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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Media: PS quer debater serviço público de comunicação social no Parlamento


Lusa,5 Setembro,2011


O PS quer debater no Parlamento o posicionamento público no sector dos media, relembrando que de acordo com a Constituição o Estado deve assegurar “a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão”.

Para os socialistas, o “carácter obrigatório da existência de uma estrutura do Estado”, no caso a RTP, que preste esse referido serviço, sempre foi tido “como um instrumento essencial para assegurar a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico”.

Acrescentam que existe um “vasto consenso europeu” no que à pertinência do serviço público de comunicação social respeita, em requerimento endereçado hoje ao presidente da Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação, Mendes Bota.

“O atual modelo de serviço público de televisão, em Portugal, apesar de semelhante ao existente na maioria dos restantes países europeus é no entanto também dos que, comparativamente, menor fundos públicos recebe”, salientam.

O PS “estranha” que o PSD, na sua proposta de revisão constitucional e posteriormente no seu programa eleitoral e de Governo, “pusesse em causa a existência de um serviço público de rádio e televisão”, visão em “aparente contradição” com a do PSD europeu.

No requerimento, o PS questiona ainda a criação do grupo de trabalho para definir o conceito de serviço público na comunicação social, lembrando os socialistas que ao mesmo tempo foi pedida à administração da RTP uma proposta de reestruturação a apresentar até 15 de setembro, “um mês antes do término” do trabalho do grupo de trabalho.

“Como pode um empresa pensar numa reestruturação sem saber qual a sua adequada missão?”, perguntam os socialistas, para quem a alienação de um dos canais abertos de televisão da RTP significa a introdução no “frágil mercado audiovisual português” de um novo operador, cenário já contestado por “todos os operadores privados”.

Nesta matéria, os deputados pretendem saber se o Governo dispõe de algum estudo económico “sobre as consequências da introdução de um novo operador privado de televisão”.

Para o PS “importa ainda realçar que o contrato do serviço público de rádio já devia ter sido revisto e falta menos de um ano para o término do contrato ora em vigor no serviço público de televisão”.

No que à Agência Lusa diz respeito, “torna-se necessário apurar que modelo ou modelos alternativos ao já existente, se é que existem”, poderiam “ser capazes de assegurar a viabilidade e o funcionamento” da agência noticiosa, “de modo a que esta pudesse continuar a cumprir a missão de que está incumbida”.

O partido recorda que o orçamento da Agência “depende atualmente em cerca de 80 por cento da indemnização compensatória” do Estado, “de modo a que o funcionamento da empresa fique assegurado”, pelo que “não se percebe como pode a empresa ser viável sem a contribuição financeira por parte do Estado num quadro de serviço público, nem quem estaria interessado em comprá-la caso ela não existisse”.

O PS anunciou ainda que vai pedir a realização de um conjunto de audições de modo a debater as condições do exercício do serviço público de comunicação social em Portugal. Os nomes das pessoas que o partido quer ouvir não foram ainda revelados.

PPF/Lusa

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pais do Amaral diz que TVI funcionou como plataforma para derrubar Santana Lopes

Lisboa, 06 abr (Lusa)
"O ex-presidente da Media Capital afirmou hoje que a TVI funcionou como plataforma para derrubar o Governo liderado por Pedro Santana Lopes apesar de ter chamado a atenção da direção de José Eduardo Moniz.
"Houve efetivamente um período em que a TVI tomou um conjunto de posições que se desviaram da linha de isenção e de credibilidade que eram apanágio da estação", referiu Miguel Pais do Amaral à margem da audição na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura.
Segundo referiu aos jornalistas, isso aconteceu "durante o Governo de Santana Lopes", tendo "a TVI funcionado como plataforma para derrube desse Governo".
Pais do Amaral adiantou que, nessa altura, teve "várias vezes de chamar a atenção do diretor geral e diretor de informação [José Eduardo Moniz, dizendo-lhe] que uma televisão não existe para derrubar governos, existe para informar o público".
Questionado sobre se a campanha para derrubar o Governo de Santana Lopes estaria a ser liderada por José Eduardo Moniz, Pais do Amaral respondeu "não ter dúvidas" sobre isso.
O empresário referiu ainda que os factos que hoje relatou sucederam na mesma altura do "caso Marcelo".
O comentador político decidiu abandonar a TVI perante um alegado ultimato que lhe terá sido feito por Pais do Amaral, na altura presidente da Media Capital, empresa detentora da estação de Queluz.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na altura que Pais do Amaral lhe impôs um prazo para que repensasse o teor das suas intervenções nas edições de domingo no "Jornal Nacional", já que era "inaceitável que houvesse uma informação e uma opinião sistematicamente anti-governamental na TVI".
Questionado pelos deputados da comissão parlamentar sobre um caso referido por Moniz na mesma comissão e que remonta a 2001 a propósito de uma reportagem em Évora, Pais do Amaral disse que essa conversa tem apenas uma parte de verdade.
Moniz disse no inicio de março que José Sócrates tentou intervir na informação da estação enquanto ainda era ministro do Ambiente, tendo sido apoiado pelo então presidente do grupo.
Segundo José Eduardo Moniz, além do desagrado manifestado por Sócrates à jornalista, também Pais do Amaral o chamou para lhe comunicar que considerava a reportagem "exagerada" referindo ainda "não querer ter problemas como tinha tido no Independente".
Aos deputados, Pais do Amaral disse que essa conversa nada teve a ver com José Sócrates adiantando que "nem o conhecia na altura".
Contudo, confirmou que teve uma conversa com Eduardo Moniz indicando-lhe que apenas que não queria repetir a experiência do Independente.
"Queria que fosse uma estação apartidária, independente, credível e séria e que não tivesse como papel destruir ou construir governos", disse.
Já relativamente a Manuela Moura Guedes, o ex-presidente da Media Capital disse que a jornalista desvalorizava a TVI.
"O estilo de informação tabloide de Manuela Moura Guedes na minha opinião desvalorizava a TVI. Se deixasse de ser pivot isso era um valor acrescentado, não escondo que tentei que isso acontecesse mas não por qualquer pressão política", disse".

GC/JRS/LUSA

*** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico ***