segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Francisco Assis acusa Passos Coelho de "preconceito ideológico contra tudo o que é público"

Porto, 31 jan (Lusa)

O líder da bancada parlamentar do PS, Francisco Assis, acusou Pedro Passos Coelho de ter "preconceito ideológico contra tudo o que é público" e de ter um "profundo desconhecimento" do que se passa no domínio dos transportes.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, exigiu domingo, em Aveiro, uma reforma séria das empresas públicas” e um “Estado mais inteligente, com mais dignidade, que não seja capturável por interesses privados com tanta facilidade como hoje acontece”.

Passos Coelho disse mesmo que “a despesa geral realizada por todas as juntas de freguesia e câmaras municipais do país vale tanto como o passivo de uma grande empresa pública da área dos transportes, que está na ordem dos 6,5 a sete mil milhões de euros”.

Hoje em conferência de imprensa Francisco de Assis referiu que as afirmações do líder social democrata revelam um “puro preconceito ideológico sem qualquer avaliação pragmática da realidade”, além de “irresponsabilidade e até um profundo desconhecimento do que se passa neste domínio [dos transportes]”.

“Da leitura da posição do PSD ontem [domingo] enunciada, de que as empresas que dão prejuízos devem ser substituídas por privadas, concluímos que se está a fazer uma referência objetiva às empresas de transportes que são de facto as que dão mais prejuízos pela natureza do serviço que prestam”,
explicou Assis.

O socialista acrescentou que “os utentes pagam um valor que não corresponde ao custo real” pelo que “tem de haver uma intervenção pública que tem vindo a ser assegurada pelo Estado, acionista dessas empresas”.

O socialista defendeu que “não há nenhuma sociedade democrática, moderna e desenvolvida que não tenha uma forte oferta pública em matéria de transportes. Isso tem a ver com a mobilidade, igualdade de oportunidades e o ordenamento do nosso território”.

“O que seria da cidade do Porto sem STCP ou metro? O que seria a cidade de Lisboa sem a Carris? O que seria o país sem a CP? Isso significaria que introduziríamos no país uma situação praticamente caótica”,
sublinhou mesmo o deputado.

Por esse motivo, considera que as declarações de Passos Coelho assentam num “preconceito ideológico contra tudo o que é público” e que “é preciso pôr um limite a esta demagogia” que põe “em causa o interesse de tudo o que tem a ver com iniciativa pública”.

Tal discurso mostra-se para Assis mais demagógico quando “não se diz quais são as empresas em causa e se deixa no ar uma suspeita em relação a todas”.

“Temos uma esquerda radical, que combatemos todos os dias no Parlamento, que tem um preconceito ideológico contra tudo o que é privado e agora temos uma direita igualmente radical que tem um preconceito ideológico contra tudo o que é público. Nos temos uma visão diferente”, salientou o antigo eurodeputado que assegurou ser contra esse discurso demagógico e perigoso da diabolização permanente de tudo o que é público”.

LYL/(AYC)/Lusa

Em memória dos 120 Anos do 31 de Janeiro, na Invicta cidade do Porto

João Gilberto/António Carlos Jobim, "Chega de Saudade"

Budapeste(trailer) baseado no livro de Chico Buarque

EL Baradei,Prémio Nobel da Paz, disse aos manifestantes que o regime vai ter de mudar

domingo, 30 de janeiro de 2011

Davos: Forum Económico termina com otimismo mas com incertezas sobre como superar crise

Davos, Suíça 30 jan (Lusa)

O Fórum Económico Mundial terminou hoje com otimismo mas sob a tónica de que ainda há muito por fazer para superar a pior crise financeira e económica desde a Grande Depressão, que nos últimos três anos ensombrou o encontro.

Os peritos económicos reunidos na localidade suíça de Davos estão de acordo em como as expectativas de crescimento para este ano são positivas, ainda que mantenham um alto grau de incerteza.

A Europa e os Estados Unidos apresentaram diferentes soluções políticas e económicas para não limitar os respetivos crescimentos.

Enquanto a Europa se uniu no objetivo de reduzir o elevado endividamento público, que fez com que os mercados tenham penalizado a dívida soberana dos países periféricos, os Estados Unidos apostam em dar impulso ao crescimento sem reduzir a despesa, sob pena de não poder baixar o défice fiscal.

As economias desenvolvidas continuam a observar com alguma inveja o crescimento dos gigantes asiáticos China e Índia, dos quais dependem para a sua recuperação a longo prazo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, utilizaram as suas intervenções para defender o euro.

Este ano regressaram à estância de esqui de Davos administradores executivos e presidentes de grandes bancos internacionais, após dois anos de ausência em que quiseram passar despercebidos por terem sido resgatados da pior crise financeira desde 1930, que rebentou em agosto de 2007 e se intensificou em setembro de 2008, com a falência da Lehman Brothers.

Por efeito dominó, muitos bancos tiveram de ser resgatados ou nacionalizados parcial ou totalmente: o Fannie Mae, nos Estados Unidos, o Hypo Real Estate e o Commerzbank, na Alemanha, e o Royal Bank of Scotland, no Reino Unido.

Em Davos estiveram este ano os presidentes do JP Morgan, Jamie Dimon, do suíço UBS, Oswald Grübel, e do Citigroup, Vikram Pandit, mas não os homólogos da Goldman Sachs e do Morgan Stanley.

O administrador delegado do britânico Barclays, Bob Diamond, agradeceu ao G20, presidido este ano pela França, que se tenha unido para melhorar a regulação do setor bancário.

Em resposta, a ministra da Economia e Finanças francesa, Christine Lagarde, respondeu que a melhor forma de os bancos agradecerem seria através de "um bom financiamento (concessão de créditos a empresas e famílias) e remunerações sensetas (para os banqueiros)".

Merkel acrescentou que é necessária mais regulação na área financeira internacional e criticou que não exista ainda uma resposta coordenada à possível falência de um banco de grande importância para o conjunto do sistema financeiro
. Também criticou que ainda não exista forma de evitar que no final que pague seja o contribuinte.

O presidente do JP Morgan pediu a Sarkozy que evite, durante a presidência francesa do G20, introduzir uma regulação excessiva sobre os bancos.

Sarkozy respondeu que os bancos fizeram coisas que "vão contra o senso comum", pelo que não deveriam opor-se a um aumento da regulação, que classificou como "necessário".

NVI/Lusa

Sócrates espera que o congresso seja clarificador do ponto de vista político

Lisboa, 30 jan (Lusa)

O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou hoje esperar que o próximo congresso do seu partido seja clarificador do ponto de vista político e apelou para que sejam apresentadas diferentes ideias para debate interno.

De acordo com dirigentes socialistas contactados pela agência Lusa, esta posição de José Sócrates foi transmitida na reunião da Comissão Nacional do PS, que durou menos de três horas e que marcou o XVII Congresso deste partido para o Porto, entre os dias 08 e 10 de abril.

Numa das suas intervenções, segundo membros da Comissão Nacional do PS, José Sócrates referiu-se especificamente ao tipo de congresso que deseja ter no Porto e desdramatizou a eventualidade de aparecerem alternativas às suas propostas.

“Mais do que se falar em debate de ideias, é importante que se proponham ideias”, disse, adiantando que espera que o próximo congresso do PS “seja clarificador” do ponto de vista político.

Na questão das últimas eleições presidenciais, o secretário-geral do PS foi breve, salientando que o candidato apoiado pelos socialistas, Manuel Alegre, travou um combate político “muito difícil”, já que as recandidaturas dos presidentes da República são tradicionalmente vencedoras em Portugal.

No final da Comissão Nacional do PS, o porta-voz dos socialistas, Fernando Medina, disse que a reunião “foi muito participada e onde se registou um forte clima de união em relação à atuação do Governo”.

Interrogado sobre a derrota do candidato apoiado pelo PS no domingo passado, Fernando Medina afirmou que a Comissão Nacional concluiu que os portugueses deixaram “uma mensagem a favor do reforço da estabilidade política em Portugal” e “frustraram todos aqueles que viam nas eleições presidenciais o lançamento de uma mudança de ciclo político relacionada com a governação”.

“Isso não aconteceu”, frisou o porta-voz do PS, que, no entanto, recusou relacionar a candidatura de Manuel Alegre com uma perspetiva de instabilidade política.

Fernando Medina considerou ainda “abusivas” leituras políticas que pretendam atribuir ao PS uma derrota eleitoral no passado domingo.

“As eleições presidenciais são unipessoais, não são os partidos que vão a votos. Qualquer tentativa de extrapolação dos resultados das eleições presidenciais para eleições legislativas é abusiva”, considerou.

Em termos de conclusões políticas sobre a posição do PS em relação ao resultado das eleições presidenciais, Fernando Medina referiu que o seu partido “regista o facto de o candidato Manuel Alegre não ter atingido o objetivo da segunda volta”.

“Nesse sentido, as eleições presidenciais não tiveram um resultado que permitisse ao PS cumprir os seus objetivos”, acrescentou.

PMF/Lusa

Manifestações no Cairo

Clique em baixo para aceder ao Portfólio fotográfico do Le Monde.

Les manifestations au Caire
LEMONDE.FR 30.01.11


© Le Monde.fr

Líder da oposição ElBaradei juntou-se aos manifestantes no Cairo

(foto AFP/Mohamed Abed)
"Enquanto aviões de caça, helicópteros e outros veículos militares vigiam a capital egípcia, o líder da oposição Mohammed Elbaradei juntou-se aos milhares de manifestantes que continuam a protestar na praça Tahir, no Cairo, centro principal das manifestações.
Segundo avança a Reuters, Elbaradei não fez nenhuma declaração aos jornalistas, mas entrou na praça de mãos dadas com alguns dos manifestantes.

A praça Tahrir tem sido palco de confrontos nos últimos dias entre a polícia e manifestantes que protestam contra o regime do presidente Hosni Mubarak.

Milhares de manifestantes no local eram hoje, domingo, vigiados por um contingente militar que delimitou um perímetro em torno da praça, mas a atmosfera era menos tensa.

"Os soldados são nossos, são do povo", disse um dos manifestantes à Lusa, enquanto outro criticou a actuação da polícia, acusando-a de, concertadamente com o regime, "fazer as pessoas sentirem-se inseguras e usar o seu descontentamento como desculpa para matar inocentes".

Entretanto, a administração Obama revelou que não começou ainda a discutir a possibilidade de suspender a ajuda americana ao Egipto, assegurou hoje a secretária de Estado, Hillary Clinton.

A chefe da diplomacia americana sublinhou que o presidente egípcio, que é contestado pela população, ainda não fez o suficiente pela democratização do país, mas mostrou ser partidária de "uma transição ordenada".

Enquanto isso, na praça de Tahir, a multidão insiste em pedir a saída de Mubarak."

(Continuar a ler no JN on line)

Clima de grande tensão em todo o Egipto

Civis ocupam pacificamente os tanques do exército.
Há militares do lado da revolta, embora se mantenha um clima de forte tensão, também devido às mais de cem mortes e milhares de feridos já contabilizados.
O "golpe palaciano" de Mubarak, ao demitir um governo para logo nomear outro, presidido por um general e a manobra de nomear, pela primeira vez em trinta anos de ditadura, um Vice-presidente, também ele um general, que chefiava os poderosos serviços de Informações, mais não é do que uma vã tentativa de manter o controle das Forças Armadas.
A verdade é que, como a foto ilustra, na generalidade das situações o Povo confraterniza com os militares.
Ou seja, a revolta virou revolução e Hosni Mubarak não tem muitas horas para tomar o caminho do exílio.

(foto AP/Estadão)

Milhares de egípcios insistem na demissão de Mubarak! A resposta deste já se conta por mais de 70 mortos e milhares de feridos!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Dilma Rousseff lembra vítimas do Holocausto e demarca-se do presidente do Irão

Dilma: Brasil não deve compactuar com violação dos direitos humanos 'em qualquer País'
Presidente participou de homenagem às vítimas do Holocausto na quinta-feira, 27, em Porto Alegre


A presidente Dilma Rousseff disse que é dever do Brasil "não compactuar com nenhuma forma de violação aos direitos humanos em qualquer País, aí incluído o nosso", durante discurso aos cerca de 200 participantes da cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, nesta quinta-feira, 27, na sede do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

A manifestação foi muito aplaudida pela plateia, que pouco antes tinha visto o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, mostrar-se entusiasmado com os primeiros movimentos de Dilma ao afirmar que a presidente "foi clara a respeito dos direitos humanos referindo-se inclusive ao que acontece no Irã". Em sua saudação, Lottenberg também lembrou à presidente que ela, melhor que todos os que estavam presentes, "sabe o que significa ser torturada e ter seus direitos de expressão subtraídos".

Em outros dois trechos do discurso, em momentos diferentes, Dilma reafirmou a busca da paz, "inclusive no Oriente Médio", como posição histórica do Brasil e fez menção às nações que buscam ter seus territórios, numa possível alusão aos palestinos. "Rendemos homenagem à resistência cultural judaica que pavimentou o caminho para uma pátria física, direito que não pode ser negado a nenhum povo", destacou, também sob aplausos.

Dilma destacou que o nazismo foi o início de uma época de violência industrial, de tortura científica, que seria usada em situações posteriores em guerras de extermínio e em ditaduras. "Lembrar Auschwitz, lembrar Birkenau (campos de concentração no sul da Polônia) é lembrar as vítimas de todas as guerras injustas, de todas as ditaduras que pelo mundo afora exterminaram, torturaram e tentaram calar milhões de seres humanos", comparou.

No mesmo tom de toda a cerimônia, Dilma também fez algumas menções ao uso da memória para evitar que novas tentativas de intolerância cresçam no futuro. "É nosso dever lembrar que o holocausto é crime contra os direitos humanos e contra a humanidade", reiterou, numa referência explícita à perseguição de judeus e minorias na Segunda Guerra Mundial.

Em outro momento, a presidente fez referências ao País. "No Brasil o dever da memória é algo indissociável do dever de festejar a vida, porque nós somos um povo que encara como sendo um momento muito especial da vida entender, compreender e sobretudo saber que é importante, para evitar que se repita, lembrar sempre, afirmar sempre, que nós rejeitamos a barbárie".

(Com a devida vénia a Elder Ogliari / PORTO ALEGRE - O Estado de S.Paulo
)

A oposição laica procura criar condições para a transição no Egipto


La revuelta popular egipcia ha confirmado que, en contra de la versión oficial, en el país del Nilo existe otra oposición al régimen de Mubarak que no son los Hermanos Musulmanes. El reto ahora es canalizar ese descontento en un proyecto político con suficiente apoyo para convertirlo en una alternativa de Gobierno. Como también se ha visto en Túnez, los autócratas no dejan crecer la hierba a sus pies dificultando el cambio. Sin partidos de oposición efectivos y sin práctica democrática real, los egipcios tienen sin embargo la opción de recurrir a una figura de consenso que pueda liderar su transición.
Mohamed el Baradei se ha ofrecido a hacerlo. (Continuar a ler no "El Pais on line")

Revolta popular no Egipto não acalmou com discurso do presidente Mubarak

Milhares de pessoas desafiam o recolher obrigatório no Egipto. Mubarak obrigado a demitir o governo, mas continua a ser rejeitado nas ruas!

Guillermo Fariñas detido pela terceira vez em dois dias

Fariñas e pelo menos outros 15 opositores ao regime cubano foram detidos quando participavam numa manifestação em Santa Clara, junto à estátua do herói nacional José Martí.
A ler no Público on line

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Deolinda, "Canção ao Lado"

AR: Governo diz que Portugal está na 2ª posição no aproveitamento de fundos comunitários

Lisboa, 28 jan (Lusa)

"O Governo apresentou hoje dados que indicam que Portugal é o segundo país da União Europeia que regista maior percentagem de pagamentos de fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) por parte da Comissão Europeia.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, Portugal, com 15 por cento de pagamentos intermédios, é apenas ultrapassado pela Alemanha, que regista 18 por cento de verbas pagas perante o total de fundos comunitários.
O Ministério da Economia refere que, dos 24,4 mil milhões de euros a que Portugal tem direito até 2013, foram já pagos 15 por cento, quando a média da União Europeia é de 11,5 por cento.
Pelas mesmas estimativas do executivo, Portugal encontra-se à frente de países como a Polónia (12 por cento), Espanha (14 por cento), Grécia e França (ambas com 13 por cento) e da Itália (sete por cento).
Segundo o Ministério da Economia, a despesa de fundos da política de coesão na economia portuguesa em 2010 foi de 2,967 mil milhões de euros, quando em 2009 tinha sido de 1,9 mil milhões de euros.
Na sua intervenção, na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que o Governo definiu como objetivo em 2011 atingir 40 por cento de execução global dos fundos do QREN e 42 por cento no Programa de Desenvolvimento Regional (PRODER) destinado à agricultura".


PMF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Cidade da Guarda acordou coberta de branco, estradas de acesso ao maciço central da Serra da Estrela cortadas

Guarda, 28 jan (Lusa) –

A parte mais alta da cidade da Guarda acordou hoje coberta de branco mas a neve que caiu durante a madrugada não originou problemas rodoviários, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Na Serra da Estrela, a queda de neve provocou o corte das estradas de acesso ao maciço central.

O coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil da Guarda, Eduardo Matas, disse que nevou nas zonas mais altas da cidade “mas não há ruas interditas”.

“Há algumas ruas onde têm que ser tomadas as devidas precauções, que são as mais íngremes, mas as vias estão todas abertas à circulação automóvel”, adiantou à Lusa.

O responsável contou que, durante a noite, os serviços de proteção civil procederam ao espalhamento de sal e a intervenção de um limpa neves “manteve todas as vias da cidade transitáveis”.

“Nunca chegaram a estar ruas cortadas, até porque, durante a noite, o trânsito era reduzido”, salientou.

Eduardo Matas recomenda aos automobilistas para que “nas ruas mais íngremes circulem com precaução, fazendo uma condução defensiva e guardando as distâncias em relação aos veículos da frente”.

Na Serra da Estrela, a queda de neve originou o corte das estradas no maciço central, segundo fonte do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda.

A fonte disse à Lusa que estão fechados ao trânsito, desde as 21:00 de quinta-feira, os troços da Estrada Nacional 338 (EN 338) entre Piornos/Torre e Sabugueiro/Torre.

ASR/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto,"A Lista de Schindler"(trailer)

Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen


Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Ministro da Presidência sublinha que reeleição de Cavaco foi a que"obteve menor percentagem de votos"

UE/Infração: Governo diz que decisão de Bruxelas demonstra inexistência de infrações no Programa e-escolas

Lisboa, 27 jan (Lusa)

O secretário de Estado das Comunicações congratulou-se hoje com o facto de Bruxelas ter decidido arquivar o processo de infração contra Portugal no programa e-escola, afirmando que esta decisão demonstra a inexistência de infrações ou irregularidades financeiras.

“Não posso deixar de ver de forma positiva” a decisão da Comissão Europeia (CE), afirmou à Lusa o secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, sublinhando que “não restam mais dúvidas” sobre processo de fornecimento de computadores portáteis a estudantes, professores e estagiários.

“Todas as questões que foram colocadas foram já avaliadas pelas entidades que tinham o dever de o fazer”, afirmou o governante, acrescentando que a CE “arquivou o procedimento que tinha instaurado relativamente ao e-escola, aceitando que o que o Governo está a fazer relativamente a este programa está em conformidade com as normas da União Europeia”.

O secretário de Estado recordou ainda que o Tribunal de Contas concluiu, numa auditoria ao programa, “que não havia qualquer infração ou irregularidade financeira” e-escola.

A Comissão Europeia decidiu hoje arquivar o processo de infração contra Portugal na sequência das incorreções detetadas na forma como Lisboa adjudicou, sem concurso público, o fornecimento de computadores portáteis a estudantes, professores e estagiários.

Bruxelas explica que, “como resultado da intervenção da Comissão Europeia, as autoridades portuguesas irão agora realizar um concurso público e tomar medidas para assegurar que os contratos de fornecimento são abertos a todas as empresas da União Europeia interessadas”.

A Comissão encerra assim o processo aberto em junho de 2010 por desconfiar que Portugal não tinha cumprido “as suas obrigações” ao não abrir à concorrência os contratos para o fornecimento dos computadores portáteis e serviços internet a estudantes, professores e estagiários em Portugal no contexto dos programas de educação e-escola, e-professores e e-oportunidades".

CSJ(FPB)/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico ***

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ivan Lins/Simone, "Começar de Novo"

Presidenciais: Diretores-gerais da Administração Interna e da Administração Eleitoral pediram demissão

Lisboa, 26 jan (Lusa)

Os diretores-gerais da Administração Interna e da Administração Eleitoral pediram a demissão devido aos problemas ocorridos com os cartões do cidadão nas eleições de domingo passado, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.

Em resposta a uma questão da agência Lusa, fonte do gabinete de imprensa do ministro Rui Pereira afirmou que o diretor-geral da Administração Interna, Paulo Machado, e o diretor-geral da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, "apresentaram o pedido de demissão na sequência dos factos ocorridos no ato eleitoral de 23 de janeiro".

Rui Pereira ainda não decidiu se aceita os pedidos de demissão, remetendo uma decisão "para o momento da conclusão do inquérito sobre os referidos factos".

Na terça-feira, Rui Pereira afirmou no Parlamento esperar que o inquérito às dificuldades registadas no dia da eleição dure duas semanas.

Na Comissão de Assuntos Constitucionais, o diretor-geral da Administração Interna, Paulo Machado, avançou com uma explicação técnica para o sucedido no dia 23 de janeiro afirmando que houve uma “sobrecarga de afluxos” aos sistemas de informação – portal do eleitor e serviço SMS – cerca das 13:20.

“Há um disparo que fez esta concentração. Não sendo informático trabalhei muitos anos com hidráulicos que têm para isto um nome, fator de carga. Que é que aconteceu? Nós estávamos preparados para ter uma chuva intensa e tivemos uma tromba d´água”, afirmou, ressalvando que não estava a atribuir “responsabilidades a ninguém”.

“Apesar de o senhor diretor-geral compreensivelmente querer dar estas explicações técnicas, eu queria pedir aos deputados um pouco de paciência que não será muita”, afirmou Rui Pereira, acrescentando que pediu à Universidade do Minho para que o inquérito esteja concluído em duas semanas.

Rui Pereira pediu desculpa aos eleitores que tiveram dificuldades em votar no domingo.

O ministro anunciou que o mesmo departamento da Universidade do Minho responsável pelo inquérito vai acompanhar o próximo ato eleitoral.

No domingo, muitos eleitores com cartão de cidadão tiveram dificuldades em votar, por não terem conseguido saber, através dos meios disponibilizados para o efeito, a respetiva assembleia de voto.

APN (SF)/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Presidenciais: "Sócrates e Cavaco saíram mais fortes com as eleições" - Presidente do Banco BPI

Lisboa, 26 jan (Lusa)

"O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, saudou hoje o resultado das eleições presidenciais, dizendo que o primeiro ministro, José Sócrates, e o presidente reeleito, Cavaco Silva, "saíram mais fortes" com a escolha dos portugueses, afastando a eclosão de uma crise política.

"Não acredito numa crise política. Já vivemos uma situação tensa, não vejo porque haveria de se dar uma crise política. Até porque acho que o resultado das eleições foi favorável. O primeiro ministro José Sócrates e o presidente da República Aníbal Cavaco Silva saíram os dois mais fortes",
realçou.

Segundo Ulrich, "o líder do maior partido da oposição tem revelado grande maturidade desde que está à frente do PSD, pelo que estes três elementos contribuem para a estabilidade, e não para a instabilidade do país".

DN/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***





Obama fez discurso do Estado da Nação

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Temperaturas baixas e ventos fortes até quarta-feira

O Instituto de Meteorologia avisou hoje, segunda-feira, para a persistência de valores baixos de temperatura até quarta-feira, com vento forte nas terras altas a norte do rio Tejo e aguaceiros fortes nas regiões montanhosas da Madeira.

Os distritos de Leiria, Coimbra, Aveiro, Viseu, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Faro e Madeira estão hoje, segunda-feira, sob aviso amarelo o que traduz uma "situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica",
segundo o Instituto de Meteorologia (IM).

No caso do aviso para temperaturas baixas encontram-se os distritos de Bragança. Guarda, Portalegre, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

A Norte do território continental, acima do rio Tejo, o aviso amarelo informa que poderá ocorrer "vento temporariamente forte nas terras altas, com rajadas da ordem dos 80 e 90 quilómetros hora".

No caso da costa algarvia, prevê-se ondulação de "sueste, entre os dois e os três metros", além de "aguaceiros, por vezes fortes, em especial no barlavento".

O IM prevê para hoje temperaturas mínimas negativas nas regiões da Guarda (-6 gaus Celsius), Bragança (-4º), Viana do Castelo e Viseu (-2º) e Vila Real (-1º).
(Jornal de Notícias)

A ler outras Cartas...

O V de Cavaco Silva, "A Forma e o Conteúdo", J.F. Marques;

Eleições antecipadas,"Causa Nossa", Vital Moreira;

Eleições presidenciais..."Câmara Corporativa",M.Abrantes;

...E o fim!...após a desunião,"A Nossa Candeia", Ana Paula Fitas;

Balanço da noite de ontem..."Banco Corrido",Paulo Pedroso;

Rescaldo,"Entre as Brumas da Memória",Joana Lopes;

Cavaco Silva:o discurso da vitória,"Politeia", Correia Pinto;

Na Verdade,"Vermelho Cor de Alface, TMike;

Cavaco é o Presidente eleito com menos votos

"Era o seu objectivo expresso durante a campanha e atingiu-o. Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República, fugindo a uma segunda volta. Obteve 52,94% dos votos, ultrapassando a percentagem com que foi eleito há cinco anos, 50,54%. Mas não terá atingido os 2.773.431 votos de há cinco anos, ficou-se pelos 2.230.104, quando estavam apuradas todas as freguesias, perdendo assim mais de meio milhão de votos."
Por:São José de Almeida/Público

domingo, 23 de janeiro de 2011

Obrigado, Manuel Alegre!

Canção tão simples

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?
Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?
Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?
Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?


Manuel Alegre



"Postal dos Correios", Rio Grande

"Nascer Outra Vez", Ritual Tejo


Onde é que eu ouvi esta piada de mau gosto, que mais pareceu um "boomerang"?

"É preciso acreditar"! Luiz Goes

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"É possível viver de pé!"

Letra para um hino

É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.


Manuel Alegre

"Cântico Negro", em Homenagem a João Villaret, nos 50 anos da Sua morte


Poema de José Régio, sobre música de Tom Jobim

LEGENDARY TIGERMAN - A day at the riding school, Feat. Maria de Medeiros


A day at the riding school, Feat. Maria de Medeiros

LEGENDARY TIGERMAN AKA PAULO FURTADO Myspace Music Videos

Short film included in the "Femina" series. Shot in Super8 in Viana do Castelo, Portugal. Directed by Paulo Furtado & edited by Rodrigo Areias & Paulo Furtado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mariza, "Boa Noite Solidão"

“Esta campanha revelou um Cavaco Silva fator de instabilidade” – António Costa

Lisboa, 20 jan (Lusa)

O presidente da Câmara de Lisboa e apoiante de Manuel Alegre, António Costa, acusou hoje Cavaco Silva de ser “um fator de instabilidade”, garantindo que com o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda “não haverá crise política”.

Ao lado de Manuel Alegre na arruada que esta tarde decorreu na baixa de Lisboa, António Costa disse, em declarações aos jornalistas e questionado sobre as posições de Cavaco Silva, que a campanha tem revelado que já como candidato, o Presidente da República, “é um fator de instabilidade”.

“Acho que esta campanha se teve alguma utilidade foi deixar claro que estas eleições não são umas eleições quaisquer e que é importante haver um sinal claro de que o país precisa de estabilidade, de um Presidente que interprete fielmente os poderes da Constituição”, declarou.

Para o presidente da Câmara de Lisboa “se a segunda volta tivesse consequências [as anunciadas por Cavaco Silva], é de imaginar o que aconteceria “resultado de uma má escolha de um Presidente da República”.

“Esta campanha revelou, para surpresa de muitos e de mim próprio, um Cavaco Silva fator de instabilidade e não um fator de estabilidade como neste momento o país precisa”,
afirmou.

António Costa sublinhou ainda ter “a certeza que com Manuel Alegre não haverá crise política”.

JF/Lusa

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Números da execução orçamental resultam de "melhoria da despesa pública",diz Pedro Silva Pereira

Lisboa, 20 jan (Lusa)

O ministro da presidência, Pedro Silva Pereira, realçou hoje que os números da execução orçamental avançados pelo Governo resultam da “melhoria da despesa pública” e são independentes da “operação com os fundos de pensões da PT”.

“O fundo de pensões da PT não tem nenhum contributo para a melhoria de resultados que o Governo agora sublinha. A melhoria de resultados que agora se alcança é totalmente independente da operação com os fundos de pensões da PT. Essa operação já estava contabilizada no orçamento para 2011, agora estamos a falar da diferença, isto é, da melhoria da execução que se conseguiu obter para lá do que estava estimado”,
vincou, no final da reunião do Conselho de Ministros.

Ladeado pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, Pedro Silva Pereira salientou que para os resultados apurados pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), que confirmam as expetativas governamentais já avançadas com base em dados preliminares, contribui a “melhoria da despesa pública”.

Teixeira dos Santos reforçou, por seu turno, que no domínio do controle da despesa pública, os números hoje divulgados pelo Governo “são a evidência de que as medidas de controlo e redução da despesa” adotadas pelo Governo “deram o seu resultado”.

“Reduzimos no último trimestre mais de mil milhões a despesa do conjunto do Estado, da Segurança social e dos serviços e fundos autónomos”,
congratulou-se.

Quanto à receita fiscal, houve também, no entender de Teixeira dos Santos, “uma melhoria significativa”.

“Recordo que no orçamento inicial de 2010 tínhamos uma taxa de crescimento da receita fiscal de 1,2 por cento. Tomámos medidas a meio do ano, entre as quais o agravamento de alguns impostos. Em outubro a previsão que tínhamos de crescimento da receita fiscal apontava para um crescimento de 4,5 por cento. Fechámos o ano com um aumento da receita fiscal de 5,5 por cento. Isto quer dizer que as medidas adotadas no domínio fiscal foram implementadas e produziram os seus frutos”, referiu.

Teixeira dos Santos remeteu o apuramento final do défice das contas públicas em 2010 para o trabalho que irá ser levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com o apoio do Banco de Portugal e da DGO.

PGF/Lusa

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Alegre acusa Cavaco de agitar ameaça de crise

Tim e Mário Laginha, "Hora das Gaivotas"

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais: Alegre acusa Cavaco de estar a fazer "habilidade tática" ao afastar dissolução do Parlamento

Aveiro, 19 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre admitiu hoje que Cavaco Silva esteja a fazer uma “habilidade tática” e “eleitoralista” quando afirma ter pouco apetite para utilizar o seu poder de dissolução da Assembleia da República.

“Não sei se é um recuo ou uma habilidade tática, mais uma habilidade eleitoralista”, afirmou Manuel Alegre aos jornalistas, a meio de uma arruada em Aveiro, depois de ter sido confrontado com as palavras proferidas horas antes por Cavaco Silva em Lamego.

Cavaco Silva foi questionado se defende que o Presidente da República deveria ter o poder de dissolver o Parlamento, mesmo em final de mandato, em caso de crise grave.

Na resposta, o ainda Presidente da República defendeu que "o país precisa de estabilidade, tranquilidade, serenidade", prometendo: "E é sempre dessa forma que eu irei atuar".

"Só a partir do dia 9 de março é que os presidentes reganham a possibilidade de utilizar essa bomba atómica, que eu tenho também pouco apetite para utilizar. Conhecem-me, sou um defensor da estabilidade política", acrescentou.

Manuel Alegre disse depois desconhecer o teor destas declarações proferidas por Cavaco Silva e frisou que não faz “interpretações subjetivas”.

“Foi Cavaco Silva quem falou para os seus eleitores em crise política, que só poderia ser provocada por ele. Isso é o que se regista e ao fazê-lo tornou-se um fator de instabilidade política, num momento em que Portugal precisa de estabilidade e de confiança”,
declarou o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda.

PMF/Lusa

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Euro/Crise: Emissão da dívida mostra reconhecimento do esforço...

Lisboa, 19 jan (Lusa)

O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, afirmou hoje que a emissão de dívida portuguesa mostra que o esforço do Governo em matéria de consolidação orçamental está a ser reconhecido.

"Isto é para nós um sinal encorajador, na medida em que traduz o reconhecimento daquilo que tem vindo a ser o esforço do Governo na frente de consolidação orçamental", afirmou Costa Pina em declarações aos jornalistas no Ministério das Finanças.

Portugal vendeu hoje 750 milhões de euros de uma nova linha de Bilhetes do Tesouro (BT) a uma taxa de juro média de 4,029 por cento.

De acordo com os dados do leilão disponibilizados na agência de informação financeira Bloomberg, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) conseguiu colocar a totalidade prevista para esta nova linha de BT com maturidade em janeiro de 2012, com uma taxa de juro média abaixo dos 5,281 pagos na emissão anterior com maturidade semelhante.

"Esta foi uma colocação de bilhetes do tesouro que correu de forma bastante satisfatória", considerou o secretário de Estado, salientando que o "nível de procura foi três vezes superior à oferta" e que a taxa média de juro foi 125 pontos base inferior à verificada no último leilão de BT a 12 meses.

Para Costa Pina, o resultado do leilão é o "reconhecimento objetivo pelo mercado da adequação das políticas que têm vindo a ser seguidas num contexto de turbulência dos mercados financeiros que continua a verificar-se" e que o Governo tem de enfrentar.

O secretário de Estado destacou o facto de os leilões feitos este mês terem vindo "consistentemente a decorrer de forma melhor do que as emissões que haviam sido feitas no último trimestre do ano passado", nomeadamente as realizadas em novembro e dezembro.

"A operação hoje realizada confirmou essa tendência", disse.

Confrontado com o resultado alcançado numa emissão com maturidade semelhante realizada há um ano, em que a taxa média de juro para a colocação da dívida foi de 0,9 por cento, o secretário de Estado afirmou que essa comparação "não tem um significado útil para dele tirar consequências".

Costa Pina afirmou que "o que importa é analisar as condições a que a Repúblicas se está a conseguir financiar", destacando que os três leilões deste mês foram feitos "em condições consistentemente mais favoráveis do que as últimas realizadas".

CSJ/Lusa

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domingo, 16 de janeiro de 2011

Manuel Alegre em"Balada de Outono para Zeca Afonso"


Poema de Manuel Alegre em "Coimbra Nunca Vista",1995

Alegre alerta que é fácil Portugal resvalar para o autoritarismo

Baião, 16 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre referiu-se hoje às cargas policiais que ocorreram nos tempos em que Cavaco Silva era primeiro-ministro e advertiu que é fácil o país resvalar para o autoritarismo.

Manuel Alegre falava numa sessão no Baião, com algumas centenas de apoiantes, depois do discurso do presidente da Câmara local, José Luís Carneiro.

Na sua intervenção, o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda evidenciou os riscos de uma “mudança de democracia política” caso Cavaco Silva vença as eleições.

“Não podemos esquecer que o atual Presidente da República, quando foi primeiro-ministro, não deixou fazer manifestações como acontece agora com este Governo. Mandou reprimir os trabalhadores, os estudantes e mandou magueiradas de água aos polícias”, disse.

Estes factos, segundo Alegre, “significa que é muito fácil resvalar para certas formas de autoritarismo, sobretudo num país que tem também essa tradição”.

“Se for eleito Presidente saberei ser Presidente de todos os portugueses e serei – e sou – um homem de tolerância. E a tolerância é um valor muito importante num país como o nosso e num país com algumas tradições que não são boas”,
afirmou.

De acordo com Alegre, “a tolerância, o espírito crítico, a abertura e a uma visão cosmopolita e o respeito pela diferença, a liberdade e as liberdades de que a liberdade é feita, tudo isso é importante”.

“Todos estes valores fazem parte do património da esquerda e do património da minha vida. Eu respondo por isso, eu dou essa garantia”,
acrescentou.

Na intervenção anterior, o presidente da Câmara do Baião foi muito aplaudido quando criticou Cavaco Silva por ter ficado em silêncio perante a tentativa do poder judicial de “amesquinhar” o poder político.

PMF/Lusa

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Brasil: Vítimas mortais das chuvas aumentam para 617, sete municípios declaram calamidade pública

Rio de Janeiro, Brasil, 16 jan (Lusa)

O número de pessoas que morreram devido às chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro aumentou para 626, informaram as autoridades locais, no mesmo dia em que foi decretada calamidade pública em sete municípios.

Segundo o último balanço oficial, as chuvas e, principalmente, os deslizamentos de terras na madrugada de quarta-feira, destruíram centenas de casas que tinham sido construídas nas encostas das serras e fizeram 279 mortos em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 56 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.

Pelo menos 6.050 pessoas perderam as suas casas e outras 7.780 tiveram de as deixar temporariamente, refugiando-se em ginásios e escolas.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, declarou o estado de calamidade pública nos sete municípios mais afetados pelas chuvas (Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, Sao José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal), a fim de facilitar a reconstrução nessas cidades.

As autoestradas para Nova Friburgo, bloqueadas desde os temporais da última terça-feira, na sequência de deslizamentos de terra, já foram entretanto reabertas.

O estado de São Paulo, onde hoje morreram seis pessoas quando tentavam atravessar uma ponte que tinha sido arrastada pela subida das águas do rio, também tem sido afetado pelos temporais. Segundo a polícia, a estrada onde aconteceu o acidente está bloqueada desde quinta-feira devido aos danos provocados pela chuva e o trânsito está interdito.

As autoridades decretaram luto oficial de sete dias no Estado do Rio de Janeiro e de três dias em todo o Brasil por causa da maior catástrofe natural da história do país.

Um contingente da Força Nacional de Segurança, formada por polícias de diferentes regiões do país para atuar em momentos de emergência, chegou entretanto às cidades mais atingidas. Os cerca de 225 polícias estão a ser deslocados para Teresópolis e Nova Friburgo, os dois municípios mais afetados, para reforçar as equipas locais.

A Força Nacional de Segurança terá a missão de patrulhar as ruas, evitar saques, resgatar vítimas em locais de difícil acesso e ajudar no reconhecimento de corpos.

RCR/MAN/Lusa

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"Flores para Coimbra"e "Trovador"letra de Manuel Alegre


A voz de António Bernardino e as guitarras, também saudosas, de António Brojo e António Portugal, entre outros.

"A minha família política sabe as incomodidades que posso causar",diz Manuel Alegre em Coimbra

Coimbra, 15 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre atribuiu hoje ao presidente do PS, Almeida Santos, a principal responsabilidade pelo apoio que recebeu deste partido, mas advertiu que a direção socialista sabe as incomodidades que lhes poderá causar.

No comício de Coimbra, no Teatro Académico de Gil Vicente, Almeida Santos tinha feito o discurso que antecedeu o de Manuel Alegre, elogiando o candidato apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda.

Alegre agradeceu as palavras de Almeida Santos e referiu que, ao contrário da corrida presidencial de 2006, “desta vez” tem o apoio do PS.

“Mas eu não sou refém dos apoios que tenho, eu continuo a ser o mesmo, o mesmo homem livre, o mesmo homem independente, que pensa pela sua cabeça. Tenho a minha família política, sou fiel à minha família política, mas a minha família política sabe as incomodidades que posso causar, porque penso pela minha própria cabeça e não estou refém de ninguém”, acentuou.

Em contraponto, Manuel Alegre considerou que o seu principal adversário na corrida a Belém, “com as afirmações que tem feito ultimamente, está refém dos dois partidos que o apoiam [PSD e CDS], que estão com pressa de chegar ao poder empurrados por ele, encostados a ele”.

“Ele ameaçou provocar uma crise política, ou seja dissolver a Assembleia da República, para abrir as portas do poder aos dois partidos que o apoiam. Ele deixou de ser um garante de estabilidade e ele é neste momento um fator de instabilidade”,
acrescentou.
PMF/Lusa
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Presidenciais: “Precisamos de outro PR, que seja o negativo de Cavaco em matéria económica e política” – Almeida Santos

Coimbra, 15 jan (Lusa)

O presidente do PS, Almeida Santos, disse hoje que Portugal precisa de um outro Presidente da República, que seja o “negativo” de Cavaco Silva em termos económicos e políticos, condenando o seu conservadorismo, neoliberalismo e silêncio.

No comício de Coimbra, num discurso em que se dirigiu ao candidato presidencial Manuel Alegre sempre tratando-o por tu, Almeida Santos apontou aquilo que para ele são os “dois ou três principais defeitos” de Cavaco Silva.

À cabeça evidenciou o conservadorismo do atual Presidente da República, defendendo que Portugal precisa de um presidente inovador – “em certo sentido até de um revolucionário” - já que os próximos cinco anos vão ser muito difíceis para o país.

Segundo o presidente do PS, Cavaco Silva não é o chefe de Estado para combater os problemas com que Portugal se enfrenta “porque ele está identificado com os autores desses mesmos erros: os economistas liberais”.

“Nós não precisamos de um presidente liberal. Precisamos de um presidente que identificasse os responsáveis por esta crise”,
realçou.

Almeida Santos condenou o presidente candidato por não ter dito nada sobre quem eram os responsáveis pela atual crise política.

“Cavaco Silva nunca responsabilizou o modelo económico liberal - que quis ficar sozinho na luta económica para poder esmagar os seus concorrentes – nunca o disse nem o dirá porque ele é, economicamente, neoliberal”, explicou.

O socialista disse ainda que Cavaco Silva “não tem o direito de querer continuar a ser o Presidente de todos os portugueses depois de nada ter feito para resolver os problemas do Mundo, da Europa e do país”.

“Precisamos mesmo de outro Presidente da República, que seja o negativo deste em matéria económica e em matéria política: não conservador e não neoliberal”, pediu.

As declarações do candidato presidencial Cavaco Silva desta semana sobre a iminência de uma crise grave em Portugal também foram alvo das críticas de Almeida Santos.

“Um Presidente da República, enquanto o é, não pode dizer ao país que vem aí uma crise grave. Só compreendo - mal - que ele o tenha feito porque precisa de reforçar o agrado que desperta nos partidos que o apoiam e não para todo o resto do país que, assim o espero, não o vai apoiar como ele pensa que vai”, declarou.

JF/Lusa

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Portugal está a ser de novo pioneiro na História ao bater o pé ao FMI, diz Manuel Alegre em comício em Coimbra

Coimbra, 15 jan (Lusa)

O candidato presidencial Manuel Alegre fez hoje uma defesa veemente da ação do Governo, considerando que Portugal está a ser de novo “pioneiro” na História ao “bater o pé” à entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No comício de Coimbra, no Teatro Académico de Gil Vicente, Alegre sustentou que Portugal já foi várias vezes pioneiro na História, “quando as naus portuguesas partiram para o mar desconhecido”.

“Fomos Europa antes de a Europa o ser, não temos que ter complexos de inferioridade, não temos que ter complexos de bons alunos. Tivemos uma das primeiras revoluções liberais, uma das primeiras repúblicas e, quando se fez o 25 de abril, foi também um movimento pioneiro, precursor, que abriu caminho à nova vaga democrática”,
disse.

Agora, segundo Alegre, “podemos ser de novo pioneiros, precursores – estamos a sê-lo resistindo ao FMI, batendo o pé ao FMI e àqueles que de fora e cá dentro o querem cá”.

“O caminho é dizer aos senhores que mandam no mundo e que querem mandar na Europa que esse não é o caminho”, declarou, recebendo uma prolongada ovação.


PMF/Lusa

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"Quem um dia se ligou a Oliveira e Costa e Dias Loureiro não tem autoridade", disse em Coimbra o líder parlamentar do BE

Coimbra, 15 jan (Lusa)

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda fez hoje uma série de ataques ao passado de Cavaco Silva, ligando-o diretamente a Oliveira e Costa e Dias Loureiro e responsabilizando-o pelas cargas policiais contra estudantes ou operários vidreiros.

No comício de Coimbra da candidatura de Manuel Alegre, que encheu o Teatro Académico de Gil Vicente, José Manuel Pureza fez um dos discursos mais aplaudidos da noite.

Sobre Cavaco Silva, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda não hesitou em ligá-lo ao antigo presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Oliveira e Costa, e ao ex-ministro Dias Loureiro, da Sociedade Lusa de Negócios.

“Quem um dia se associou à nata da especulação à portuguesa, quem um dia se ligou a Oliveira e Costa e a Dias Loureiro não tem a mínima das autoridades, porque também não tem vontade para contrariar os especuladores que atentam contra a economia portuguesa”, considerou José Manuel Pureza.

Para o responsável do Bloco de Esquerda, “Cavaco Silva é claramente o candidato dos mercados no assalto à economia portuguesa. Mas é mais do que isso: É o candidato do silêncio”.

De acordo com Pureza, “à democracia Cavaco Silva opôs sempre o silêncio”, coisa que disse “não ser de agora”.

“Este é o mesmo Cavaco Silva que, enquanto primeiro-ministro, opôs à democracia da fiscalização pública a boca cheia de bolo rei. O mesmo Cavaco Silva que, fazendo silêncio para os jornalistas, mandava carregar a polícia sobre os estudantes, os operários da Marinha
Grande e os utentes da ponte 25 de abril”, acrescentou.

PMF/Lusa

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Alegre acusa Cavaco de demagogia e populismo

Falta autoridade moral a Cavaco Silva, diz António Arnaut

Condeixa, 15 jan (Lusa)

O histórico socialista e apoiante de Manuel Alegre António Arnaut afirmou hoje que Cavaco Silva “não tem verdadeiramente o sentido da dimensão ética e republicana do Estado social”, considerando que lhe falta “autoridade moral”.

Ao lado de Manuel Alegre numa ação de campanha em Condeixa, António Arnaut – que é considerado “o pai” do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – disse aos jornalistas que “o Presidente da República, se porventura continuar a ser Cavaco Silva, não poderá destruir o SNS enquanto existir uma Constituição que o garante”.

“Houve uma tentativa de destruição do SNS justamente pelo professor Cavaco Silva, em 1990, quando ele revogou a lei instituidora da minha responsabilidade”,
recordou.

Segundo António Arnaut, o Presidente da República “não pode destruir a Constituição porque ele jura-a e a Constituição garante um SNS universal, geral e tendencialmente gratuito”.

“Se porventura um Governo de direita tentar destruir o SNS então haverá um levantamento popular e nós estaremos à frente do povo”,
alertou.

Em declarações aos jornalistas, o histórico socialista disse ainda pensar que Cavaco Silva “não tem verdadeiramente o sentido da dimensão ética e republicana do Estado social”.

“Será que Cavaco Silva sabe o que é o Estado Social? Será que ele sente o Estado social apesar de falar muito em pobreza?”, questionou.

Para António Arnaut, “neste momento de crise o Presidente da República tem que ter uma palavra adequada e justa, a autoridade de quem dedicou toda a sua vida a defender a democracia”, afirmando que Manuel Alegre lhe dá muito mais garantias.

Questionado pela comunicação social sobre se faltaria autoridade ao presidente candidato, o “pai do SNS” considerou que lhe falta autoridade moral.

“Qual é o passado de Cavaco Silva na defesa da democracia? Ele nunca celebrou o 25 de Abril, em dez anos que foi primeiro-ministro e cinco como Presidente da República, com o cravo ao peito”, relembrou.

O socialista defendeu ainda que o Presidente da República passe a poder exercer apenas um mandato, mais alargado, não podendo candidatar-se para não se sujeitar a “uma vulnerabilidade”.

“Confrange-me um pouco que o Presidente da República se possa sujeitar a um certo tipo de críticas, porventura justas, porque ele é o Presidente da República, e se o continuar a ser ele fica lesado por essas críticas que não foram esclarecidas”, afirmou.

JF/Lusa

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Camané, " A cantar é que te deixas levar"

Euro/Crise: Rompuy diz que taxas de juro sobre dívida de Portugal e Espanha "são absurdas"

Londres, 13 dez (Lusa)

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, pediu hoje confiança na capacidade de Portugal e Espanha reequilibrarem as contas públicas e eliminarem o défice, declarando “absurdos” os juros atuais sobre as obrigações.

“É concretizável, é concretizável”, insistiu, durante uma palestra hoje em Londres, onde o político belga lembrou a experiência enquanto ministro do Orçamento belga, nos anos 1990.

Na altura, vincou, a dívida pública era de 135 por cento e os juros altos, mas não se lembra de ninguém lhe perguntar sobre a capacidade de a Bélgica financiar a própria dívida.

“Ao fim de seis anos, deixei funções com o orçamento equilibrado e um excedente primário de cinco ou seis por cento do PIB”, afirmou.

Rompuy diz ver “a mesma determinação na Grécia, na Irlanda, em Espanha, Portugal e em outros países”, que têm agora de cumprir as metas a que comprometeram.

“Quando se mostra essa determinação não apenas através da retórica mas também através dos resultados, é possível ter mais confiança naqueles países”, salientou.

O presidente do Conselho Europeu considerou, durante a palestra, “estranhos” os recentes desenvolvimentos dos mercados, onde os spreads do risco de incumprimento para alguns países da zona euro são maiores do que para países emergentes como a Ucrânia ou a Argentina.

“Isto é verdadeiramente absurdo”, denunciou, enumerando as previsões otimistas para a economia na zona euro, que cresceu 1,7 por cento em 2010 e que se espera que cresça 1,5 e perto de dois por cento em 2011 e 2012, respetivamente.

Admitiu que “a recuperação é desigual e há problemas em alguns países membros que enfrentam desafios em termos de competitividade e baixo crescimento”.

Isto, continuou, agrava a dinâmica da dívida pública naqueles países e levanta preocupações nos mercados mas reiterou que os problemas estão a ser enfrentados através de programas de ajustamento, seja de consolidação orçamental ou de reformas estruturais

“Este é o caso em Portugal e Espanha e, tal como na Grécia e Irlanda, assegurámos que as necessidades financeiras para os próximos anos estão completamente pelo pacote de apoio da UE e IMF”, afirmou.

BM/Lusa

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Matisse,"La Musique",(1939)

Edith Piaf, "Milord"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Merkel comenta favoravelmente medidas do governo português

Alegre acusa Cavaco de estar a pôr o eleitoralismo acima dos interesses nacionais

Euro/Crise: Sócrates diz que colocação da dívida foi "um sucesso"

Berlim, 12 jan (Lusa)

O primeiro-ministro considerou a colocação da dívida portuguesa hoje nos mercados de capitais “um sucesso, qualquer que seja o parâmetro pelo qual se analise”.

O leilão de hoje foi “um sucesso na procura e um sucesso no preço, e isso é a melhor demonstração de confiança na economia portuguesa por parte dos mercados”, sublinhou José Sócrates, rodeado de dezenas de representantes da imprensa internacional, à entrada para a Heimtextil, em Frankfurt.

Sócrates acrescentou que o resultado da operação de refinanciamento o deixou “muito satisfeito”, considerando-o “o reconhecimento por parte dos mercados de quer Portugal está a fazer o que deve”.

Lembrou depois que o comportamento da economia portuguesa em 2010 “foi sem dúvida surpreendente”, como já tinha sustentado na véspera, em Lisboa.

“Não só vamos ter um défice menor do que esperávamos, e uma redução do défice superior a dois pontos percentuais, como vamos ter um crescimento económico superior a 1,3 por cento”, disse o primeiro-ministro.

Na opinião de Sócrates, a colocação da dívida a juros menores do que têm vigorado ultimamente em diversas maturidades é “a reação dos mercados à boa conduta do governo português de reduzir o défice e pôr as contas em ordem”, acrescentou.

“Portugal não vai baixar os braços, e o governo português não vai baixar os braços, o meu dever é estar ao lado de todos os portugueses que dão o seu melhor para a recuperação económica do país, e estou em Frankfurt para estar ao lado das empresas portuguesas”, disse o primeiro-ministro, que visitou a Heimtextil, maior feira do mundo de têxteis para o lar, onde estão 56 expositores portugueses.

O Tesouro português colocou hoje obrigações a dez anos com uma taxa de juro de 6,716 por cento, inferior à da emissão anterior, que atingiu os 6,806 por cento, tendo tido uma procura 3,2 vezes superior à da oferta.

A procura, segundo a mesma fonte, bateu o recorde dos últimos dez anos.

Na maturidade a quatro anos, a taxa de juro foi de 5,396 por cento, quando no final de setembro, o Tesouro pagou um juro de 4,041 por cento por dívida com maturidade em 2014.

Esta foi a primeira colocação portuguesa de Obrigações do Tesouro a cinco e dez anos desde que a Irlanda recebeu auxílio internacional.

Portugal necessita, em 2011, de assegurar 20 mil milhões de euros a encaixar, sobretudo, através da emissão Obrigações do Tesouro, com diferentes maturidades.

Na terça-feira, os juros da dívida portuguesa a dez anos recuaram para os 6,889 por cento, depois de terem batido máximos e atingido os 7,913 por cento na sexta-feira.

No mesmo dia, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que o défice orçamental de 2010 se deverá situar abaixo dos 7,3 previstos e que o país tem uma folga orçamental de 800 milhões de euros, com o chefe do Governo a garantir que Portugal não vai pedir ajuda financeira, porque não necessita.

FA/AJG.(NM)

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