sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OE2012: Classe média, funcionários públicos e reformados são os mais afetados – Estudo Deloitte

Lisboa, 18 nov (Lusa)

A classe média será a mais afetada pelas medidas do Orçamento do Estado para o próximo ano, seguindo-se os funcionários públicos e os reformados, revela um estudo de mercado da Deloitte, a que a Agência Lusa teve acesso.

“Quando os funcionários públicos e pensionistas vão ficar sem subsídio de férias e de Natal, não podemos fugir da ideia que estes são quem está a fazer o maior sacrifício”, disse à Lusa Miguel Leónidas Rocha, ‘partner’ da Divisão de Consultoria Fiscal da Deloitte em Portugal.

De acordo com o estudo de mercado “Orçamento do Estado 2012 – A importância de saber”, mais de metade dos inquiridos (52 por cento) considera que o seu rendimento disponível será afetado “em larga escala” e que os grupos afetados serão a classe média e os funcionários públicos.

No que concerne à classe média, “as deduções de despesas no IRS basicamente desaparecem, à semelhança dos benefícios fiscais, que acabam por ser cada vez menores”, justificou Leónidas Rocha.

Perante este impacto negativo nos rendimentos dos trabalhadores, na sequência das medidas previstas no Orçamento, a esmagadora maioria dos inquiridos (86 por cento) considera que a situação financeira do seu agregado familiar vai piorar no próximo ano e, para fazer face à diminuição do rendimento disponível, 79 por cento propõe-se reduzir o padrão de consumo.

O enfoque dos portugueses no próximo ano será destinado à aquisição de bens essenciais, restringindo o consumo de refeições fora de casa e optando por comprar em cadeias de desconto, revela o estudo.

De salientar que são os agregados com maiores rendimentos anuais (superiores a 60 mil euros) quem admite reduzir o padrão de consumo, perante a possibilidade de menores rendimentos em 2012.

Sobre qual a medida de IRS com maior impacto no rendimento disponível dos portugueses, os inquiridos consideram que a que terá maior expressão é a criação da taxa adicional de 2,5 por cento, seguida da redução das deduções com saúde e imóveis.

A informação foi recolhida entre os dias 04 e 09 de novembro deste ano, junto de um universo constituído por indivíduos com 18 ou mais anos de idade, residentes na Região da Grande Lisboa e do Grande Porto, com acesso à Internet. A amostra é constituída por 712 indivíduos.

SMS/Lusa

1 comentário:

Luís Coelho disse...

Qualquer dia, estamos todos na rua com uma panela à espera que passem os senhores da troika e nos dêem uma esmolinha.........