domingo, 9 de maio de 2010

O Hino da resistência francesa, 65 anos depois


Mireille Mathieu dá voz ao canto da resistência francesa que alastrou pela Europa dos combatentes contra o exército de ocupação nazi.Conjuntamente com a canção "Bella Ciao" terão sido verdadeiramente os Hinos de apelo à resistência e ao combate na Europa Ocidental, onde as brutais hostilidades cessaram em 8 de Maio de 1945, já lá vão 65 anos.
Em 22 de Abril desse ano, Berlim caíu às mãos das tropas soviéticas.A 30 de Abril Hitler põe termo à vida no seu "bunker". A 7 de Maio de 1945 os restos do governo nazi rendeu-se incondicionalmente às tropas Aliadas, integradas por americanos, russos, ingleses e franceses.
A guerra estava terminada em 8 de Maio, por força do clamor de vitória nas ruas e formalmente, a 9 de Maio, por isso, hoje, considerado o Dia da Europa.


OC

sábado, 8 de maio de 2010

Tchaikovsky, Quebra-Nozes, Valsa das flores

Em homenagem do autor do Lago dos Cisnes, do Quebra-Nozes e de algumas das melhores partituras musicais de sempre. Nasceu em 7 de Maio de 1840, num século de grandes compositores e incontornável para a dimensão global da música clássica.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O diálogo político construtivo no País

A recente reunião realizada entre o 1ºministro José Sócrates e o líder do maior partido da oposição, Pedro Passos Coelho, é um bom sinal do diálogo político construtivo em Portugal e revela uma inequívoca alteração de comportamento do PSD e do seu novel líder. Em vez da política de “asfixia democrática” que foi bandeira desfraldada pela anterior líder, Manuela Ferreira Leite, e que se revelou desastrosa e foi clamorosamente derrotada em eleições legislativas, o novo estilo de Passos Coelho, para além do sentido patriótico revelado, patenteia um claro sinal de assumpção de responsabilidades na exacta medida em que o país delas carece. E, obviamente, como se verifica pela mais recente sondagem do Barómetro da TSF e do Diário Económico, o novo líder do PSD colheu frutuosos dividendos da habilidade política com que lidou com a situação do ataque especulativo ao Euro ocorrida na passada semana.
O que se consubstancia numa afirmação de sensibilidade política apurada, de que, reconheça-se, muitos duvidavam no dia seguinte às eleições internas do PSD e à evidente vitória de Pedro Passos Coelho. A verdade é que, menos de um mês passado sobre a sua posse como líder, o novo presidente social-democrata deu uma clara lição de sentido de estado, afirmando-se como o líder indiscutível e indiscutido do PSD. Dê-se a mão à palmatória, Passos Coelho tem o partido na mão e, contrariamente ao que eu próprio aqui admiti na última Crónica, não vejo quem, no PSD, esteja em melhores condições do que ele para disputar as próximas eleições legislativas.
Pese embora o sentido construtivo do encontro entre os dois líderes, que terão acertado acompanhar em conjunto a situação financeira e a execução da estratégia de consolidação orçamental, o que poderá reforçar a confiança dos mercados na economia portuguesa e poderá contribuir para aumentar a capacidade de cumprir os objectivos programados no PEC, a verdade é que as declarações proferidas, por si só, não resolvem todos os problemas que Portugal enfrenta, designadamente a reiterada ofensiva especulativa contra o Euro materializada nas acções das Agências de “rating” contra a Grécia, Portugal e Espanha.
A verdade é que, no caso português, a informação já disponível revela uma evolução positiva no 1º trimestre no concernente aos indicadores da economia, indiciando uma trajectória de recuperação reiterada e dados consistentes, em matéria de receita e despesa, com os objectivos orçamentais inscritos e definidos.
Mas nem isso impediu a fúria especulativa dos que querem pôr em causa o Euro no seu conjunto e a dívida pública soberana de diversos países europeus.
Do que se trata, sem margem para dúvidas é de um desafio ao Euro e à União Europeia, o que só se pode atalhar com uma resposta firme, conjunta e solidária por parte dos estados da União.
Tal resposta, que começou a ser dada com clareza com o vultuoso empréstimo à Grécia, poderá ser o verdadeiro sinal de confiança de que as economias e os mercados mundiais precisam para confiarem na robustez do Euro e para que os próprios estados da União e os membros da Zona Euro sintam com confiança que é na solidariedade inter-estadual que reside a maior força da moeda única.
Mas obviamente, Portugal tem que prosseguir o seu próprio caminho de exigência e rigor, mesmo sabendo que pode contar com a solidariedade da União Europeia em caso de dificuldades inesperadas.
Não se trata de cair numa qualquer obsessão com o défice, como sucedeu com Ferreira Leite, mas antes de encontrar a forma de fundir criativamente os objectivos de redução do défice com a indispensável consolidação da recuperação económica.
Urge manter as prioridades anteriormente definidas, o mesmo é dizer, a recuperação da economia e o crescimento do emprego. Para tal há que ter a coragem, mesmo que reavaliando o investimento público, de concentrar investimento público em obras de proximidade, como, aliás, se tem feito em escolas, lares, creches, entre outras e apostar nas três grandes obras estruturantes cujo investimento ou tem apoios comunitários, ou é fruto de parcerias público-privadas, ou está disseminado no tempo, como é o caso do troço do TGV para Madrid, do aeroporto ou da terceira travessia do Tejo.
Para tanto há que saber mobilizar os portugueses para o enérgico combate à crise, garantindo o objectivo de consolidação das contas públicas, com especial acento no lado da despesa e no combate ao desperdício e à ineficiência e promovendo, com segurança e firmeza, as medidas indispensáveis ao crescimento económico e à consequente recuperação do emprego.

Osvaldo Castro

(publicado no Jornal de Leiria de 6 de Maio de 2010)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Governo/TVI: Entrevista de Zeinal Bava decidiu Governo

Lisboa, 05 mai (Lusa)
"- O ministro da Presidência afirmou hoje que foi a entrevista do presidente da comissão executiva da PT a “defender o negócio” da compra da TVI que “tornou necessário” que o Governo comunicasse formalmente a sua oposição ao negócio.

“Foi portanto essa entrevista do engenheiro Zeinal Bava que defendeu, aliás brilhantemente, esse negócio de acordo com os interesses estratégicos da PT, que tornou necessário, justificável e bastante compreensível para quem esteja de boa fé que o Governo tenha no dia seguinte a necessidade” de comunicar formalmente a oposição ao negócio.

Pedro Silva Pereira respondia aos jornalistas à saída da comissão de inquérito onde prestou depoimento sobre a atuação do Governo na tentativa de compra da TVI pela PT.

Desde a audição do presidente da PT, Henrique Granadeiro, na semana passada, que os deputados da oposição têm levantado uma dúvida: se o primeiro ministro foi informado pelo presidente da PT, na noite do dia 25 de junho de 2009, que o negócio não iria para a frente, porque é que o Governo decidiu convocar uma reunião com a PT para o dia seguinte para lhe comunicar que se opõe ao negócio?

Confrontado com essa questão pelos jornalistas, Silva Pereira admitiu que o primeiro ministro teve, da parte de Granadeiro, “uma informação” sobre “a inviabilização” do negócio na noite de 25 de junho, mas frisou que “à mesma hora o engenheiro Zeinal Bava estava na televisão [na RTP] a defender o negócio”.

O objetivo do Governo, disse Pedro Silva Pereira, foi “clarificar formalmente e publicamente a sua posição de oposição a esse negócio” para que “não restasse nenhuma suspeita” de que o Governo pretendia interferir na linha editorial da TVI.

À saída da reunião, o ministro criticou o deputado do BE João Semedo de “ter feito acusações com ligeireza” e de ter “ideias preconcebidas”.

“É verdade que do que vi hoje aqui, que o deputado especialmente investido como relator desta comissão, primeiro tira as conclusões e depois faz as perguntas. Isso não é nada animador” em matéria de isenção, disse Pedro Silva Pereira.

Para o ministro, “é a credibilidade do Parlamento que está em causa”.

Tal como tinha feito na reunião da comissão, Silva Pereira afirmou que “é totalmente infundada a acusação” de que teria tido acesso a informação privilegiada no dia 25 de junho de 2009.

“Percebo que há deputados que têm uma tese para tentar salvar, a de que o primeiro ministro mentiu ao Parlamento” quando disse no dia 24 de junho não ter sido informado sobre a tentativa de compra da TVI pela PT.

Silva Pereira sublinhou ainda que “das 80 perguntas” que os deputados da comissão vão enviar ao primeiro ministro “não há nenhuma que o confronte com o contrário do que ele disse”.

SF/Lusa
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Goya, "Os fuzilamentos de 3 de Maio de 1808"



Trata-se dos célebres fuzilamentos na montanha do Príncipe Pio,nos arredores de Madrid,na noite e madrugada de 2 para 3 de Maio de 1808. Os invasores franceses, as tropas de Napoleão, que chegariam também a Portugal, aprisionavam e fuzilavam os madrilenos que se revoltavam em defesa da independência de Espanha.
Francisco de Goya retratou a violência dos factos, em tela, passados 6 anos,em 1814.
OC