
Num relatório elaborado por três comissários, o executivo de Durão Barroso acusa a França de não respeitar as directivas europeias ao proceder a expulsões em grupo sem analisar cada caso individualmente e não respeitar a livre circulação de cidadãos europeus.
Um dos signatários do relatório é a comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, que esteve reunida com o ministro francês da Imigração, Eric Besson, na terça-feira.
A eurodeputada romena Renate Weber considera que “dar dinheiro às pessoas para regressarem aos seus países de origem é uma forma perversa de contornar a directiva da liberdade de circulação.”
Recorde-se que Paris pagou às pessoas repatriadas 300 euros por adulto e 100 euros por criança.
Para a eurodeputada francesa, Michèle Striffler, “a França aplica as regras europeias e não viola nenhum direito e é justamente o único país que dá compensações financeiras para que os ciganos possam investir nos seus países.”
Só desde o início do ano, Paris já procedeu a perto de 8500 expulsões. A Comissão Europeia já afirmou publicamente que as pessoas de etnia cigana que vivem na União Europeia são cidadãos com os mesmos direitos do que qualquer outro cidadão europeu."
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4 comentários:
Sarkozy está a repetir parcialmente o que Hitler fez contra os ciganos. Mas de que ninguém fala, porque os sionistas se paropriaram de todo o sofrimento causado pelo nazis, completamente indiferentes - como ainda o continuam a ser - às tragédias alheias.
Bom final de semana.
Ah! Gosto da obra do pintor holandês aí de cima.
Cara São,
Tem toda a razão, a etnia romani, os cignos,é a etnia mais longamente perseguida desde sempre.Hitler tratou-os tão mal como aos judeus...Sarkozy, de forma enviesada, está a seguir-lhe as pisadas, com a diferença de que agora a opinião pública e publicada será capaz de lhe travar os intentos...
Obrigado pela S/ visita.Volte sempre,
Bom fim de semana,
OC
Caro Amigo Osvaldo
Aumentam, sem dúvida, as manifestações de solidariedade para com a etnia cigana e podem ocorrer factores complexos que coloquem em causa uma fatia da governabilidade dos Estados democráticos modernos, mormente, a França, a manifestar ausência de procedimentos no sentido de uma intervenção cidadã digna.
É difícil, mas não será de todo impossível, construir uma identificação entre os indivíduos e a comunidade que integram no espaço europeu e, assim, face à ausência de uma identificação entre os cidadãos e os diferentes níveis em que lidam os poderes públicos, será que faz sentido falar de cidadania consciente e informada???
Abraço com Amizade :)
Ana Brito
Caro Osvaldo
Não podia deixar de comentar, pois para além de tudo o que já foi dito, e se continua a dizer, a frieza, a falta de sensibiidade toca-me imenso, mais a mais quando vejo o rosto duma criança, seja ou não real,fica o nó na garganta.
Um abraço
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