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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pingo Doce alvo de coima de quase 30 mil euros pela promoção do 1º de Maio(vendas com prejuízo)

O Pingo Doce foi alvo de uma coima de quase 30 mil euros pela promoção que realizou no dia 1 de Maio, de acordo com a RTP. A Autoridade da Concorrência terá identificado 15 produtos vendidos abaixo do preço de custo, desde açúcar a pasta de dentes.
O Conselho da Autoridade da Concorrência notificou já o grupo Jerónimo Martins, avançou o canal público de televisão, da “decisão condenatória pela prática de 15 contra-ordenações”. “A arguida foi condenada, por cúmulo jurídico, na coima única de 29, 927 mil euros, mais 250 euros de custas” do processo. No total são 30,17 mil euros que a JM terá de desembolsar pela promoção do passado dia 1 de Maio, em que os 369 supermercados Pingo Doce existentes em território Continental e na Madeira concederam um desconto directo de 50% nas compras. A coima à JM atinge assim o valor máximo possível por lei. A RTP, que avançou a notícia em primeira-mão, adianta ainda que em causa estão infracções no custo de venda de 15 produtos, como açúcar, arroz, vinho, leite, café, flocos de cereais, dentífricos e fraldas. Em causa está o artigo13º do decreto-lei 370/93, que determina que as vendas não podem ser vendidas abaixo do preço de custo (produção, impostos e transporte incluído). Até este momento não foi possível obter reacção por parte do grupo Jerónimo Martins nem informações adicionais por parte da Autoridade da Concorrência. Recorde-se que a JM contabilizou 10 milhões de euros de custos não recorrentes no primeiro semestre do ano, associando-os directamente á promoção de 1 de Maio. Um valor que, em termos líquidos, foi reduzido após impostos para quatro milhões, adiantou na conferência de analistas a direcção financeira da empresa.
08 Agosto 2012 | 18:57-Jornal de Negócios 

(Notícia em actualização)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pingo Doce vendeu produtos abaixo do preço de custo,diz a ASAE

Público-3/5/2012
A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) concluiu que o Pingo Doce praticou dumping com a promoção realizada no feriado do 1º de Maio – dia em que vendeu todos os produtos com 50% de desconto.
De acordo com as conclusões da investigação, que estão a ser avançadas pela Antena 1, a Jerónimo Martins vendeu pelo menos três produtos abaixo do preço de custo: arroz, óleo e whisky.
O caso vai ser enviado já nesta sexta-feira para a Autoridade da Concorrência, podendo o grupo alimentar arriscar-se ao pagamento de uma multa que pode chegar aos 30 mil euros. Para a lei da concorrência é indiferente o número de produtos que são vendidos abaixo do preço de custo, importando apenas averiguar se existiu ou não tal acto.
Na quarta-feira a Jerónimo Martins, dona das quase 400 lojas do Pingo Doce abertas em todo o país, garantiu que não tinha incorrido em dumping na campanha lançada no último feriado e que provocou o caos em vários supermercados.
A venda de produtos abaixo do preço de custo é proibida em Portugal. Segundo a Antena 1, os inspectores da ASAE estão a ultimar um processo contra a Jerónimo Martins, num auto que deverá seguir já amanhã para a Autoridade da Concorrência, a quem cabe a instrução do processo e a aplicação das multas. Mas o grupo garantiu ao Jornal de Negócios que não recebeu qualquer notificação das conclusões da ASAE. (Ler Mais)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ASAE investiga Pingo Doce


A Autoridade de Segurança Económica e Alimentar (ASAE) está no terreno a investigar a campanha levada a cabo pela cadeia de supermercados da Jerónimo Martins, ontem, 1 de maio.
"A ASAE já está no terreno a avaliar se a campanha de um dia do Pingo Doce reúne indícios de práticas não adequadas", disse ao Jornal de Negócios ao secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. O que está em causa, continua o responsável, é a violação da legislação sobre a venda abaixo de custo.
Ao DN, a Associação Portuguesa de Direito ao Consumo (DECO) critica a campanha e fala em violação das regras da concorrência. O presidente, Mário Frota, diz que pode haver "uma infração ao regime de preços no âmbito do direito da concorrência e a consequente lesão dos direitos dos seus concorrentes mais diretos.
Dn.pt-Hoje

terça-feira, 1 de maio de 2012

Incidentes, caos e lojas fechadas: o 1º de Maio no Pingo Doce

Por:Ionline/Ana Tomás com Agência Lusa,1 Maio 2012
 A campanha de promoções lançada pelo Pingo Doce para o 1º de Maio deste ano, levou milhares de portugueses a uma corrida às lojas desta cadeia de supermercados, o que acabou por provocar alguns incidentes entre clientes e levar mesmo ao encerramento de alguns pontos de venda. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) houve casos de agressões entre clientes, na loja da rua Carlos Mardel, em Lisboa, em Almada e na Quinta do Mocho, em Loures, que levaram, nalguns casos, à intervenção da polícia e ao encerramento de algumas lojas, refere a agência Lusa. Nas redes sociais surgem relatos e fotografias de pessoas que se deslocaram a lojas do Pingo Doce e que revelam prateleiras esvaziadas e vários produtos espalhados no chão, pessoas a comer e a beber dentro das lojas em frente aos funcionários ou pais sem saberem dos filhos. Recorde-se que o Pingo Doce lançou uma campanha de vendas, com desconto de 50% a coincidir com o 1º de Maio, “abaixo do preço de custo, para clientes que adquiram mais de 100 euros de compras, nomeadamente de produtos de grande consumo alimentar”, salienta, numa nota, o sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), afecto à CGTP. Face à elevada procura, a empresa decidiu antecipar para as 18h00 o encerramento de todas as lojas da marca, para poder escoar em segurança os clientes.