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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alegre preocupado com "brutalidade" do desemprego

por:dn.pt/F.A.L.
Manuel Alegre defendeu esta sexta-feira, no programa Avenida da Liberdade, na RTPi, que "as pessoas estão sem esperança" e que o facto do país ter ultrapassado a fasquia de um milhão de desempregados "é uma brutalidade".
O antigo candidato presidencial sustentou que "a juventude não tem um horizonte mas um muro à frente" e apelou à adopção de iniciativas fiscais para as empresas que abram as portas aos jovens. "Em política nada é definitivo, estão a pôr em causa a credibilidade da democracia", acrescentou. No mesmo programa, António Bagão Félix, sustentou que a troika não pode olhar para Portugal e "aplicar a chapa 4", porque há soluções que funcionam em certos países, mas não noutros.

domingo, 20 de novembro de 2011

Cavaco Silva deve saber "interpretar angústias dos portugueses",sublinha Manuel Alegre

Lisboa, 20 nov (Lusa)

O Presidente da República, "sem fazer oposição ao Governo e numa situação tão difícil", deve expressar a sua opinião e deve saber interpretar as angústias dos portugueses, defende Manuel Alegre.

Numa entrevista transmitida no sábado pela SIC Notícias, Manuel Alegre, ex-candidato presidencial, disse que "o país precisa de um tubo de escape" e que o papel do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, é saber "interpretar as angústias das pessoas".

"Impressiona-me um Portugal um pouco depressivo, desencantado, desiludido", opinou Manuel Alegre, acusando o primeiro-ministro de ter feito do empobrecimento dos portugueses "uma estratégia política".

"Se tivesse dito isso antes não tinha ganho as eleições", alertou.

Perante os tempos de crise e a governação de Pedro Passos Coelho, Manuel Alegre considerou que a grande prova para Cavaco Silva vai ser a defesa da Constituição.

"Jurou defender esta Constituição, não vai haver uma revisão que ponha em causa os princípios que ali estão. Resta ver o que fará perante uma atitude deliberada [do Governo] de desmantelar o Serviço Nacional de Saúde", enumerou o socialista.

"Ele tem que vetar, não pode fazer outra coisa", sublinhou Manuel Alegre, considerando "mais complicado" ter a mesma atitude no que toca ao Orçamento do Estado.

"Ele tem expresso a sua opinião. É importante que o Presidente da República, sem fazer oposição ao Governo, numa situação tão difícil como esta, expresse a sua opinião", disse.

Sobre a ação do Partido Socialista, liderado por António José Seguro, Manuel Alegre considerou que os portugueses "mais frágeis da sociedade, os empresários que estão a cortar o crédito", e que votam no partido, "precisam de proteção de quem os representa".

"E isso implica uma capacidade de rutura, não apenas de bom comportamento", alertou.

SS/Lusa

sábado, 10 de setembro de 2011

Não somos o terceiro partido do centro direita nem a esquerda do Bloco Central,diz Manuel Alegre

Braga, 10 set (Lusa)

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre advertiu hoje a nova liderança socialista que não pode deixar as coisas na mesma, recusando que o PS seja a esquerda do Bloco Central ou o terceiro partido nacional do centro direita.

Manuel Alegre falava aos delegados do XVIII Congresso Nacional do PS, em Braga, durante o período de discussão das moções de orientação estratégia, num discurso em que procurou identificar as causas dos sucessos eleitorais dos partidos de direita e as causas das derrotas dos socialistas.

A esquerda perde, segundo Alegre, “por se ter deixado colonizar ideologicamente e por ter feito políticas que não são as suas - e também por se der deixado embalar pela canção enganadora da terceira via, por ter capitulado quando não devia capitular e por ter aceite passiva e acriticamente as soluções impostas pelos especuladores que estão a dominar a Europa e a empobrecer os nossos países”.


“Nós não estamos a fazer este Congresso para que tudo fique na mesma. É essa a minha esperança”, disse, antes de considerar que o secretário-geral do PS, António José Seguro, tem pela frente um desafio de enorme dimensão.

“Não se trata apenas de iniciar um novo ciclo no PS. Trata-se de enfrentar um novo e terrível ciclo da História. Depois de libertar Portugal da ditadura, depois da instauração da democracia, temos agora de libertar a democracia confiscada por essa nova forma de ditadura, que é a ditadura dos especuladores e dos mercados financeiros”, considerou.

Segundo Alegre, pede-se a Seguro e ao PS que façam “de novo História e iniciem um novo ciclo na História”.

“Para isso temos de afirmar de novo com toda a clareza a autonomia do PS, desta vez contra a direita, contra o capitalismo especulativo e o neo-liberalismo, contra a lógica infernal de poderes não eleitos e sem rosto que se sobrepõem aos poderes legítimos e democráticos de cada Estado”, disse.

Numa referência aos compromissos internacionais assumidos por Portugal ao nível financeiro, Manuel Alegre disse aceitar que os socialistas tenham “sentido de Estado”.

“Mas não se peça ao PS que seja cúmplice de uma política de direita contra o Estado Social e a coesão do país. O PS não é o terceiro partido do centro direita, nem a ala esquerda do bloco central”, frisou.

Depois de pedir à nova direção para que coloque o PS claramente à esquerda, o ex-candidato presidencial atacou o Governo PSD/CDS.

“Não estou a propor um tumulto nem a incendiar o país”, porque “quem está a fazer um tumulto e a incendiar o país é o dr. Passos Coelho e o seu Governo com um ataque sem precedentes às funções sociais do Estado, com a venda ao desbarato de empresas e bens públicos, com a sobrecarga de impostos que está a estrangular a classe média e a empobrecer os portugueses, com a subserviência de quem em Portugal é a favor dos ‘eurobonds’ e perante a [chanceler germânica] Merkel diz que, afinal, é contra”, afirmou.

Ainda de acordo com Alegre, “quem está a incendiar o país é o ministro das Finanças [Vítor Gaspar] que vai à televisão para anunciar cortes históricos nas despesas e sai de lá com subidas brutais nos impostos”.

“Para o dr. Passos Coelho e seu Governo emagrecer o Estado é cortar na Saúde, na Segurança Social, na Educação, nos salários, no subsídio de Natal, nas reformas e na Cultura. Os cortes que estão a fazer são cortes ideológicos – e é por fundamentalismo ideológico que o Governo está a ir além da troika”, acrescentou.

PMF/Lusa