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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ongoing recebeu informações do SIED sobre África e Brasil

Relatórios secretos sobre oportunidades de negócios na América Latina e África terão sido enviados a Silva Carvalho por duas dirigentes do SIED, uma das quais liderou os inquéritos internos sobre as fugas de dados para a Ongoing. A denúncia foi feita ao DIAP, que viu “consistência” na informação.
A documentação, elaborada nos Departamentos de África e Europa/América do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), consistia em análises sobre ordenamentos jurídicos e Orçamentos do Estado, avaliações prospectivas, programas de investimento, áreas de cooperação e oportunidades de negócios em países como o Brasil, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Cabo Verde, África do Sul e Nigéria.
Estas e outras situações foram denunciadas ao Ministério Público (MP) a 28 de Abril, através de um email, que, apesar de anónimo, os investigadores consideraram revelar “conhecimento interno” do SIED.
Público,mjoliveira-hoje (Ler Mais)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Demitido director-adjunto do SIED

O diretor-adjunto do Sistema de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) foi demitido na terça-feira pelo secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), segundo um comunicado oficial hoje divulgado.
Já hoje foi também afastado de funções, a seu pedido, o diretor do Departamento Comum de Segurança do SIRP, acrescenta o texto enviado pelo gabinete do secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira.
O comunicado não faz referência a nomes, mas na página na internet do SIED consta o nome de João Bicho como diretor-adjunto daquele serviço desde agosto de 2010.
As demissões são conhecidas dois dias depois de o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa ter acusado três arguidos no “caso das secretas”.
São eles Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED, Nuno Vasconcellos, presidente do grupo Ongoing, e João Luís, antigo diretor do Departamento Operacional do SIED.
Por:Ionline/Agência Lusa-9 Maio 2012 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Silva Carvalho: Ex-espião acusado de usar agentes em prol da Ongoing

Ministério Público diz que ex-director do SIED recorreu a operacionais do serviço para obter informações sobre empresários ligados a um negócio na Grécia.
Jorge Silva Carvalho, antigo director do Serviço de Informações Estratégicas e Segurança (SIED), é acusado pelo Ministério Público de recorrer a espiões do próprio serviço para "mostrar a Nuno Vasconcellos", presidente da Ongoing, "o valor da sua experiência no SIED, dos seus contactos nos Serviços e dos que obtivera por via das suas anteriores funções, bem como da capacidade de obter informações por via dos Serviços". Tudo, segundo o despacho de acusação da 9ª secção do DIAP de Lisboa, "de modo a ser contratado pelo Grupo, para lugares de membro executivo ou de presidente executivo de Conselhos de Administração de sociedades do Grupo e nas melhores condições remuneratórias e de capacidade de decisão"
Este é um dos episódios relatados na acusação do Ministério Público contra o ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho foi acusado de violação de segredo de Estado, abuso de poder, corrupção passiva e acesso indevido a dados pessoais. O presidente do grupo Ongoing, proprietário do jornal Diário Económico, foi acusado de corrupção passiva, enquanto que João Luís, antigo director operacional do SIED, foi acusado acusado de abuso de poder, acesso indevido a informação.
Alguns dos crimes imputados a Jorge Silva Carvalho e a João Luís dizem respeito às suspeitas de obtenção de uma listagem de telefonemas do ex-jornalista do Público Nuno Simas.
Dn.pt.-por: Carlos Rodrigues Lima-Hoje

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ministério Público acusou três arguidos do “caso das secretas”

O Ministério Público acusou três arguidos do denominado “caso das secretas” pelos crimes de acesso ilegítimo agravado, abuso de poder, violação do segredo de Estado e corrupção passiva e ativa para ato ilícito.

A informação foi prestada hoje pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), indicando também que houve um arquivamento parcial do inquérito em relação a alguns factos em investigação relativo a atos praticados por ex-dirigentes de um organismo do Serviço de Informações da República.
A nota indica apenas que a um dos arguidos foi-lhe imputado um crime de acesso ilegítimo agravado, três de abuso de poder, um de violação de segredo de Estado e um de corrupção passiva para acto ilícito.
Outro arguido foi acusado de acesso ilegítimo agravado e três de abuso de poder e um outro está acusado de corrupção ativa para ato ilícito.
A acusação do Ministério Público ocorre depois de, a 26 de Abril, terem sido interrogados no DIAP de Lisboa o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, e o ex-administrador da empresa e ex-diretor Sistema de Informações Estratégicas e de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho, por suspeita de ilícitos criminais relacionados com acesso ilegítimo a dados pessoais do jornalista Nuno Simas.
Em Agosto do ano passado a investigação do caso sobre alegadas escutas e espionagem ilegal feita pelos serviços secretos foi considerada prioritária e urgente, e o inquérito foi aberto a pedido do diretor do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.
Na altura, Júlio Pereira pediu ao Ministério Público que fosse instaurado um inquérito criminal sobre alegadas fugas de informação nas secretas, tendo ele próprio prestado declarações.
O caso foi noticiado em julho passado pelo semanário Expresso, que revelou que o ex-diretor do SIED Jorge Silva Carvalho passou à empresa privada Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos, antes de abandonar a chefia do organismo, em novembro de 2010.
A Lusa contactou hoje com o advogado de Jorge Silva Carvalho que não quis prestar declarações. 
07/05/2012-Público/Lusa