".

"Para mim esta Europa, como a conhecemos, morreu. Não é apenas uma evidência que resulta da crise atual. Resulta de uma convicção", explicou.

Para Seguro, a Europa não conseguirá realizar-se enquanto não for capaz de responder a duas perguntas: "o que queremos fazer juntos e que papel devemos ter no mundo".

O líder do PS afirmou ainda que a Europa "não pode sobreviver se só tiver uma união monetária".

Para António José Seguro "a União Europeia (UE) tem uma politica monetária e cambial única mas 17 políticas orçamentais diferentes" o que faz da Europa uma "união monetária mas não económica".

Segundo Seguro, os representantes eleitos "não têm instrumentos para decidir, e os que decidem não são eleitos pelo povo".

Por isso, Seguro revelou defender "a eleição directa do presidente do órgão executivo da UE" embora reconheça que esta será "apenas uma resposta institucional" embora "importante".

António José Seguro afirmou ainda que "há decisões simples a tomar mas não há vontade política para o fazer" e que "a Europa precisa de ter uma governação económica e instrumentos para responder a problemas concretos".

Isto porque, explanou, "a Europa hoje a 27 não responde aos problemas concretos do emprego, do combate à pobreza".

O ex-presidente do Fórum explicou que a "grande questão" que se coloca hoje é a mesma que se "colocava na altura" em que presidia ao Fórum: "a de sabermos optar e construir os caminhos e derrubar as nossas fronteiras respeitando as diferenças e diversificidade", disse.

"Hoje cresci, sou mais velho, mas mantenho os mesmos sonhos, as mesmas causas que quando fui presidente deste conselho", garantiu.

domingo, 13 de novembro de 2011

PS: Seguro defende emissão de moeda pelo BCE e acusa Passos Coelho de só ouvir Merkel

Lisboa, 13 nov (Lusa)
O secretário-geral do PS defendeu hoje a emissão de moeda pelo Banco Central Europeu (BCE), “indispensável” para recuperar a economia, e acusou o primeiro-ministro de “dependência” em relação a Angela Merkel e de estar “cada vez mais isolado” em Portugal.

“Eu defendo a emissão de moeda pelo BCE como política indispensável para a recuperação económica, porque um pouco de inflação é um preço razoável para sairmos da crise a nível europeu”, escreveu António José Seguro na sua página na rede social Facebook.

Seguro diz que defende também a emissão de ‘eurobonds’ (títulos da dívida pública conjuntos dos países da moeda única) “para financiamento de investimento público e, projetos autossustentáveis e para diminuição dos juros” da dívida soberana.

Estas duas medidas, acrescenta, “ajudariam muito” a “aliviar os sacrifícios” exigidos aos portugueses e às empresas.

O líder socialista diz que, neste caso, pensa de maneira diferente do primeiro-ministro (PM), Pedro Passos Coelho, que no sábado afirmou que a discussão em torno do papel do BCE “não traz uma solução para o problema imediato” com que a Europa se confronta e frisou que a emissão de mais euros “seria um péssimo sinal”.

Questionado sobre a diferença de posições entre o Presidente da República e o Governo sobre o que deve ser o papel do BCE na resolução da crise europeia, Passos Coelho afirmou que “se o BCE tivesse por função resolver o problema dos países indisciplinados, imprimindo mais euros, pura e simplesmente esse seria um péssimo sinal”.

No seu entender, tal atuação faria passar a mensagem de que não seria necessário rigor nem disciplina orçamental, porque o BCE imprimiria mais moeda.

Para António José Seguro, o argumento de Passos Coelho é “descabido” porque “pode haver disciplina e emissão de moeda”.

O secretário-geral do PS diz ainda que o PM está “cada vez mais alinhado com a senhora Merkel e isolado no país”, acrescentando que Passos Coelho “continua na sua e não escuta outras opiniões” além da da chanceler Alemã.

“Os problemas de Portugal não são os da Alemanha e por isso não se entende que o PM não defenda as propostas que melhor servem Portugal”, afirma.

Já na sexta-feira, no Parlamento, durante o debate do Orçamento do Estado para 2012, Seguro tinha considerado urgente que o BCE altere as exigências à banca nacional de rácio de empréstimos e de capital, dizendo que só por essa via haverá crédito para as empresas.

O Presidente da República, por seu turno, tem afirmado, desde finais de setembro, que o BCE deveria assumir outro papel na resolução da crise financeira europeia, considerando que é aí que está a solução para esta fase.

Para Cavaco Silva, o BCE deveria ter "disponibilidade para uma intervenção ilimitada no mercado secundário da dívida pública daqueles países, que sendo solventes, enfrentam problemas de liquidez", tendo como contrapartida a implementação de políticas de disciplina orçamental e políticas estruturais para aumentar a competitividade.

MP (MLL/PMF/VAM)/Lusa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Seguro propõe abstenção no OE na votação na generalidade e na final global

03-11-2011,Lusa-Expresso online
O secretário-geral do PS, António José Seguro, propõe que os socialistas se abstenham também na votação final global no Orçamento, disse hoje à Agência Lusa fonte oficial da direção deste partido
.

A posição de António José Seguro sobre o sentido de voto dos socialistas foi transmitida na reunião da Comissão Política Nacional do PS.

Na sua intervenção, segundo a mesma fonte do PS, Seguro defendeu que os socialistas se deveriam abster nas duas votações do Orçamento: na generalidade e em votação final global.

"A minha responsabilidade é manter o PS no universo de credibilidade", disse

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seguro recusa cenário de novo pacote de ajuda externa a Portugal

Lisboa, 26 set (Lusa)
O secretário-geral do PS recusou-se hoje a colocar o cenário de Portugal recorrer a um segundo pacote de ajuda externa, contrapondo que a obrigação do Governo é cumprir o memorando da ‘troika’ assinado em maio.

António José Seguro falava aos jornalistas em São Bento, no final de uma reunião de duas horas com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Interrogado sobre o cenário, admitido pelo primeiro-ministro, de Portugal recorrer a uma segundo pacote de ajuda externa, caso a Grécia entre em incumprimento, o líder socialista deu a seguinte resposta: “Não falo sobre cenários hipotéticos, mas não encontro nenhuma razão para que o Governo deixe de cumprir e deixe de executar o memorando [da ‘troika’] assinado em maio”.

António José Seguro disse aos jornalistas que pediu a audiência com Pedro Passos Coelho depois de ter sido confrontado com afirmações de ministros, e do próprio primeiro-ministro, que lhe causaram “perplexidade”.

Essas “perplexidades”, de acordo com Seguro, obrigaram-no “a pedir esclarecimentos” ao primeiro-ministro, porque “o País vive uma situação muito especial, em que são pedidos muitos sacrifícios aos portugueses e o País não pode falhar no cumprimento dos compromissos internacionais”.

Neste quadro, António José Seguro disse entender ser “normal que o líder da oposição tenha pedido esta reunião ao primeiro-ministro, visando saber o que significavam algumas intervenções públicas” que foram feitas.

“Ao mesmo tempo, tive a oportunidade de reafirmar ao primeiro-ministro muitas das posições públicas que já assumi, designadamente no que respeita à necessidade de o País ter uma agenda para o crescimento e o emprego e, ainda, sobre a necessidade de Portugal ter uma posição mais politicamente alargada de afirmação da defesa dos nossos interesses no seio da União Europeia”, afirmou o secretário-geral do PS.

Depois de mencionar dois dos pontos em que o PS mais tem criticado o Governo – agenda para o crescimento e política europeia -, Seguro recusou-se a esclarecer qual o resultado do diálogo que teve com o primeiro-ministro.

“Não vou falar de nenhum assunto em detalhe”, afirmou.

PMF/Lusa

domingo, 11 de setembro de 2011

PS/Congresso: Seguro quer chegar a primeiro-ministro para "servir Portugal" em nome das suas "causas e valores"

Braga, 11 set (Lusa)

O novo secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje aspirar ao cargo de primeiro-ministro "para poder servir Portugal em nome das causas e dos valores” que defende.

“A minha ambição é de ser primeiro-ministro para poder servir Portugal em nome das causas e dos valores que ali disse”, disse, questionado pelos jornalistas no final do XVIII Congresso socialista.


Escusando-se sempre a fazer qualquer “declaração política” – “já disse o que tinha a dizer hoje. O meu discurso foi muito claro”, comentou -, Seguro manifestou-se “muito feliz” no final da reunião magna do PS.

“Estou muito feliz pelo modo como decorreu este Congresso e pelo modo como decorreu esta sessão de encerramento”, disse.

Após a legitimação da sua liderança em Congresso, António José Seguro afirmou que começará esta nova etapa da sua caminhada política por uma reunião em Lisboa para “preparar a semana”.

Em mais uma tumultuosa “travessia” pelos corredores do pavilhão de exposições de Braga, onde decorreu o conclave, Seguro dirigiu-se depois acompanhado pela sua mulher ao carro que o tem transportado, dirigindo-se aos congressistas com que se ia cruzando – “Obrigado pelo vosso carinho, tudo de bom”, repetiu.

PGF/Lusa

Seguro quer revisão dos subsídios à produção de eletricidade em alternativa ao aumento do IVA

Braga, 11 set (Lusa)

O secretário-geral do PS afirmou hoje que proporá uma revisão dos subsídios à produção de eletricidade através de co-geração como alternativa ao aumento do IVA da luz e gás, medida que disse poupar 130 milhões de euros.

A proposta foi apresentada por Seguro no seu discurso de encerramento do congresso, depois de voltar a desafiar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a recuar na decisão do Governo de aumentar o IVA do gás e eletricidade de 6 para 23 por cento.


“Nos próximos dias entregaremos no Parlamento uma proposta que prevê um regime mais justo e fiscalizado dos subsídios à produção de eletricidade através de co-geração. Bastariam duas alterações para que os consumidores poupassem por ano, no mínimo, 130 milhões de euros. Deixariam de ser subsidiadas duas das maiores empresas portuguesas, mas ganhariam todos os consumidores”, disse.

Em relação aos aumentos do IVA do gás e da eletricidade, o secretário-geral do PS reiterou a sua primeira proposta alternativa de alargar o imposto extraordinário às empresas com lucros superiores a dois milhões de euros e sugeriu ainda ao primeiro-ministro uma solução menos drástica de subida deste imposto.

“O Governo escudou-se no memorando da troika mas este não obrigava a este aumento brutal de 17 pontos percentuais. O Governo poderia ter ficado pela taxa intermédia e mais próxima da nossa vizinha Espanha”, apontou.

Em termos políticos, o secretário-geral do PS disse continuar “à espera” de uma resposta de Pedro Passos Coelho no sentido de que “mude de opinião” e aceite as propostas avançadas pelos socialistas.

Ao nível das políticas económica e financeira, o secretário-geral do PS avisou que acompanhará e exigirá transparência nos futuros processos de privatização, advertindo o executivo que o memorando da troika “não obriga Portugal a vender ao desbarato”.

Em matéria de orientações de ordem estrutural, Seguro contrapôs a defesa do caminho do crescimento económico em alternativa ao aumento da carga fiscal.

Aqui, fez uma alusão a uma alegada disputa de competências dentro do atual Governo entre os ministérios da Economia e dos Negócios Estrangeiros.

“É incompreensível que, passados quase três meses desde que tomou posse, o Governo ainda não tenha clarificado os mecanismos de apoio à internacionalização das nossas empresas, prejudicadas pela indefinição do modelo de funcionamento do AICEP”, protestou.

De acordo com Seguro, “no momento em que as exportações são mais importantes, não se compreende nem se pode aceitar que as estruturas do Estado que as podem apoiar fiquem reféns de uma disputa entre dois ministros do Governo”.

“Senhor primeiro-ministro decida, já passaram 80 dias e as empresas portuguesas precisam de saber com que apoio contam”, acrescentou o secretário-geral do PS, criticando ainda o executivo por “não tomar uma única medida para preservar o emprego e estimular condições para a criação de novos postos de trabalho”.



PMF/Lusa