quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve Geral: "Forte consciência social" demonstrada na greve pode "sustentar uma alternativa" política,acentua Carvalho da Silva-CGTP

Lisboa, 24 nov (Lusa)
O líder da CGTP, Carvalho da Silva, considerou que a greve geral hoje realizada pode dar origem a uma mudança política alternativa às políticas que estão a ser levadas a cabo.

O secretário-geral da CGTP considerou hoje, numa conferência de imprensa conjunta com a UGT de balanço da greve geral, que esta teve a capacidade de dar “consciência social” dos problemas que os portugueses enfrentam e que será fundamental para a mudança de políticas.

“Temos a certeza que a forte consciência social será lastro de consciência politica que nascerá na sociedade e que há-de sustentar uma alternativa”, afirmou o líder sindical.

"As alternativas não virão daqueles nem das políticas que conduziram ao descalabro", acrescentou o responsável.

A greve geral que a UGT e a CGTP marcaram para hoje é a segunda conjunta das duas centrais sindicais (a primeira foi precisamente há um ano) e a sétima realizada em Portugal nos últimos 29 anos.

Esta deverá também ser a última greve geral em que os secretários-gerais da CGTP e da UGT, Carvalho da Silva e João Proença, já que deverá ser a última vez que o fazem enquanto líderes sindicais.

A aproximação das centrais sindicais para esta greve geral aconteceu depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado em meados de outubro um novo pacote de austeridade para combater o défice público, que consta do Orçamento do Estado para 2012.

Entre outras medidas, da proposta de OE2012 consta a suspensão do subsídio de férias e de Natal para os trabalhadores do setor público e reformados. O corte começa a aplicar-se a quem receba salários ou pensões acima de 485 euros. Neste caso, e até aos mil euros, o corte será progressivo, mas a partir de mil euros, é cortado o subsídio de férias e de Natal por inteiro.

O chefe do Governo anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.

IM/Lusa

1 comentário:

Rogério Pereira disse...

"alternativa às políticas"

Concentre-mo-nos nelas.